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Herbert Spencer

Herbert Spencer

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12/07/2012

 
46NOVA ESCOLA
q
GRANDES PENSADORES2
REALISMO
T
endo vivido num tempo de gran-des avanços científicos, o filósofoinglês Herbert Spencer (1820-1903) foio principal representante do evolucio-nismo nas ciências humanas. Ele intuiua existência de regras evolucionistas nanatureza antes de seu compatriota, o na-turalista Charles Darwin (1809-1882),formular a revolucionária teoria da evo-lução das espécies. É ele o autor da ex-pressão “sobrevivência do mais apto”,muitas vezes atribuída a Darwin.O filósofo aplicou à sociologia idéiasque retirou das ciências naturais, crian-do um sistema de pensamento muitoinfluente a seu tempo. Suas conclusõeso levaram a defender a primazia do in-divíduo perante a sociedade e o Estado,e a natureza como fonte da verdade, in-cluindo a verdade moral. No campo pe-dagógico, Spencer fez campanha peloensino da ciência, combateu a interfe-rência do Estado na educação e afirmouque o principal objetivo da escola era aconstrução do caráter (
leia quadro na pá-gina 48
). “Ele dizia que os conhecimen-tos úteis, que serviriam para formar oshomens de negócios e produzir o bem-estar pessoal, eram desprezados em fa-vor do ensino das humanidades, quedavam mais prestígio”, diz a professoraMaria Angélica Lucas, da UniversidadeEstadual de Maringá (PR).Para Spencer, havia uma lei funda-mental da matéria, que ele chamou delei da persistência da força. Segundoela, a tendência natural de todas as coi-sas é, desde a primeira interação comforças externas, sair da homogeneida-de rumo à heterogeneidade e à varie-dade. À medida que as forças vindasde fora continuam a agir sobre o queantes era homogêneo, maior se tornao grau de variedade.
Conhecer, só pela razão
Baseado nessa observação, Spencer de-duziu um princípio para todo desen-volvimento, que é a lei da multiplica-ção dos efeitos, causada por uma for-ça absoluta que não pode ser conheci-da pelo entendimento humano. Trata-se, para Spencer, de uma lei da natu-reza, uma vez que ele se recusava a le-var em conta, para efeito científico, apossibilidade de forças sobrenaturais.O filósofo, herdeiro da linhagem em-pirista britânica e também influencia-do pelo positivismo, era agnóstico ecombatia a influência religiosa no en-sino e na ciência. O próprio termo ag-nosticismo, para se referir a uma pos-
O IDEOLOGO DALUTA PELA VIDA
   H   U   L   T   O   N   A   R   C   H   I   V   E   /   G   E   T   T   Y   I   M   A   G   E   S
Teórico inglês buscouno evolucionismoos mecanismos eobjetivos da sociedade,e defendeu o ensino daciência para formaradultos competitivos
´
HERBERT SPENCER
 
47GRANDES PENSADORES2
q
NOVA ESCOLA
tura filosófica que só admite os conhe-cimentos adquiridos pela razão, foi cria-do por um amigo e defensor de Spen-cer e Darwin, o naturalista ThomasHuxley (1825-1895).De acordo com Spencer, o proces-so de desenvolvimento segue a mes-ma lei em todos os campos, da forma-ção do universo à transformação dasespécies. Seu entendimento inicial daevolução biológica se baseava na con-cepção errônea de que as sucessivasgerações de uma mesma espécie her-dam das anteriores as característicasadquiridas do ambiente. Essa era a teo-ria do naturalista francês Jean-Baptis-te Lamarck (1744-1829), derrubadapor Darwin. Ele mostrou que o meca-nismo da evolução é a seleção natural,
PERÍODO VITORIANOMARCA FIM DE UMA ERA
Herbert Spencer foi, com JohnStuart Mill (1806-1873), um dosdois mais importantes pensadoresingleses da era vitoriana, e o quemelhor encarnou ascaracterísticas tradicionalmenterelacionadas ao período. O reinadoda rainha Vitória (1819-1901), quesubiu ao trono em 1837 egovernou até a morte, gerou oadjetivo "vitoriano", ao qual seassociam puritanismo,austeridade, otimismo eautoridade. Politicamente, ovitorianismo costuma serlembrado como um tempo dehegemonia do liberalismo. Narealidade, o período foi bem maiscomplexo, principalmente depoisda década de 1880. A partir dessaépoca, vieram à tona os contrastessociais, as revoltas operárias, oquestionamento das religiões e doimperialismo e as idéiassocialistas, antes mantidas maisou menos na obscuridade – e queinauguraram uma nova era. Operíodo vitoriano assistiu a umacelerado desenvolvimentocientífico e tecnológico, com aexpansão das ferrovias e dotelégrafo. Mas nada se comparouao impacto da teoria evolucionistade Charles Darwin, que pôs emxeque tanto as explicaçõesreligiosas para a criação da vidaquanto a idéia de que o serhumano ocuparia posição centralno Universo. Um dos méritos dopensamento de Herbert Spencerfoi propor novas posturasfilosóficas com base nesseconhecimento.
A rainha Vitória:governante de uma épocafamosa pelo puritanismo
   T   I   M   E   L   I   F   E   P   I   C   T   U   R   E   S   /   G   E   T   T   Y   I   M   A   G   E   S
pela qual sobrevivem as variedadesanimais e vegetais mais adaptáveis àscondições ambientais. Tão logo conhe-ceu as conclusões de Darwin, Spencerreformulou sua teoria.
Perfeição industrial
Aplicado à sociedade, o princípio evo-lucionista universal do filósofo o le-vou a perceber um processo de indi-viduação permanente, que levaria àcrescente divisão do trabalho nos agru-pamentos humanos. Desse modo, hor-das primitivas e indiferenciadas evo-luem para se tornar civilizações cadavez mais complexas, nas quais espe-cialização e cooperação avançam ladoa lado. A história dos povos, segundoSpencer, contrapõe sociedades guer-reiras, mantidas coesas à força, e so-ciedades industriais, fundamentadasna competição, mas também na coo-peração espontânea.Um prolongamento da dicotomiaentre sociedades guerreiras e indus-triais, para Spencer, seria o contrasteentre o despotismo, associado a está-
Herbert Spencer nasceu em Derby,Inglaterra, em 1820, e desde aadolescência mostrou ter umapersonalidade anticonformista. Aos13 anos, tentou fugir da educaçãooferecida por um tio que era pastorprotestante, mas teve que voltar àescola, onde se manteve até os 16.Depois disso, deu continuidadesozinho a sua formação, com leiturasque se concentraram acima de tudoem ciências. Queria ser inventor eacabou, pelo conhecimento queadquiriu sozinho, trabalhando comoengenheiro ferroviário.Paralelamente, começou a publicarartigos em que já defendia idéiasliberais, argumentando que a açãodos governos não deveria ir alémde garantir os direitos naturais doscidadãos. Em 1848, tornou-sesubeditor da revista
The Economist
,onde trabalhou até 1853, quandorecebeu uma herança do tio e passoua se dedicar apenas a escrever livros– atividade que manteve até a morte,em 1903. Spencer relacionou-se comos principais intelectuais ingleses deseu tempo e manteve um romancecom a escritora George Eliot(pseudônimo de Marian Evans).Sua obra teve enorme repercussãodentro e fora da Grã-Bretanha.Alguns dos principais livros deSpencer são:
 Filosofia Sintética
(quepublicou em série, com pagamentode assinatura antecipada por seusadmiradores),
O Homem contrao Estado
,
 Educação Intelectual
,
 Moral e Física
e
 Autobiografia
.
BIOGRAFIA

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