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Minicurso Basico Viola Caipira

Minicurso Basico Viola Caipira

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07/03/2013

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Mini-Curso Básico de Viola Caipira
 
Guia de introdução para o estudo do Viola Caipira
 
Capítulo 1: História da Viola Caipira
 
Toda cultura em qualquer parte do mundo possui um ícone. Quando se fala em Brasil, lembramos do Carnaval,quando se fala em Itália, lembramos das massas, pizzas. Na música isso também acontece. Quando falamos, porexemplo em música russa, lembramos da Balaika; da música portuguesa, o Fado; da Espanha, a música flamenca eo Violão. Nosso país tem uma cultura musical imensa e que muitas vezes não conhecemos. Por isso , tenho ogrande prazer de apresentar a vocês um instrumento que talvez seja o mais importante da cultura brasileira: anossa Viola Caipira. A Viola é um instrumento presente em quase todas as festas do nosso interior ( festas dodivino, festa de reis, entre outras ). Foi o primeiro instrumento musical a chegar no país. Se a MPB faz jus ao nome( como toda música popular produzida no Brasil ), então a Viola foi o instrumento precursor de tudo o que temoshoje. É com certeza o instrumento mais popular do país, mas que graças a influência da mídia, quase desapareceudo ouvido dos brasileiros.Um instrumento de som belíssimo, mas que sofre um preconceito enorme por ter estampada em seu nome apalavra " Caipira ". Acima de tudo isso, a Viola é um instrumento que está voltando a crescer graças a nomes comoAlmir Sater, Roberto Corrêa e Ivan Vilela. Nomes que hoje estão levando o instrumento para outros horizontes,como o erudito, a MPB, a bossa nova. Roberto Corrêa por exemplo já excursionou pela Europa e já levou nossoinstrumento até para o outro lado do mundo. Por estas linhas você irá conhecer a sua origem, suasparticularidades,seus ícones ( comoTião Carreiro ), seus ritmos e descobrir muitas novas possibilidades para seu instrumento sejavocê guitarrista ou violonista.Vamos conhecer um pouco da nossa Viola Caipira ?
 
HISTÓRICO – 1ª parte
Apesar de hoje a Viola Caipira ser considerada um instrumento tipicamente brasileiro, temos historicamente queafirmar que esta colocação é errada. Nossa Viola Caipira supostamente nasceu na Europa por volta do ano 1000,vindo de um instrumento árabe chamado Guitarra Mourisca. Voltando um pouco no tempo, por volta do ano3000AC, os únicos instrumentos de cordas que tínhamos notícias eras as harpas. Instrumentos que podiam apenastocar uma nota por corda e eram baseadas em escalas pentatônicas ( escalas de cinco notas ). Sumérios, Egípcios,Chineses a utilizaram durante muitos milênios. Nesta época, descobriu-se que esticando uma corda em umasuperfície qualquer, a mesma podia dar inúmeras alturas de som com apenas um toque do dedo. Acredita-se entãoque a primeira providência foi colocar em uma harpa um pequeno braço de madeira e esticar suas cordas até aextremidade das mesmas.Surgiu então um instrumento mais complexo, capaz de sobrepujar a música até então realizada. Com o tempo,descobriu-se também que uma corda esticada em um recipiente acusticamente favorável ( como uma carapaça dequelônio ) produzia um som mais alto. Surgia na região da Arábia o antecessor do Alaúde, um instrumento quetinha como bojo uma carapaça de quelônio com um couro esticado como tampo, e braço. Por volta do ano 2000AC,os árabes resolveram construir de madeira este instrumento imitando em seu bojo a curvatura das carapaças dosquelônios. Surgia então o A´lud ou Alaùde que em árabe significa "madeira". Perto do ano 900AC, este instrumentosofreu uma ruptura. Dele surgiria o Alaúde que nós conhecemos hoje, com um braço menor. Nesta época, acredita-se que o Alaúde já usava cordas duplas para aumentar sua sonoridade. O Alaúde original de braço compridoutilizado por mouros e egípcios ganhou o nome de Guitarra Mourisca.Com a invasão árabe na península ibérica por volta do ano 650 de nossa era, toda cultura árabe foi despejada naregião que conhecemos hoje por Portugal e Espanha. Com ela vieram a música e os instrumentos típicos. O Alaúdeteve como alteração apenas o adicionamento de trastes, enquanto a Guitarra Mourisca começou a passar por umalenta transformação. Primeiramente seu corpo passou a ganhar um leve acinturamento na região central, e seu bojocurvo começou a perder esta característica ( fato que levou por volta de mil anos ) ganhando forma plana. Já porvolta do ano 1000, temos um instrumento com quatro pares de corda chamado Guitarra Latina ( mais tardeconhecido por Guitarra Renascentista ). Por volta do ano 1400 surgiram na Espanha dois instrumentos derivados daGuitarra Renascentista: a Guitarra Barroca com cinco pares de corda e a Vihuela com seis pares de cordas.Estes dois instrumentos foram então introduzidos em Portugal com o nome de Viola ( aportuguesamento de Vihuela) por volta do ano1450. Com a expansão ultramarítima portuguesa, os portugueses introduziram em suas colôniasseus costumes e cultura. Com os jesuítas, chegou ao Brasil por volta de 1550 a Viola de cinco pares de corda.Utilizada primeiramente na catequese dos índios, ganhou o interior brasileiro e perdeu sua imagem tão erudita,passando a ser construída pelos nossos próprios caboclos com madeiras toscas. Surgia a nossa Viola Caipira.
HISTÓRICO – 2ª PARTE
Durante os próximos 300 anos a Viola foi rapidamente se transformando no instrumento mais popular do Brasil ( oViolão como conhecemos hoje só surgiu porvolta de 1800 ). Um violeiro brasileiro fez fama nas cortes portuguesas.Era este Domingos Caldas Barbosa ( 1740-1800 ). Em 1817, um censo demonstrava que a Viola era o instrumentomaispopular do Brasil. Mas com o surgimento do Violão ( que já veio da Europa com métodos e toda uma escolaformada ), a Viola passou a ser confinada cada vez mais para o interior.O Violão passou a ser um instrumento urbano e a Viola um instrumento rural. Em 1929, o paulista Cornélio Pires,amante da cultura caipira, levou para o estúdio a música caipira e com ela a Viola. Pela primeira vez era gravado elançado em disco o som de uma Viola. O sucesso foi imediato e várias duplas surgiram a partir daí, como Alvarengae Ranchinho. Em pouco tempo a música caipira era o gênero que mais vendia no país. Nomes como Tonico e Tinocoeram considerados como vedetes.Na década de 50, surgiu um nome que iria mudar o conceito até então de música caipira. Era José Dias Nunes quefoi imortalizado com o apelido de Tião Carreiro. Ele revolucionou o modo de tocar o instrumento, estando para aViola o que Hendrix foi para a Guitarra elétrica. Na década de 60, com o êxodo rural, milhares de famílias queviviam em zonas rurais vieram para as cidades, principalmente as capitais, e cessou-se então um ciclo deaprendizado. Até então os ensinamentos da Viola Caipira eram passados de pai para filho. O instrumento passou asercolocado em um segundo plano. Também nesta década, as várias influências de músicas de outros países, comoos ritmos paraguaios, mexicanos deram ênfase a outros instrumentos como a sanfona e os metais ( trumpetes, porexemplo ).A musica caipira sofre uma ruptura e lentamente vai surgindo a música sertaneja de hoje. A Viola então começa acaminhar outros horizontes. Em 1968 é gravado o primeiro disco de música erudita totalmente gravado com Viola eTião Carreiro grava samba e choro com o instrumento. A década de 80 traria um novo crescimento para oinstrumento. Em 1981, Almir Sater grava seu primeiro disco, mostrando os ritmos pantaneiros e mostrando o ladoMPB da Viola.
 
A TV Cultura abre um programa totalmente dedicado ao instrumento, o "Viola Minha Viola" e em 1985 surge a Violadidática nas mão de Roberto Corrêa, que passa a lecionar Viola Caipira em uma instituição. Em 1990 a Viola volta amídia com a novela Pantanal, aonde Almir Sater mostra para todo o Brasil a força do instrumento, repetindo a doseem 1992 com a novela Ana Raio e Zé Trovão e em 1996 com a novela Rei do Gado. Roberto Corrêa passa aexcursionar pelo exterior com a Viola em punho e nossa música Caipira perde Tião Carreiro em 1993. A década de90 foi uma década movimentada. Hoje o instrumento volta a ter grandepopularidade, multiplica-se professores deViola como Ivan Vilela que leciona na região de Campinas e Roberto Corrêa em Brasília e Junior da Violla em SãoPaulo.
Capítulo 2: Notação Musical e sistema de Cifragem
 
Para usarmos este método, deveremos aprender um pouco sobre o sistema de cifragem. A notação musical éposterior à linguagem, e surgiu pela necessidade de preservar e de transmitir as manifestações musicais sem asimprecisões e os inconvenientes da transmissão oral. Os gregos, já antes de Pitágoras ( portantoanteriormente aoséculo V A.C. ), tinham desenvolvido um sistema de notação baseado nas letras do alfabeto. Os romanos, herdeirosda cultura e, portanto, da música grega, reduziram a notação ( que compeendia 15 letras ) a apenas 7. Como aescala grega começava pela nota que hoje chamamos de La, ficou assim essa redução:
 
Esta denominação se conservou intacta através dos séculos até nossos dias e até hoje ainda é usadapreferencialmente, nos países de língua inglesa e na Alemanha. O sistema de cifragem para designar acordes deacompanhamento usado em todo o mundo emprega essa notação. Junto destas letras também são usados algunssinal denominados acidentes:# (sustenido) - aumenta a nota em 1 semitomb ( bemol ) - diminui a nota em 1 semitomx ( dobrado sustenido) aumenta a nota em 1 tombb ( dobrado bemol ) diminui a nota em 1 tomPara explicarmos a palavra TOM e SEMITOM, vamos pegar por base as teclas de um piano:
 
A notação musical ocidental ( que é diferente da oriental ) possui 12 semitons. Isso pode ser percebido quando vocêvai de uma tecla branca para uma tecla preta que vem em seguida. Por exemplo: DO e DO#, DO# e RE, MI e FA.Para termos um semitom, apenas andamos uma tecla para frente ou para trás. Já para termos 1 TOM, precisamos

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