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REVISTA BIPOLAR
ADB
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editorial
Há sonhos que se tornam realidade, há ver-dades que viram ilusão frustrando o olhar darazão das pessoas pelas causas solidárias eespírito de missão!
É de realçar a atitude e decisão politica doMinistério da Saúde,(M.S),ao legislar e publicar oDecreto-Lei nº 186/2006,de 12-09-2006,o qualveio estabelecer,pela primeira vez,no seu (Artigo1.º),candidaturas com princípios e normas ao“regime de atribuição de apoio financeiros doEstado,através dosserviços e organismos doM.S.,a pessoas colectivassem fins lucrativos”.Este quadro jurídico regulado pela Portaria n.º1418/2007,de 30 de Setembro,veio estabelecerregras e igualdades de oportunidades na apresen-tação de projectos ao Alto Comissariado da Saúde,(ACS),cujos critérios de avaliação e selecção nãotêm sido os mais justos para as associações comhistória na prossecução de trabalho comunitário naárea da saúde mental,com provas dadas e resulta-dos apresentados no campo associativo e nocampo da Reabilitação Psicossocial de utentes efamiliares,os quais reconhecem nas suas associa-ções o único reduto onde complementarmente aodiagnóstico e terapêutica medicamentosa podemobter mais conhecimento,educação,prevenção econsciencialização sobre a doença,habilitação paraa vida,mais ganhos de saúde e qualidade de vida.Tendo sido membro do Conselho Nacionaldurante seis anos (2000/2006),e um dos fun-dadores e dirigente das Federações (FENERDM) eFNAFSAM),sempre pugnei e defendi princípiosdemocráticos,justiça social,o direito à cidadaniadas pessoas com desvantagens e equidade nadivisão do “BOLO”,ou seja o parco orçamentoproveniente dos Jogos promovidos e geridos pelaSanta Casa da Misericórdia de Lisboa.Nesta sequência,ao ACS cumpre definir contem-plar e princípios e critérios de avaliação das candi-daturas,mais efectivos e valorativos,(embora ino-vadores) tendo em consideração que as instituiçõessem fins lucrativos,m demonstrando sustentaçãotécnica e científica na implementação dos seusobjectivos e desenvolvimento das respectivas valên-cias,com dados e resultados em ganhos de saúdepara os seus associados
Índice
SÍNTESE DO ESTATUTO EDITORIAL
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Editoriais temáticos;
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Publicação de documentos técnicos e científicos sobre as doenças mentaisem geral, e em especial sobre a doença Unipolar e Bipolar;
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Informação pedagógica de modo a contribuir para a Reabilitação, Educaçãoe Prevenção daqueles que sofrem da doença Unipolar e Bipolar;
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Entrevistas, artigos de opinião e documentários;
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Divulgação e testemunhos de pacientes e familiares;
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Relatório das actividades sociais desenvolvidas pela ADEB;
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Consultório jurídico abrangendo todos os ramos do Direito;
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Espaço para divulgação das potencialidades dos associados no campocultural, recreativo e social;
ESCREVAE DIVULGUE AREVISTABIPOLAR
Editorial
Comemoração 10 anos da Saúde Mental
3
Como vai a Saúde? Um bocadinho mal obrigada!
5
Novas políticas de Saúde e velhas políticas
6
Novos horizontes da Saúde Mental
8
Em portugal que saúde mental?
10
Pensamentos...
11
Políticas e práticas paraa Saúde Mental na Europa
12
Plano Nacional de Saúde Mental 2007 - 2016
13
Ser... Bipolar -
testemunho
14
LÍTIO, my old friend -
testemunho
15
O filme “Aporta amarela” e a Doença Bipolar
16
Poesia
17
Familiares dedicam 10 horassemanais a cuidar dos seus doentes
18
Breves
21
Livros
23
Assim,como a ADEB,e a maioria das institu-ições,sem fins lucrativos,com fins de saúde foramconstituías na década de noventa,umas ficarampelo caminho,outras de porta aberta,outras emporta giratória,a maioria delas resistiram,crescer-am têm feito um bom trabalho,sem incentivos ouapoios financeiros,sendo os dirigentes associativosos pilares,em prol da causa e espírito de missão esolidariedade com seus e a comunidade,por issoesperam do Governo,mais consideração,consignando verbas no Orçamento de Estado,paraque a saúde mental,de modo a que as reformas emcurso previstas no PNSM,2007/20016,traga maise melhor saúde mental em Portugal.Constata-se,uma verdade nua e crua,as verbasdisponibilizadas para as instituições com fins desaúde e sociais,ainda,são uma “MANTA CURTA.
Delfim Augusto OliveiraPresidente da Direcção Nacional da ADEBdelfim@adeb.pt
Afábula da manta curta…!
 
REVISTA BIPOLAR
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ADB
Comemoração10 anosdaSde Mental
Reportagem“nua e crua”eopinião
“Nós iluminados pelos deuses”; e “donos dasabedoria” às pessoas com [...] desvantagensfísicas e psicológicas ou psiquiátricas,só lhes é concedida visibilidadee participação para fazer de“coro ou bater palmas”
A Lei da Saúde Mental,Decreto Lei nº 36/98,de 24 de Julho,veio revogar a Lei nº 2118,de 3de Abril de 1963.Para assinalar esta efemérideo Alto Comissário da Saúde e a ComissãoNacional de Saúde Mental,promoveram um ciclode conferências a fim de assinalar e comemoraros 10 anos da sua promulgação,tendo oprimeiro evento sido realizado no passado dia 27de Janeiro de 2009,nas instalações daINFARMED.A Sessão de abertura esteve a cargo da Exma.Professora Maria do Céu Machado,AltaComissária da Saúde e Professor Caldas deAlmeida,Coordenador Nacional de Saúde Mental.Como representante da OMS Europa,estevepresente o Assessor Regional de Saúde Mental,oDr.Matthias Muijen,o qual fez uma apresen-tação subordinada aos temas – “Legislação ePolíticas de Saúde Mental na Europa eContribuições da Lei da Saúde MentalPortuguesa para a Organização dos Serviços deSaúde Mental”,sendo a sua apresentação,emresumo,com base no estudo e dados constantese reveladas no Site http:/www.euro.who.int/do-cument/E9172.pdf,em Inglês e em versãotraduzida,em ntese,para Português,publica-da no Site da ADEB:www.adeb.pt,com a deno-minação “Políticas e Práticas para a SaúdeMental na Europa -conhecer desafios…”Tendo em conta o que de relevante e impor-tante foi veiculado pelas entidades representantesdo Ministério da Saúde sobre o Plano Nacional deSaúde Mental 2007/2016,no que concerne àparticipação dos utentes e familiares nas políti-cas de saúde mental,constatei e registei “in loco”que as associações,sem fins lucrativos,com finsde saúde e sociais,embora convidadas a fazeremparte destes ciclos de eventos,as suas vozes nosúltimos dois anos têm sido informalmente auscul-tadas.Embora o Exmo.Senhor Presidente daComissão de Saúde Mental,em teoria políticaevoque a necessidade da participação dosutentes e familiares nas reformas em curso,naprática constata-se existir ainda,no Século XXIuma visão minimalista,“Nós iluminados pelosdeuses”;e “donos da sabedoria”às pessoas comcapacidades e autonomia.Contudo,às pessoascom desvantagens físicas e psicológicas oupsiquiátricas,só lhes é concedida visibilidade eparticipação para fazer de “coro ou bater palmas”.Tendo em consideração o valor de todas asacções na divulgação e implementação doPNSM-2007/2016,sendo um dos fundadores eactual Presidente da Direcção da ADEB,torna-senecessário que o Conselho Nacional de SaúdeMental,como órgão representativo e consultivoda tutela,seja constituído e eleito ou cooptadosos seus membros,em conformidade com o esta-belecido no D.L.n.º 35/99,de 5 de Fevereiro.
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