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Bianca - Ilusão de Amor - Penny Jordan

Bianca - Ilusão de Amor - Penny Jordan

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04/09/2014

 
Ilusão de amorIlusão de amor
(Desires Captive)
Penny Jordan
 
Copyright: Penny JordanTítulo original: “Desires Captive” Publicado originalmente em 1983 pela Mills & Boon Ltd.,Londres, InglaterraTradução: Rilda LorchCopyright para a língua portuguesa: 1983. Abril
S.A.
Cultural – São PauloEsta obra foi integralmente composta e impressa na Divisão Gráfica da Editora Abril
S.A.
Foto da capa: Bik Press
Digitalização: Márcia GomesRevisão: Cris VeigaEste Livro faz parte do Projeto-Romances,
1
 
sem fins lucrativos e de fãs para fãs.A comercialização deste produto é estritamenteproibida
CAPÍTULO I
 –
Sharon, minha querida, você está maravilhosa. Muito parecida com suamãe!Sob o orgulho das palavras do pai, havia uma nota de sofrimento, eSharon sabia a razão.Por muito tempo eles tinham vivido afastados; praticamente desde a morteda mãe, quando ela era uma garota de doze anos e o pai um viúvo inconsolável dequarenta. Mas agora tudo havia passado e os dois estavam novamente juntos,ambos encantados com a recém recuperada camaradagem. – Gosta mesmo? – perguntou, rodando diante do pai, a farta saia demusselina flutuando em torno do corpo. Aquele vestido custara absurdamentecaro! Ela o comprara em Londres, especialmente para aquela ocasião, quandocomeçavam as férias juntos. Entretanto, na véspera da partida para Roma, o sr.Wykeham a tinha avisado que, de Roma, ele teria que ir aos Estados Unidos, eque só alguns dias mais tarde se encontrariam em sua
villa 
no sul da Itália. – Gosto muito! – respondeu Richard Wykeham. – Mesmo depois de saberquanto custou – brincou, olhando encantado para a filha, até pouco tempo atrásuma adolescente rebelde, agora transformada numa mulher realmentedeslumbrante. E tudo acontecera depressa demais. Sentia-se muito orgulhoso dafilha, que quase perdera por causa de sua amargura com a morte da esposaadorada. Ele tinha se esquecido de que Sharon também havia perdido a mãe, eagora seu arrependimento se revelava nos mimos que lhe fazia. – Estou aborrecido por causa de nossas férias, querida. Mas, se tivermossorte, ficarei só alguns dias em São Francisco. Você, pelo menos, aproveitará anoite de hoje. O
signor 
Veldini parece ter convidado metade da sociedade deRoma. – Para impressionar você, papai, e convencê-lo a investir nos negóciosdele.A pele muito clara, os cabelos castanho-avermelhados e os belos olhosverdes, ela herdara da mãe, além de um corpo tão esguio que faria inveja a umamodelo. Olhando-a, Richard Wykeham pensou que o era de admirar queestivesse sempre rodeada de admiradores. – Não faz mal, papai – disse ela, enquanto saíam do quarto do hotel. – Nãoquero que fique lamentando a noite toda por não poder vir comigo. Esses dias delamentações acabaram. – Nunca deveriam ter existido. Se eu não estivesse tão envolvido em meusnegócios... – Nós combinamos não comentar mais o passado – lembrou Sharon, osbelos olhos verdes repentinamente sombrios, ao pensar em sua adolescênciasolitária e na dor que sentira ao perder a mãe e ser rejeitada pelo pai.Um automóvel já estava à espera para levá-los à luxuosa
villa 
do sr.Veldini, num dos subúrbios mais elegantes de Roma.
2
 
Enquanto atravessavam a cidade, ela olhou o rosto do pai. Tinha esperadocom ansiedade por aquelas férias em companhia dele, a primeira que passariam juntos depois da morte da mãe. O pai sempre lhe dera as melhores escolas, asmelhores governantas, mas isso não bastava. Tentando chamar a atenção dele,ela se envolvera em rias confusões. um ano, desde seu visimoaniversário, havia abandonado o grupo de jovens com que costumava andar.Eram jovens que, como Sharon, tinham pais bem-sucedidos, e que agora estavamdispostos a gastar o dinheiro da família.“Quando os pais descobrirão que os filhos precisam de amor, não dedinheiro?”, pensou. A principal razão de sua rebeldia era realmente obrigarRichard a prestar atenção nela. E foi preciso que um de seu grupo morressevitimado pelas drogas para que ela percebesse o que lhe estava acontecendo eforçasse uma aproximação com o pai. Nem acreditou quando ele correspondeu.Naqueles últimos doze meses tinha havido menos visitas a lojas de roupase menos festinhas malucas de fim de semana. Em vez disso, cada vez mais,Sharon se envolveu nos negócios do pai. A política de suas companhias era darum ótimo atendimento social aos empregados e, encorajada pelo pai, Sharon sededicou à organização de um departamento destinado a dar assistência àsfamílias onde um dos pais faltava. Aquilo falava tanto ao seu coração que ela seatirou ao trabalho com todo amor.Sabia que o pai estava muito satisfeito. Muitos amigos dos velhos temposa criticavam, lembrando da antiga Sharon, sempre pronta para os programasmais loucos, sempre a mais animada das festas.Mas isso tinha sido antes dela perceber que estava andando numa cordabamba. Em sua antiga roda, era comum o uso de bebidas e drogas, emboraSharon sempre tivesse evitado se envolver com isso; não por objeção moral, massimplesmente por ver seu efeito em outros e não ter a menor vontade de perder oautocontrole. Uma coisa que a assustava era a perda de seu poder de decisão. Talvez por isso, também nunca se envolveu com os rapazes que aassediavam. Nenhum deles sabia que ela ainda era virgem. Cada um pensava queera o único a não ter conseguido uma relação mais íntima. Era uma lenda que elaajudava a alimentar, sabendo que, assim, eles não comentariam nada, com medode serem ridicularizados.Nem mesmo o pai sabia que os boatos que corriam sobre ela nas colunassociais não passavam mesmo de boatos, e Sharon sentia timidez em tocar noassunto. Mas achava que ele estava começando a imaginar a verdade. Na semanaanterior, surpreendera um brilho divertido nos olhos de Richard, quando foiobrigada a descer de um táxi, para escapar dos braços do filho de um adido daembaixada da França...Sharon queria que o pai guardasse uma boa lembrança dela naquelanoite. Tinha se vestido com todo o cuidado para a festa. O vestido de musselinabranca era bem decotado; usava os diamantes que haviam pertencido à mãe:brincos, colar e pulseira, do branco mais puro, cintilando contra a pele de cetim;tinha feito para a ocasião um coque frouxo, e fios de cobre dos belos cabelosescapavam na nuca.A
villa 
dos Veldini estava feericamente iluminada, e um emprega douniformizado abriu a porta do carro, quando chegaram. – Muito
 fin-de-siecle 
 – sir Richard comentou baixinho para filha, enquantosubiam a escadaria de mármore.Evidentemente, o sr. Veldini estava à espera deles, pois apareceu na porta
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Angela Maria Oliveira added this note
de amor
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