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Como Educar e Cuidar Ed Infantil

Como Educar e Cuidar Ed Infantil

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12/07/2012

 
REVISTA DO PROFESSOR, jan./mar. 20035(73):Porto Alegre,19 5-10,
Na escola infantil, para reali-zarmos um trabalho onde a edu-cação e o cuidado estejam pre-sentes, devemos definir nossaproposta pedagógica dentro deprincípios éticos, políticos e es-téticos, tais como:
¬
Princípios Éticos 
Õ
solidarie-dade (repartir, ajudar o mais novo,etc.),responsabilidade(fecharator-neira, apagar a luz, fechar o frascodepois de usar a tinta...), autonomia(colocar um bebê em uma cadeiraadequada e deixá-lo mamando so-zinho,criaaamarraroprópriosa-pato...), respeito(ouvir o outro, nãomexernoqueoéseu,cumprirre-gras e combinados, esperar a suavez, preservara natureza...).
 
Princípios Político
Õ
escolha,atravésdovoto,donomedaturma,da atividade do dia, etc. Para isso,é preciso mostrar que há um mun-do de escolhas e que devemos tera consciência de que,
se não ga- nhei dessa vez, poderei ganhar outro dia,
porém o mais importan-te foi o fato de
eu ter 
participadoe votado; mostrar sempre que to-dos nós temos direitos e deveres(a professora, a mãe e o pai tam-bém têm o direito de descansar, denão ouvir gritos...).
 ® 
Princípios Estico
Õ
beleza,prazer, conforto,em decorrência daorganização feita pelo educador epelosalunosdasala,comdiviodeespaçoadequadae harmônica,con-templandocantinhosdepintura,lei-tura, brinquedos de fácil acesso, deacordo com a idade e os interesses
COMO EDUCAR E CUIDA
Aspectoscotidianosdapráticapedagógicacomcriançasde0a6anos
ADRIANA ELIZABETH R. S. SIGNORETTIKEILA KLINKE MONTEIROLOLIA MARIA D. DE OLIVEIRA DIASROSEMARY A. CUNHA DAVÓLIOSILVANA DE FREITAS LÉSSIOProfessoras Especialistas em EducaçãoInfantil da Rede Municipal de Educação.Campinas/SP.
das crianças. A confecção coletivade cartazes, brinquedos e enfeitesreferentes ao assunto ou tema enri-queceasalaeaescolacomelemen-tos da cultura brasileira como fan-toches, bonecos, livros, músicas,entre outras.
Sugestões para a rotina
Aoanalisarmosarotinadeumasala de aula num Centro Munici-paldeEducação Infantil(CEMEI,que atende as crianças em perío-do integral) ou numa Escola Mu-nicipal da Educação Infantil(EMEI, onde as crianças perma-necem durante um turno – manhãou tarde), podemos constatar aimensidade de situações cotidia-nas que influenciam,por meio dasrelações sociais e interpessoais,a formação do cidadão.
Ø
Alimentação
A questão nutricional, porexemplo, pode e deve ser umdos focos do trabalho diário,numa classe de educação infan-til. O alimentar-se faz parte darotina e cada refeição (almoço,lanche, etc.) caracteriza-secomo um momento deveras im-portante e significativo.Um sem número de vezes ob-servamos que alguns alunos che-gam à escola com hábitos inade-quados de comportamento e ali-mentação. Com o cuidar e o edu-car de todos – monitores, profes-sores, cozinheira, servente, dire-ção, etc. – e até mesmo do cole-guinha,tais hábitosinadequados ede rejeição a algum alimento po-derão ser transformados em bonshábitos, sem grandes frustrações,pois as trocas são feitas de formanatural e coerente.Nesse momento, a interferên-cia de qualquer pessoa da escolaou do centro, na prática pedagó-gica, faz acontecer o cuidar e oeducar e, assim, incorporar con-ceitos como:• primeiro fazemos a refeição sal-gada, depois comemos a sobre-mesa (fruta ou doce);• para cada alimento utilizamostalheres adequados;• existe uma postura correta quan-do sentamos à mesa;• devemos mastigar bem os ali-mentos;• é preciso fazer higiene antes edepois das refeições.
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REVISTA DO PROFESSOR,6 jan./mar. 2003(73):Porto Alegre, 195-10,
As horas de refeições são mo-mentos onde se podem desenvol-ver a socialização, o respeito mú-tuo, as boas maneiras, a coopera-ção, entre outros aspectos. Nes-sas situações, é preciso que ascrianças aprendam a fazer umaação de graças, a organizar o seuespaço, a descontrair-se, a come-morar seu aniversário, confrater-nizando com os colegas, a desco-brir aromas e sabores, a compar-tilhar essa hora especial do dia-a-dia de cada um. Mais importante,ainda,é aprendera importânciadeter uma boa alimentação.Ao professor compete respei-tar as características, o ritmo, asnecessidades e possibilidades decada criança, nas diferentes faixasetárias.Assim acontece com todas assituações, especialmente nas ati-vidades culinárias feitas em sala,onde as áreas do conhecimento etodos os conteúdos acabam sen-do trabalhados de forma lúdica ede acordo com a vivência dascrianças na rotina diária escolar.Isso é educar e não simplesmentecuidar: o cuidado para que tudoaconteça sem que a criança corrariscos de se ferir física e emocio-nalmente, etc... O aluno, por suavez, levará esta formação para afamília que, em muitos casos,acabará interiorizando o aprendi-zado e gerando benefícios a siprópria.Os profissionais envolvidos naquestãodo cuidaredo educar,nes-se momento, estão sempre aten-tos, mostram o lado nutritivo darefeição, a mastigação, entre ou-tros aspectos, e estimulam a crian-ça ao bom hábito. Se, entretanto,em casa, os pais agirem de formacontrária ou tentarem disputar aatenção com a escola, a criançavivenciará momentos de conflitoe não conseguirá reconhecer o cer-to e o errado. Ações como estatornam o trabalho do professor/ educadormuitoárduo,pois,simul-taneamente ao trabalho com acriança, o professor e a escola te-rão que trabalhar com a família.
Como fazer?
Com os grupos B1 e B2 deve-se:
Ê
levar os bebês ao refeitório,sempre que possível, em peque-nos grupos, com cadeiras adequa-das para que a atividade de refei-ção possa ser comunitária e maisestimulante. É preciso deixar queos bebês sintam as texturas dosalimentos, denominando doce,salgado, quente, frio, duro, mole,cores, sabores, orientando-os nasboas maneiras com palavras sim-ples e com músicas; olhar nosolhos e sorrir, estimulando a pro-núncia de palavras e sons simples,com alegria; usar termos de cor-dialidade (obrigado, por favor),mesmo com crianças que aindanão falem; alimentar simultanea-mente os bebês, para que não fi-quem esperando e vendo os ou-tros comerem; deixar que manu-seiem alguns alimentos paraestimulação e distração; fazer re-latório simples da alimentaçãofeita no dia pela criança, paraacompanhamento de seu desen-volvimento ou alguma alteraçãoimportante;
Ë
utilizar, com crianças maiores(3 anos em diante), dinâmicas va-riadas, tais como: cantar músicasrelacionadas à refeição que irãofazer (café, almoço, lanche, jan-tar...), com voz, violão, percussão,palmas; fazer a oração de ação degraças, coletiva e individual; falaro nome do alimento que será sa-boreado, sem
som 
(leitura labial);fazer adivinhações sobre o alimen-to a ser consumido; fazê-los ouvire compreender histórias com fan-toches, escrever o nome do ali-mento do cardápio em fichas oupainéis para leitura posterior eincidental,auto-servir-sedatraves-sa ou do jarro, colocando a quanti-dade que deseja e comprometen-do-se a consumi-la até o fim; or-ganizarasmesasantesedepoisdasrefeições; ensiná-los a manter pos-tura ereta na cadeira, pedir licen-ça, brincar de mastigar, engolir,contar, entendendo a necessidadedemorderpequenospedaços,mas-tigando-os bem, aprender o valornutricional de cada alimento ecomo os alimentos colaborampara o desenvolvimento de cadaum, de seus ossos, de sua pele, doscabelos, da força, etc.;
Ì
promover a atividade
Criança Colorida 
, para ser desenvolvidacomcriaasdamaternal3,infan-til e do pré (ver
Quadro
).
Ø
Higiene
Outro aspecto a ser abordadona rotina é a higiene.A higiene também tem papelfundamentalnaqualidade devida,contribuindo para o bem-estar ea elevação da auto-estima. Aquestão não épura e simplesmen-te a aquisição de hábitos saudá-veis e adequados de higiene, maso entendimento de como esteshábitos podem interferir na saú-de de maneira positiva ou negati-va de acordo com a opção que sefaz. É na Educação Infantil, emespecial nos Centros Municipaisde Educação Infantil, com alunosem período integral, que esseshábitos devem ser adquiridos eassimilados de forma lúdica eprazerosa, utilizando-se de váriasdinâmicas, como jogo simbólicoe brincadeiras, fantoches, teatro,músicas, ajudante do dia, sol-dadinhosdalimpeza(ajudantes)...que envolvem momentos de ro-tina: trocar fraldas, escovar osdentes, bochechar com flúor, la-var as mãos e rosto, limpar mesae sala após refeições e tarefas,usar corretamente o banheiro,pentear cabelo, vestir/trocar rou-pas limpas, usar desodorantes
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REVISTA DO PROFESSOR, jan./mar. 20037(73):Porto Alegre,19 5-10,
(quando necessário), sabonete/ xampu, colocar e amarrar sapa-tos, controlar os esfíncteres, ba-nhar-se, enxugar-se,cortarunhas,controlar piolhos, etc. Nestesmomentos, muitas estimulaçõese explorações podem ser feitas,partindo do próprio corpo e dosobjetos de higiene e limpeza:odores, texturas, temperaturas,facilidades/dificuldades, desco-bertas, incômodo ou bem-estar,tudo deve ser denominado, expli-cado e usado como instrumentode trabalho para o educador.É muito importante que acriança, desde pequena, seja res-peitada em sua privacidade eorientada a exigir este respeito;aprenda que seu corpo lhe perten-ce e que o outro não pode invadirsua intimidade e integridade, nemfazernada queela nãoconsinta ouqueaprejudique.Devesentirsem-pre confiança no educador paraque possa contar fatos que a per-turbem, incomodem ou violenteme pedir ajuda.
CRIANÇA COLORIDA
Na hora do almoço, colocar vasilhas transparentes com os alimentos a seremconsumidos em mesas para o auto-servimento. Ao lado de cada mesa é colocado umbalde/lixo orgânico para que as crianças coloquem os restos que eventualmentesobrem nos seus pratos. Escolhe-se por sorteio uma criança que será a criançacolorida do dia. Nela serão colados cartões referentes ao nome e à cor de cadaalimento que fizer parte do cardápio do dia. As outras crianças irão lendo/adivinhan-do o nome dos alimentos. Após a colocação dos cartões, cantarão, se possível comacompanhamento de violão, a letra adaptada da música Bata palmas, a seguir.A criança colorida come frango,come frangoA criança colorida come salada,come saladaAlegria de comer para crescer e para brincarA criança colorida limpa o prato,limpa o prato.
Observação: 
A letra foi adaptada de
Bata Palmas 
, música que faz parte do CD
Os Dedinhos 
,de Eliana – Distribuição de BMG (BMG Ariola Discos Ltda.)
As crianças, então, se dirigem às mesas para se servirem dos alimentos, fazen-do seus pratos coloridos, com o compromissso de comerem até o fim o que nelescolocaram.Ao terminar a refeição que a criança fez usando o garfo e a faca, ela limpa seuprato colocando os restos no lixo, devolve-o junto com os talheres, no local combi-nado e recebe um incentivo: carimbo/tatuagem no braço, variando a cada dia odesenho do carimbo atóxico. Ela retira, então, sua sobremesa. O uso dos carimbosatendeu às necessidades de estimular e reforçar atitudes corretas de nutrição eainda proporcionar o controle por parte da família, pois o fato de ter ganho carimbosignifica que fez uma refeição completa no almoço e, portanto, é uma criança colo-rida! Esta atividade por nós criada está sendo um sucesso na CEMEI Dna. Júlia epode ser adaptada a qualquer tipo de refeição ou faixa etária.
A cri - an - ça co - lo - ri - da co - me ar - roz A cri-ar - rozan - ça co - lo - ri - da - co - me fei - jão A - le -fei - jãogri - a de co - mer pa - ra - cres - cer e pa - ra brin - car A cri -an ça co - lo - ri - da lim - pa o pra - tolim - pa o pra - to
Muitas vezes, essas informa-ções, hábitos e atitudes precisamextrapolar os limites do ambien-te escolar, quando os pais e res-ponsáveis necessitarem de maio-res orientações quanto aos cuida-dos ecarências de seusfilhos, am-bos compartilhando para o bem-estar, desenvolvimento harmonio-so e auto-estima da criança.Quando for possível, devemossolicitar a ajuda de outros profis-sionais que venham legitimar asinformações dadasna escola. Parao controle da cárie dentária, porexemplo, é preciso contar com
EEB
7
B
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EAE
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