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Rapariga de Fosforos

Rapariga de Fosforos

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12/04/2012

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Língua Portuguesa
 
Nome:_____________________________ Data:_________ Inf._________ 
1. Lê o texto com atenção.
A rapariga dos fósforos
Fazia muito frio. Nevava e já era de noite. Era a última noite do ano, a noite de São Silvestre.No meio deste frio e desta escuridão, uma rapariguinha caminhava sob o nevoeiro com a cabeçadescoberta e com os pés descalços pela praceta dos Cavaleiros. A criança caminhava com os pezinhos descalços, vermelhos de frio. No seu velho avental trazia muitosfósforos e segurava uma caixa deles na mão. Tratou de arranjar um lugar onde passasse muita gente, mas estava
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muito frio. As pessoas que andavam na rua afastavam-se rapidamente sem parecer ouvir a oferta da criança.Durante todo o dia não vendeu nada e ninguém lhe deu a mais pequena esmola. A pobrezinha, morrendo de fomee de frio, continuava o seu caminho. Flocos de neve caíam sobre os seus longos cabelos loiros que sedesenrolavam em caracóis sobre as costas.Era a última noite do ano e a menina apenas se lembrava que outrora, quando a sua querida avó era viva,
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festejava-se também em sua casa o São Silvestre. Mas a morte chegara. Acocorou-se num canto e tinha cada vez mais frio, mas não se atrevia a chegar a casa sem ter vendido umúnico fósforo, pois sabia que o pai lhe iria bater. As mãos da pobre criança estavam rígidas. Ah! Como a chama de um fósforo lhe faria bem! Agarrou num. A chama primeiro azul e verde, tornou-se branca e encarnada, projectando uma luz viva e alegre. Foi acendendo
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outros e aquecendo as suas mãos. Por cada fósforo que acendia, a menina via imagens maravilhosas como umganso assado a correr para ela, uma mesa cheia de maçãs e ameixas, etc. Acendeu outro fósforo contra o muro. Uma luz muito clara espalhou-se à sua volta e a menina viu a suaavó sorrindo-lhe com doçura.-
 
 Avó!
 –
gritou a menina - leva-me contigo! Eu sei que vais desaparecer quando o fósforo se apagar,
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mas não me deixes aqui.O fósforo apagou-se e a sua avó desapareceu. Ela acendeu todos os fósforos para voltar a ver a sua avó,mas foi em vão. De repente, a menina olhou para o céu e pareceu-lhe ver cair uma estrela. Foi então que ela
pensou: “Há alguém que vai morrer neste momento”. A sua avó dizia
-lhe que por cada estrela que caísse subiauma alma para Deus.
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 A criança cada vez mais gelada decidiu acender os fósforos todos de uma vez. Os fósforos produziamuma chama tão clara que parecia dia. Apareceu novamente a sua avó grande e bela. Pegou na sua neta pela mão eambas se elevaram para o alto, muito alto. Nem fome, nem frio, nem angústia! Estavam com Deus.No dia seguinte, a neve cobria ainda a terra, mas o sol levantou-se brilhante e luminoso num céu azulpálido.
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Na rua encontraram a criança com as faces rosadas e um sorriso nos lábios. Aquele primeiro dia do ano nascera sobre o cadáver da pequenina que estava sentada com os seusfósforos e com algumas caixas vazias.
 Hans Christian Andersen -Adaptado

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