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Código do Trabalho 2009

Código do Trabalho 2009

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Código do Trabalho 2009 - Portugal
Código do Trabalho 2009 - Portugal

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1
 
CÓDIGO DO TRABALHO
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:
Artigo 1ºAprovação do Código do Trabalho
 aprovado o C!digo do "rabal#o, $ue se publica em ane%o & presente lei e $ue dela 'a( parte integrante
Artigo 2ºTransposição de directivas comunitárias
Com a aprovação do C!digo do "rabal#o * e'ectuada a transposição, parcial ou total, das seguintes directivas comunit+rias:a) irectiva do Consel#o nº -./11-/C00, de 1 de 2evereiro, relativa & apro%imação das legislaç3es dos 0stados membros no $ue se re'ere & aplicação do princípio da igualdade de remuneração entreos trabal#adores masculinos e 'emininos4b) irectiva do Consel#o nº -6/5-/C00, de  de 2evereiro, relativa & concreti(ação do princípio da igualdade de tratamento entre #omens e mul#eres no $ue se re'ere ao acesso ao emprego, & 'ormação e promoção pro'issionais e &s condiç3es de trabal#o, alterada pela irectiva nº 55/-7/C0,do 8arlamento 0uropeu e do Consel#o, de 57 de 9etembro4c) irectiva do Consel#o nº 1/.77/C00, de 1 de ;utubro, relativa & obrigação de o empregador in'ormar o trabal#ador sobre as condiç3es aplic+veis ao contrato ou & relação de trabal#o4d) irectiva nº 5/<./C00, do Consel#o, de 1 de ;utubro, relativa & implementação de medidas destinadas a promover a mel#oria da segurança e da saúde das trabal#adoras gr+vidas, pu*rperasou lactantes no trabal#o4e) irectiva nº 7/1/C0, do Consel#o, de 57 de =ovembro, relativa a determinados aspectos da organi(ação do tempo de trabal#o, alterada pela irectiva nº 5/7/C0, do 8arlamento 0uropeu edo Consel#o, de 55 de >un#o4') irectiva nº /77/C0, do Consel#o, de 55 de >un#o, relativa & protecção dos ?ovens no trabal#o4g) irectiva nº /./C0, do Consel#o, de 55 de 9etembro, relativa & instituição de um consel#o de empresa europeu ou de um procedimento de in'ormação e consulta dos trabal#adores nas empresasou grupos de empresas de dimensão comunit+ria4#) irectiva nº 6/7/C0, do Consel#o, de 7 de >un#o, relativa ao acordo $uadro sobre a licença parental celebrado pela @nião das Con'ederaç3es da ndústria e dos 0mpregadores da 0uropa B@=C0), pelo Centro 0uropeu das 0mpresas 8úblicas BC008) e pela Con'ederação 0uropeia dos9indicatos BC09)4i) irectiva nº 6/-1/C0, do 8arlamento 0uropeu e do Consel#o, de 16 de e(embro, relativa ao destacamento de trabal#adores no mbito de uma prestação de serviços4 ?) irectiva nº -/</C0, do Consel#o, de 1. de e(embro, relativa ao !nus da prova nos casos de discriminação baseada no se%o4l) irectiva nº -/<1/C0, do Consel#o, de 1. de e(embro, respeitante ao acordo $uadro relativo ao trabal#o a tempo parcial celebrado pela @=C0, pelo C008 e pela C094m) irectiva nº </./C0, do Consel#o, de 5 de >ul#o, relativa & apro%imação das legislaç3es dos0stados membros respeitantes aos despedimentos colectivos, $ue codi'ica e revoga a irectiva nº-./15/C00, do Consel#o, de 1- de 2evereiro, e a irectiva nº 5/.6/C00, do Consel#o, de 5 de>un#o, $ue a alterou4n) irectiva nº 1/-/C0, do Consel#o, de 5< de >un#o, respeitante ao acordo $uadro C09, @=C0e C008 relativo a contratos de trabal#o a termo4o) irectiva nº 5/7/C0, do Consel#o, de 5 de >un#o, $ue aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou *tnica4p) irectiva nº 5/-</C0, do Consel#o, de 5- de =ovembro, $ue estabelece um $uadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na actividade pro'issional4$) irectiva nº 51/57/C0, do Consel#o, de 15 de Darço, relativa & apro%imação das legislaç3es dos0stados membros respeitantes & manutenção dos direitos dos trabal#adores em caso de trans'erEncia de empresas ou de estabelecimentos, ou de partes de empresas ou de estabelecimentos, $ue codi'ica e revoga a irectiva nº --/1<-/C00, do Consel#o, de 1 de 2evereiro, com a redacção $ue l#e 'oi dada pela irectiva nº </./C0, do Consel#o, de 5 de >un#o4r) irectiva nº 55/1/C0, do 8arlamento 0uropeu e do Consel#o, de 11 de Darço, $ue estabelece um $uadro geral relativo & in'ormação e & consulta dos trabal#adores na Comunidade 0uropeia
Artigo 3º Entrada em vigor
1 F ; C!digo do "rabal#o entra em vigor no dia 1 de e(embro de 575 F ;s artigos 77º a -º, -º a º, a alínea e) do nº 5 do artigo 55.º e os artigos 5<1º a 715º, 76º e65º s! se aplicam depois da entrada em vigor da legislação especial para a $ual remetem
 
 
5
 
7 F ; disposto no nº 5 do artigo 17º s! se aplica depois da entrada em vigor da legislação especial prevista no artigo 17<º
Artigo º !egi"es Autónomas
1 F =a aplicação do C!digo do "rabal#o &s Regi3es Aut!nomas são tidas em conta as competEncias legais atribuídas aos respectivos !rgãos e serviços regionais5 F =as Regi3es Aut!nomas as publicaç3es são 'eitas nas respectivas s*ries dos ?ornais o'iciais7 F =as Regi3es Aut!nomas, a 'i%ação das condiç3es de admissibilidade de emissão de regulamentos de e%tensão e de condiç3es mínimas compete &s respectivas Assembleias Gegislativas RegionaisF As Regi3es Aut!nomas podem estabelecer, de acordo com as suas tradiç3es, outros 'eriados, paraal*m dos 'i%ados no C!digo do "rabal#o, desde $ue correspondam a usos e pr+ticas ?+ consagrados. F As Regi3es Aut!nomas podem ainda regular outras mat*rias laborais de interesse especí'ico, nos termosgerais
Artigo #º $uncionários e agentes
9em pre?uí(o do disposto em legislação especial, são aplic+veis & relação ?urídica de emprego público $ue con'ira a $ualidade de 'uncion+rio ou agente da Administração 8ública, com as necess+rias adaptaç3es, as seguintes disposiç3es do C!digo do "rabal#o:a) Artigos 55º a 75º, sobre igualdade e não discriminação4b) Artigos 77º a .5º, sobre protecção da maternidade e da paternidade4c) Artigos 61º a -º, sobre constituição de comiss3es de trabal#adores4d) Artigos .1º a 66º, sobre o direito & greve
Artigo %ºTrabalhadores de pessoas colectivas p&blicas
Ao trabal#ador de pessoa colectiva pública $ue não se?a 'uncion+rio ou agente da Administração 8ública aplicaFse o disposto no C!digo do "rabal#o, nos termos previstos em legislação especial, sem pre?uí(o dos princípios gerais em mat*ria de emprego público
Artigo 'º !emiss"es
As remiss3es de normas contidas em diplomas legislativos ou regulamentares para a legislação revogada por e'eito do artigo 51º consideramFse re'eridas &s disposiç3es correspondentes do C!digodo "rabal#o
Artigo (º Aplicação no tempo
1 F 9em pre?uí(o do disposto nos artigos seguintes, 'icam su?eitos ao regime do C!digo do "rabal#oos contratos de trabal#o e os instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o celebrados ou aprovados antes da sua entrada em vigor, salvo $uanto &s condiç3es de validade e aos e'eitos de 'actos ou situaç3es totalmente passados anteriormente &$uele momento5 F As estruturas de representação colectiva de trabal#adores e de empregadores constituídas antesda entrada em vigor do C!digo do "rabal#o 'icam su?eitas ao regime nele instituído, salvo $uanto &s condiç3es de validade e aos e'eitos relacionados com a respectiva constituição ou modi'icação
Artigo )º!egras especiais de aplicação no tempo de normas relativas ao contrato de trabalho
; regime estabelecido no C!digo do "rabal#o não se aplica ao conteúdo das situaç3es constituídasou iniciadas antes da sua entrada em vigor, relativas a:a) 8eríodo e%perimental4b) 8ra(os de prescrição e de caducidade4c) 8rocedimentos para aplicação de sanç3es, bem como para a cessação do contrato de trabal#o
Artigo 1*º!egime do tempo de trabalho
; disposto na alínea a) do artigo 1.6º do C!digo do "rabal#o não * aplic+vel at* & entrada em vigorde convenção colectiva $ue dispon#a sobre a mat*ria, mantendoFse em vigor, durante esse período,o previsto no artigo 1º da Gei nº 51/6, de 57 de >ul#o, e na alínea a) do nº 1 do artigo 5º da Gei nº
 
 
7
 
-7/<, de 1 de =ovembro
Artigo 11º+arantias de retribuição e trabalho nocturno
1 F A retribuição au'erida pelo trabal#ador não pode ser redu(ida por mero e'eito da entrada em vigordo C!digo do "rabal#o5 F ; trabal#ador $ue ten#a prestado, nos 15 meses anteriores & publicação do C!digo do "rabal#o, pelo menos cin$uenta #oras entre as 5 e as 55 ou cento e cin$uenta #oras de trabal#o nocturno depois das55 #oras mant*m o direito ao acr*scimo de retribuição sempre $ue reali(ar a suaprestação entre as 5 e as 55 #oras
Artigo 12ºConselhos de empresa europeus
; disposto nos artigos -1º a -º do C!digo do "rabal#o, relativo aos consel#os de empresa europeus, não se aplica a empresas ou grupos de empresas de dimensão comunit+ria em $ue e%istia, em 55 de 9etembro de 16, e en$uanto vigorar, um acordo sobre in'ormação e consulta transnacionais aplic+vel a todos os trabal#adores ou dois ou mais acordos $ue, no seu con?unto, abran?am todos os trabal#adores
Artigo 13º Convenç"es vigentes
;s instrumentos de regulamentação colectiva de trabal#o negociais vigentes a$uando da entrada em vigor do C!digo do "rabal#o podem ser denunciados, com e'eitos imediatos, desde $ue ten#a decorrido, pelo menos, um ano ap!s a sua última alteração ou entrada em vigor
Artigo 1º,alidade das convenç"es colectivas
1 F As disposiç3es constantes de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o $ue dispon#am de modo contr+rio &s normas imperativas do C!digo do "rabal#o tEm de ser alteradas no pra(o de 15 meses ap!s a entrada em vigor deste diploma, sob pena de nulidade5 F ; disposto no número anterior não convalida as disposiç3es de instrumento de regulamentação colectiva de trabal#o nulas ao abrigo da legislação revogada
Artigo 1#ºEscolha de convenção aplicável
1 F =os casos em $ue, ap!s a entrada em vigor do C!digo do "rabal#o, se?a outorgado instrumentode regulamentação colectiva de trabal#o negocial aplic+vel em empresa na $ual se encontrem em vigor um ou mais instrumentos outorgados antes da data da entrada em vigor do C!digo do "rabal#o,os trabal#adores da empresa, $ue não se?am 'iliados em sindicato outorgante, susceptíveis de serem abrangidos pelo mbito sectorial ou pro'issional de aplicação do instrumento de regulamentaçãocolectiva de trabal#o negocial em causa, podem escol#er, por escrito, o instrumento $ue l#es * aplic+vel5 F =o caso previsto no número anterior, a convenção aplicaFse aos trabal#adores at* ao 'inal do pra(o $ue dela e%pressamente constar ou, sendo esta ob?ecto de alteração, at* & sua entrada em vigor7 F =o caso de a convenção colectiva não ter pra(o de vigEncia, os trabal#adores são abrangidos durante o pra(o mínimo de um ano
Artigo 1%º -enores
1 F ; menor com idade in'erior a 16 anos não pode ser contratado para reali(ar uma actividade remunerada prestada com autonomia5 F ; menor com idade in'erior a 16 anos $ue ten#a concluído a escolaridade obrigat!ria pode ser contratado para prestar uma actividade remunerada, desempen#ada com autonomia, desde $ue setrate de trabal#os leves7 F H celebração do contrato previsto no número anterior aplicamFse as regras gerais previstas noC!digo Civil F ConsideramFse trabal#os leves para e'eitos do nº 5 os $ue assim 'orem de'inidos para o contratode trabal#o celebrado com menores. F Ao menor $ue reali(a actividades com autonomia aplicamFse as limitaç3es estabelecidas para o contrato de trabal#o celebrado com menores
Artigo 1'º

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