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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
1
a
Quinzena de Fevereiro de 2009Ano XXIX - No. 1056 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
FESTAS NA TERCEIRA 
Pág 24
Sanjoaninas na California
Com o intuito de con-vencer a nossa gentea visitar os Açores e aassistir as Sanjoaninas2009, chega no dia 5 aCalifornia, uma comiti-va angrense constituida pelos seguintes elemen-tos - Miguel Costa, Pre-sidente das Sanjoaninas2009, José Couto, daComissáo Taurina, Lui-sa Brasil, Vereadora daCamara Municipal deAngra, Miguel Brasil e Graziela Pereira, da Comis-sáo Cultural das Sanjoaninas.
(poster by plugplug)
POLITICA 
Pág 17
Directora Reg. das Comunidades
MUSICA 
Pág. 28
Joana Carneiro em Berkeley
CULTURA 
Susana Goulart Costa es-creveu, Deolinda Adãoorganizou/coordenou, eRosa Neves Simas traduz-iu, esta obra que devia estar em casa de todos os açoria-nos. Escrito em Portuguêse Inglês, este livro de 380 páginas foi publicado peloPrograma de Estudos Por-tugueses da Universidadeda California, Berkeley.Susana Goulart Costa é professora do Departamen-
to de História, Filosoa e Ciências Sociais da Univer 
-sidade dos Açores. Uma obra a não perder.
A História dos Açores
 Alzira Silva
 
despediu-se da California
portuguesetribune@sbcglobal.net • www.portuguesetribune.com • www.tribunaportuguesa.com
Tomou posse nodia 30 de Janeiroa nova Directo-ra Regional dasComunidades, doGoverno Regionaldos Açores.Rita Dias tem 35anos, é natural doFaial e possui umalicenciatura em Ciência Política, com especializaçãoem Instituições Políticas e Administração Pública, eem Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Matemáticas e Gestão da Universidade Lusófona
.
O Bispo de Fresno D. John Steinbock 
 
celebrando a Missa da Celebração dos 10 anos, coadjuvado pelo novoPadre de New Bethany, Robert Gamel Pág.32
Joana Carneiro foinomeada DirectoraMusical da OrquestraSinfónica de Berkeley,California.Esta orquestra foi fun-dada em 1969 e temsido reconhecida comouma das melhores daCalifornia. Joana Car-neiro, nasceu em Lisboa e começou a sua carreiracomo violinista. Depois de cursar-se na Academia Nacional Superior de Lisboa, tirou o Mestrado emCondução de Orquestras na
 Northwestern University
 e está a doutorar-se na
Michigan University
.Em 2004 foi condecorada pelo Presidente da Republi-ca Portuguesa Jorge Sampaio, com a Ordem do Infan-te D. Henrique, no grau de Comendador.
 
Alzira Silva
conquistou o respeito e a admiração de todas as Comunidades Açorianas Pág. 16, 17
New Bethany
 
10 anos de vida a fazer o Bem
 
2
1 de Fevereiro de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXIX, Number 1056, February 1, 2009
 
 A Maratona de Obama
O
dia 20 de Janeiro de 2009 cará marcado na
história, como o dia de todas as esperanças. Nunca na nossa geração, houve um dia emque o Mundo parou todo `a espera que um
homem jurasse delidade a uma Constituição que é a de
nós todos.Mais de dois milhões presenciaram a cena e muitos ou-tros milhões viram-na e choraram, no sossego das suascasas.
Obama parte para uma maratona que só terá m quando
este País voltar a ser o que era, e quando os milhõesde desempregados poderem orgulhosamente levar paracasa o cheque do seu suor. O Presidente Obama disse emuito bem, que o esforço tem de ser de todos, o empe-
nho, o prossionalismo, a honestidade, tem de voltar ao
de cima. A justiça tem de aprender de uma vez por todosde que lado é que está, e a maioria dos politicos actuaisnão terão futuro neste novo mundo.Açores - Nove Ilhas, uma História, é mais do que umlivro. É um repositório de tudo aquilo que nunca soube-mos acerca das nossas Ilhas. É a história de um povo quetornou um punhado de Ilhas nos sonhos das suas vidas.
Vale a pena ler e mesmo obrigar os nossos lhos e netos
a fazer o mesmo. Nos tempos modernos de hoje, este livro capta muitasvertentes que no passado foram deixadas ao acaso e aoesquecimento.Este é um grande exemplo como um protocolo entre aUniversidade de Berkeley e a dos Açores pode produziresultados práticos, tal como a publicação deste livro.Estamos todos de parabéns.
jose avila
EDITORIAL
Californianos na Inauguração de Obama
Familia Borges - Micahel, Steven e Diniz.Embaixo: Manuel Eduardo e Laurinda Vieira; Maria Nazaré e Henrique Escobar
Milhões viram ao vivo amaior tomada de posse his-tória na America. O mun-do entrou em delírio comeste jovem Presidente, quedurante dois anos condu-ziu uma campanha políti-ca nunca igualada e nuncavista na nossa terra dasAmericas.Calmo, inteligente, cordial,rodeou-se de um grupo degente que sabe o que faz,que sabe criar as funda-ções necessárias para queeste nosso País volte a ser o líder mundial que sempretem sido.Bastou ver as primeiras pá-ginas de todos os jornais erevistas de todo o mundo,no dia 21 de Janeiro, parase compreender a impor-tancia que esta eleição teveem todo o mundo.
“We do not have a mo-mento to spare”
, disseObama, hoje, dia 28 de Ja-neiro, depois do seu pacoteeconómico ter passado noCongresso.É mesmo verdade. Não se pode perder nem um minu-to. O mundo espera.Alguns amigos nossos tive-ram a oportunidade de ir aWashington.
Aqui cam para a história
esses momentos.
 
3
COLABORAÇÃO
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
P
’ra quem lê habitual-mente as crónicas quevou rabiscando, não énovidade o empenho daminha parte em citar as fontes deinformação, sempre que a opor-tunidade favorece a transcriçãoadequada. No entanto, uma vez por outra, o diabo passa-me umaendiabrada rasteira, como acon-teceu recentemente na crónica“Combate no Alto Mar”.Ao tempo escrevi que ao navioinglês “Jonquil”, adquirido pelaEmpresa Insulana de Navegação,fôra atribuído o nome de “Car-valho Araújo”. A notícia é au-téntica e em conformidade coma lacónica informação fornecida por James Guill (1924-2004), queconheci em vida. Apenas falhei,despercebidamente, em apontar o nome do livro (Azores Islands,A History), o número da página(507) e o ano da edição (1933).Embora, como adiante explica-rei, seja outra a origem do paque-te Carvalho Araújo, destinado aotransporte de passageiros e cargaentre o Continente e Ilhas Atlân-ticas, tenciono transcrever, aqui eagora, os resultados das minhas pesquisas àcerca do Jonquil, queem português dir-se-ia junqui-lho. No espaço OLDSHIPS.ORG.UK está evidenciada a existência dumsloop (aviso ou corveta), de na-cionalidade inglesa com o nomeJonquil. Foi lançado ao mar emDezembro de 1915 e vendido àMarinha Portuguesa em Maio de1920, tomando o nome de Carva-lho Araújo, e acabando por ser desmantelado em 1959. Na pági-na 118 do livro “30 Anos de Es-tado Novo”, publicado em 1957,o Carvalho Araújo encontra-se
classicado na categoria de naviohidrográco (survey ship, em in
-glês).A este respeito escreveu-me o dr.Mayone Dias: “Creio que foi comcerto optimismo que a Marinha
de Guerra Portuguesa o classi
-cou como cruzador. De qualquer modo, não me parece que o Jon-quil pudesse ter sido transforma-do num paquete com lotação p’ra354 passageiros. Admitamos poisque o Jonquil nasceu e morreucomo navio de guerra”.Uma outra corveta inglesa“H.M.S. Jonquil K68” foi lança-da ao mar em Setembro de 1940,vendida em Maio de 1946, rebap-tizada sucessivamente com osnomes de Lemnos e de Olympic
Rider (1951), cando perdida em
Janeiro de 1955. Numa informação que me foitransmitida por José do CoutoRodrigues, (Portuguese HeritagePublications of California), o pa-quete Carvalho Araújo teria sidomandado construir em 1930 pelaEmpresa Insulana de Navegaçãonos estaleiros de Monfalcone,Itália. Não pretendo suscitar controvér-sia, mas recordo-me de ter lidoalgures que as máquinas, caldei-ras e respectivas fornalhas, foramconstruídas em 1929 na Escócia.Escrevendo de Lisboa p’ró quin-zenário “Correio do Norte”(Capelas, S. Miguel, 15 de No-vembro, 2008), Luís Machado brindou-nos com uma apresenta-ção mais desenvolvida e autori-zada àcerca da história associadacom o paquete Carvalho Araújo.Eis a transcrição:“O navio da E.I.N. que foi nomea-do de “Carvalho Araújo”, em ho-
menagem ao mesmo ocial e que
vem referenciado nas gravurasilustrativas do artigo (Combateno Alto Mar), não proveio donavio inglês Jonquil. Na reali-dade, o navio Carvalho Araújofoi encomendado pela E.I.N. aoestaleiro italiano Cantieri Nava-li Triestino e lançado à água em17 de Dezembro, 1929, chegou aLisboa vindo do estaleiro em 19de Março, 1930, e partiu de Lis- boa p’rà sua viagem inaugural nalinha da Madeira e Açores a 23d’Abril do mesmo ano.Este navio manteve-se ao serviçodo mesmo armador e na mesmalinha até que foi desarmado em8 de Janeiro, 1971, fazendo os portos de todas as ilhas, quandoo tempo o permitia, incansavel-mente a transportar pessoas e bens, a ligar os Açores ao Con-tinente, e quebrar mensalmente oisolamento, a proporcionar ofestejado dia de São Vapor.
 Na fase nal da sua longa vida,
ainda fez diversas viagens a trans- portar tropas p’rà Guiné, quandoas linhas aéreas já o tinham feitodispensável. De 1971 a 1973 per-maneceu desarmado e atracadoem Lisboa, sem préstimo. Em1972 mudaram-lhe o nome p’raMarcéu, porque o armador ad-quiriu um cargueiro a que quisatribuir a honra de homena-gear Carvalho Araújo. A 20d’Outubro, 1973, saiu de Lisboa,a reboque, p’ra ir morrer em Es- panha (Aviles), desmantelado por um sucateiro espanhol”.Confesso que não consegui en-contrar em parte alguma a cópiado livro “Paquetes Portugueses”de Luís Miguel Correia. Igual-mente, quer na colectânea perten-cente à biblioteca da U.P.E.C. emSan Leandro, quer entre os núme-ros avulsos de que disponho, nãoencontrei o referido exemplar darevista “Atlântida” com o artigo“A Insulana e a sua frota”.A fechar, só me resta registar um reconhecido e entusiásticoobrigado ao Luís Machado, nãosó pela gentileza que dispensouà leitura da minha crónica, massobretudo pelo cuidado que em- pregou em arrecadar tantas e tão preciosas informações a respeitodas origens e dos tempos do pa-quete Carvalho Araújo.Quando eu era barco novo,Ganhava muito dinheiro;Agora que já sou velho,Estou posto no estaleiro.Eu nasci no alto mar E nele fui embalado;Com um beijo duma vaga
Logo quei baptizado.
A bordo do Carvalho Araujo
of 00

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