Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
0Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Eu O.D.E.I.O o Dia Dos Namorados!

Eu O.D.E.I.O o Dia Dos Namorados!

Ratings: (0)|Views: 2 |Likes:
Published by Giulia Araújo

More info:

Published by: Giulia Araújo on Dec 11, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as RTF, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/11/2012

pdf

text

original

 
Eu O.D.E.I.O o Dia dos Namorados!
Eu Odeio o Dia dos Namorados!O motivo? Simples: 1°- Eu não acredito no amor. 2°- Eu não tenho umnamorado!Flores, cartões, ursinhos de pelúcia. Aff! Tudo muito meloso para mim!Bom, deixa eu me apresentar, não é?Meu nome é Annabelle Castellan, eu acabei de terminar com meu namorado,Brian. O motivo? Bom, ele me traiu com a vadia da Tracy Dellaware, e não foiuma só vez!Minhas amigas, Anastasia, Rose, Elizabeth, Lilian e Courtney, todas possuemnamorado! Apenas eu que não. Mas claro, elas tinham um romance contos defada, o mundo cor de rosa. Eu até tinha também, mas o mundo se tornoumeio cinzento depois que peguei os dois desgraçados na cama.Levantei da minha cama, estava cansada de lamentar por aquele crápula,não, eu não estava muito lamentando por ele ter me traído, eu estava maislamentando a perda de tempo que passamos juntos, pois, afinal, foram doisanos jogados fora! Tomei um longo banho, pronta para encarar o péssimo dia que eu teria parafrente. O dia dos namorados não era um feriado, obviamente, mas eraincrível o quanto as pessoas se apressavam para ser “o dia perfeito”.Caminhões de flores passando nas ruas, carregando mais de dez mil dólaresem flores nas caçambas, prontas para serem entregues para alguémparticipante de um casal apaixonado. Aff!Peguei a primeira roupa que vi na frente e a vesti. Olhei-me no espelho e vique eu havia vestido um short jeans, rasteirinhas, e uma blusa preta com umcoração partido, com uma flecha o atravessando. Mas o dia dos namoradosnão me deixa em paz nem em mensagem subliminar? Que droga!Saí de casa com minha Ferrari, tentando achar alguma estação de rádio quenão estivesse passando alguma música melosa de amor. Sem sucesso.Parei no acostamento, odiando cada momento daquele dia infernal. opoderia ter pelo menos um minuto em que eu não ouvisse alguma músicadizendo “I Love You” nesse maldito dia?Olhei para onde havia parado e percebi que havia parado em frente a um
 
 pub
, onde havia várias pessoas da minha idade - 21 anos - e que milagre!Eles não estavam reunidos em casal! Aquele sim era o meu lugar.Entrei e o lugar estava bem “antirromântico” assim por dizer. Não havianenhum coração rosa ou vermelho, enfim, nenhum coração.Fui para o bar, me sentei em um daqueles bandos que ficam no balcão e pediuma dose de uísque Bourbon, puro.- Afogando as mágoas? – ouvi uma voz ao meu lado. Olhei e vi um cara queaparentava a minha idade, um pouco mais velho, talvez uns 25. Ele tinhacabelos de aparência sedosa, negros como a noite, seus olhos eram azuis efrios como o gelo, e via-se que tinha mágoa neles. Ele vestia uma camisa demangas curtas justa, preta com o decote em V, jeans e sapatos. Sua jaquetade couro estava sob as costas da cadeira, e seus óculos Ray Ban estavam emcima do balcão, ao lado de sua bebida, que, por coincidência, era a mesmaque eu havia pedido.- Mais como um retorno a vida e o ódio por este dia infernal. – eu disse, e obarman trouxe minha bebida. Vi que o barman me olhava de cima a baixo,mas mandei um olhar para ele dizendo: “
Caia fora daqui antes que eu chuteo que você tem no meio das pernas
”. E ele saiu, muito sem graça.- Então não gosta do Dia dos Namorados.
Tintim
a isso, então. Eu tambémodeio. – ele disse, levantando sua bebida e propondo um brinde. Brindei comele, não sei dizer, mas tinha algo nele que me interessava.- E você é... – eu disse, tentando saber quem ele era.- Christian Smith. Ao seu dispor, miladie. – ele disse, pegando minha mão edando-lhe um beijo, galanteador.- Prazer em conhecê-lo, Christian Smith. – eu disse, tomando o resto de meuuísque e pedindo outra dose.- E você quem é, Srta. Misteriosa? – ele perguntou.- Annabelle Castellan, mas todos me chamam de Belle. – me apresentei- E a senhorita gosta de ser chamada de Belle? ele perguntou, umapergunta que me deixou surpresa, pois ninguém havia me perguntado aquiloaté agora.- Acho que nunca me importei. Acho que todos me chamam assim, então éautomático eu responder a esse nome. – eu disse. – Mas, Smith? Tem algumparentesco com Chuck Smith? – eu perguntei, pois esse é o namorado deElizabeth
 
- Meu irmão mais novo. Você o conhece? – ele disse, surpreso- Ele é o namorado de uma das minhas melhores amigas. – eu disse e pareceque demos o assunto por encerrado.- Já que fomos devidamente apresentados, Annabelle, o que a faz odiar tantoo dia dos namorados? – ele perguntou, olhando para sua bebida como senada mais importasse.- Acho que por início por eu não ter um namorado. Eu até tinha um, mas eleme traiu com uma vadia. – eu disse e ele olhou para mim, com um sorrisinhosarcástico e uma sobrancelha arqueada.- Traição, heim? Idem. – ele disse e eu fiquei surpresa, quem poderia trocarum deus grego como aquele?- O amor é uma merda, não? – eu disse, tomando novamente minha bebida epedindo outra.- Concordo plenamente. Por isso que é bom não se apaixonar, pois isso sótraz sofrimento. – ele disse.- Eu não acredito no amor. – disse e ele virou, surpreso, talvez?- Então é mais uma coisa em que concordamos.- Sabe, gostei de você, Christian. – eu disse, com sinceridade, e tomandotoda minha bebida novamente. Achei melhor parar, senão não poderia ficarem pé.- Também gostei de você, Annabelle.- Por que você não me chama de Belle, como todo mundo? – perguntei,reparando que ele já havia me chamado de Anabelle duas vezes desde queme apresentei.- Fácil. Eu não sou todo mundo. E você não é bela, você é linda. – ele disse,fazendo-me rir e me deixando corada.- Nossa! Você é rápido, hein? – eu disse, rindo sem graça.- É o meu charme. – ele disse, fazendo-me rir novamente. Havia muito tempoem que não ria deste jeito, nem quando eu estava com Brian.- Mas que convencido! – eu disse, rindo.-
Muito
convencido. – ele disse, destacando a palavra “muito”.- Quer dar uma volta, Christian? Então você me conta sua história.

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->