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Convergências e divergências em uma RadCom na web (CISC_2008)

Convergências e divergências em uma RadCom na web (CISC_2008)

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Published by Gisele Sayeg
Resumo
Este trabalho busca analisar as possibilidades de convergência e interatividade em uma emissora comunitária online – a Rádio Poléia FM, e algumas conseqüências da mudança do suporte analógico para o digital. A análise tem como ponto de partida a definição de convergência proposta por Arlindo Machado no livro Arte e Mídia e as características consideradas intrínsecas ao veículo. Parte do pressuposto da ocorrência de um processo de apropriação ou remediação de um meio em outro.
Resumo
Este trabalho busca analisar as possibilidades de convergência e interatividade em uma emissora comunitária online – a Rádio Poléia FM, e algumas conseqüências da mudança do suporte analógico para o digital. A análise tem como ponto de partida a definição de convergência proposta por Arlindo Machado no livro Arte e Mídia e as características consideradas intrínsecas ao veículo. Parte do pressuposto da ocorrência de um processo de apropriação ou remediação de um meio em outro.

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05/10/2014

 
1
Convergências e divergências em uma RadCom na
web
1
 
Gisele Sayeg Nunes Ferreira
2
-
Grupo de Pesquisa Espaço-Visualidade/Comunicação-Cultura (ESPACC)
Resumo
Este trabalho busca analisar as possibilidades de convergência e interatividade em umaemissora comunitária
online
 
 – 
a Rádio Poléia FM, e algumas conseqüências da mudança dosuporte analógico para o digital. A análise tem como ponto de partida a definição deconvergência proposta por Arlindo Machado no livro
 Arte e Mídia
e as característicasconsideradas intrínsecas ao veículo. Parte do pressuposto da ocorrência de um processo deapropriação ou remediação de um meio em outro.
Palavras-chave:
Rádio comunitária
 – 
convergência
 – 
interatividade
 – 
remediação
 – 
tecnologia
Résumé
Le but de ce travail est
d‟analyser les possibilités de convergence et interactivité dans une
station radio communitaire
 – 
la Radio Poléia FM, et quelques conséquences du changementdu support analogique en digital. Notre point du départ est la définition de convergenceproposée par Arlindo Machado dans le livre
 Arte e Mídia
et les caractéristiques que sont
intrinsèques au véhicule. Il part de l‟idée de la ocurrence d‟un processus d‟appropriation ou
remediation
d un moyen dans un autre.
Mots-clés
Radio communaitaire
 – 
convergence
 – 
interactivité
 – 
 
remediation
- technologie
1. O rádio em tempo de convergência
Chega um momento em que „torna
-se claro que não se pode mais continuar
dizendo como antes: o cinema, a fotografia, a pintura‟ (...). Em lugar de
pensar os meios individualmente, o que passa a interessar agora são aspassagens que se operam entre a fotografia, o cinema o vídeo, a televisão e asmídias digitais. Essas passagens permitem compreender melhor as tensões eas ambigüidades que se operam hoje entre o movimento e a imobilidade (...),entre o analógico e o digital, o figurativo e o abstrato, o atual e o virtual.(MACHADO, 2007, p. 69)
O surgimento do rádio insere-se num momento específico da história mundial, em que
os acontecimentos que decorrem das sucessivas “revoluções” dos séculos XVIII e XIX
1
Artigo apresentado no IV ComCult - Cultura da Imagem (CISC), realizado de 14 e 15 de novembro de 2008,no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (SP), no GT Imagens Sonoras e Audioculturas.
2
 
Jornalista, professora do curso de “Rádio e TV” da Universidade Anhembi Morumbi (SP), mestre em Ciências
da Comunicação pela ECA-USP, doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, integra o Grupo dePesquisa Espaço-Visualidade/Comunicação-Cultura (ESPACC). E-mail:gisele.sayeg@gmail.com. http://lattes.cnpq.br/3911238648217117
 
2transformaram radicalmente a vida do homem. O rádio está na raiz de uma era tecnológica,calcada na velocidade, nos vínculos transfronteiriços e desterritorializados.Assim como o cinema e, mais tarde, a televisão, o advento do rádio ocasionou umanova noção de distância e percepção do espaço, pois levaram à formação de novas redes queencurtaram distâncias, deixando o mundo menor e estimulando o uso constante daimaginação. (COSTA, 2002, p. 56) A partir das mídias eletrônicas e da sociedade tecnológica,o homem ampliou suas relações por meio do aumento das informações, que passaram a sermediadas, distantes, impessoais.Nesse contexto, alertam BRIGGS e BURKE
, “revolução industrial” e “revolução dacomunicação” constituem part
e do mesmo processo. Trata-se de um processo no qual a mídiadeve ser vista como um
sistema
em permanente mudança, em que um novo meio não implicano abandono de outro: ao contrário, as mídias coexistem e interagem. (2004, p. 17) Para ele:
No século XX, a televisão precedeu o computador, do mesmo modo que aimpressão gráfica antecedeu o motor a vapor, o rádio antecedeu a televisão, eas estradas de ferro e o navio a vapor precederam os automóveis e aviões. (...)O telégrafo precedeu o telefone, e o rádio deu início à telegrafia sem fio. Maistarde, depois da invenção da telefonia sem fio, ela foi empregada para
introduzir uma “era da radiodifusão”, primeiro em palavras, depois em
imagens. (Id. Ibid., p. 114).
 Já na década de 1960, antes mesmo do surgimento da Internet, McLUHAN registrava
que “um novo meio nunca se soma a um velho, nem deixa o velho em paz. Ele nunca cessa deoprimir os velhos meios até que encontre para eles novas configurações e posições”. (2007, p.
199) Por isso, qualquer tecnologia nova que é introduzida vai sempre agir sobre o ambiente
social, levando à “saturação de todas as instituições”. (Id. Ibid., p.
203)Dessa forma, o que muda a vida das pessoas não é a tecnologia, mas as conseqüênciasda tecnologia. O que muda o ambiente cultural da Renascença, por exemplo, não é o invençãoda imprensa e dos tipos móveis, mas as conseqüências das novas possibilidades tecnológicasque daí advém, entre as quais, a democratização da alfabetização, a ampliação depossibilidades de acesso à informação, os livros, as bibliotecas, as trocas, a mediação etc.Assim também, o que muda a atmosfera cultural do mundo globalizado são as conseqüênciasda mídia digital, ou seja, as outras possibilidades de trocas e mediações que vemos configurare que são patrocinadas pela mídia digital. Sendo as mudanças culturais conseqüências datecnologia, elas até podem levar a outras invenções tecnológicas, mas não existe determinaçãoda tecnologia sobre tais mudanças.
 
3Assim, na década de 1990, agora sob o impacto da
web
, FIDLER amplia a idéia aoafirmar que a Internet não surge de forma espontânea, mas é uma soma, a metamorfose detodas as mídias pré-existentes. Para ele, a
midiamorfose
é justamente:
La transformación de los medios de comunicación, generalmente por lacompleja interacción de las necesidades percibidas, las presiones políticas y
de la competencia, y las innovaciones sociales e tecnológicas (…) los nuevos
medios no surgen por generación espontánea ni independientemente.Aparecen gradualmente, por la metamorfosis de los medios antiguos. Ycuando emergen nuevas formas de medios de comunicación, las formasantiguas generalmente no mueren, sino que continúan evolucionando yadaptándose. (1998, p. 57)
Dentro dessa perspectiva, pode soar até “artificial” separar ev
entos que marcam ahistória da mídia. Tomemos o telégrafo como exemplo: seu desenvolvimento estáintimamente ligado com o desenvolvimento das ferrovias, que necessitavam de sistemas desinalização instantâneos; assim como a colocação de cabos submarinos é praticamenteinseparável da expansão do transporte de navios a vapor, estimulada pelo aumento dastransações econômicas em nível globalizado. (BRIGGS e BURKE, 2004, p. 140-141)Assim é que o surgimento da TV não implicou na morte do rádio, nem o advento da
Internet provocou o abandono da TV. Mas não há dúvidas de que a chamada “revolução”
digital vem imprimindo profundas mudanças não apenas na radiodifusão de imagem e desom, mas em toda a comunicação humana, englobando desde a criação de novos canais deexpressão até alterações nas linguagens e na constituição dos meios pré-existentes.O objetivo deste trabalho é pensar, então, algumas das possíveis conseqüências queresultam das mudanças imprimidas pelo digital no que convencionamos chamar de
rádio
,tendo como suportes dessa reflexão dois componentes que se destacam nesse processo:convergência e interatividade. O ponto de partida da análise são as característicasconsideradas intrínsecas ao rádio, aquelas que o diferenciariam não apenas dos demais meios
mas também de “outros fatos da cultura humana”; o seu “centro denso” ou “núcleo duro” querepresentaria, nas palavras de MACHADO, aquilo que “define conceitos, práticas, modos de produção, tecnologias, economias e públicos específicos”. (2007
, p. 59) No caso específico dorádio, destacam-se a sensorialidade, a sonoridade, a oralidade e a interatividade.
2 As características do suporte: convergências / divergências analógicas e digitais
De forma geral, o rádio é um dispositivo que permite a transmissão de mensagens
sonoras
entre dois pontos e à distância, por meio de ondas eletromagnéticas. A transmissão émassiva e se dá em fluxo; a produção é centralizada e institucionalizada.

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