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POR QUE CREIO NA IMORTALIDADE DA ALMA

POR QUE CREIO NA IMORTALIDADE DA ALMA

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PSICOLOGIA, ALMA
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07/28/2013

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Por Que Creio Na Imortalidade Da Alma
Sir Oliver Joseph Lodge
Prefácio
João Teixeira de PaulaSir Oliver Joseph Lodge, ou em boa linguagem vernácula, S
 
ir OlivérioJosé Lodge, nasceu em Penkhull (Sttafordshire), a 12 de junho de 1851.Universitário então, passou a lecionar, em 1875, Mecânica é física no BedFordCollege, e depois na University College, de Londres, de onde foi para asUniversidades de Birmingham e Liverpool.A sua autoridade em Física, segundo o pesquisa Joseph Maxwell, que lhetraduziu e prefaciou uma das obras. "era considerável". Já antes o sábioMarconi fizera, através de correntes de baixa freqüência, experiências curiosasde telegrafia sem fio. São mundialmente conhecidas as pesquisas londgianasno domínio da Óptica, da Eletricidade (tendentes às mesmas conclusões deHertz), da física do éter (que anunciavam as teorias de Einstein), da telegrafiasem fio (em que imaginava a primeira regulação dos comprimentos de onda).Foi cantor sempre jovem, não obstante a sua ancianidade terrena, dasobrevivência espiritual. O tempo madura as uvas e nos dá a reflexão.Dedicou-se, com devoção científica, aos então e ainda modernamente (e maisno passado do que na atualidade) chamados estudos transcendentais. Não eraum místico nem tampouco um pesquisador de "boa fé", a quem um corriqueirofenômeno o mais complicado dele pudessem perturbar. Antes eraexperimentador de cérebro árido e objetivo, com o qual tudo pesava e media,do que de coração, com o qual podia enganar-se nas conjeturas e ilações.Ernesto Bozzano chama-lhe o "grande naturalista positivista". Não era criaturade instintos demolitórios, mas fugia a delírios religiosos que mais confundemque orientam. Nas suas obras, que deletreamos com crescente aproveitamento,ressumbra a sua fé na imortalidade e a sua crença na pluralidade dos mundos, principalmente (como é natural) depois que a 14 de setembro de 1915, lhemorreu o filho Raymond na Grande Guerra. Acusam-no aliás de só se haver interessado pelos assuntos supranormais depois do falecimento do filho.Maldosa invencionice, pois que já em 1883 conta-o ele mesmo - se entregavaa experiências de telepatia com o Senhor Malcolm Guthrie, que tinha ã suadisposição dois sensitivos, modestos empregados de uma firma inglesa.
 
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Quando a Senhora Leonora Piper esteve na Inglaterra, Lodge fez com ela, emLiverpool (1889-1890), interessantes investigações no campometapsicológico, que o levaram a acérrimas discussões com outros cientistasda sua têmpera, da mesma espécie mental.Como muito bem acentua La Revue Spirite, essas datas reduzem a nada agratuita pecha dos adversários. Com Charles Richet, que lhe dedicava especialapreço, assistiu, em 1894, a algumas das celebérrimas sessões de efeitosfísicos de Eusápia Paladino. Talvez se passa dizer que, entre os valores decoturno da Inglaterra que se entregaram às questões supranaturais, comoWilliam Crookes, Frederic W. H. Myers, Richard Hodgson, e outras, é Lodgeum dos poucos que encarou com simpatia a nascente parafísica. Aliás é maisou menos desta opinião Gastone De Boni ao escrever que Lodge "non soloaccettó la casistica metapsichica, ma anche la intera teoria spirítica dellasopravvivenza". A concentricidade das suas conceituações espirítica é honestae coerente.A bem da verdade histórica, convém frisarmos que Oliver Lodge, na suamocidade, negava os fenômenos espiritistas. Não havia nenhumacongeneridade entre um e outros. É uma característica normalmentedesconhecida da sua máscula personalidade de parafísico. Nos verdores dosanos, quando então quase sempre presumimos tudo saber, e mesmo a caminhoda maturidade, que lhe apontaria novos rumos na larga trilha das pesquisashipernormais, Lodge era negativista contumaz. Sendo homem de ciência,apegado tão somente à explicação da fenomenologia, abnormal ou não, pelos princípios materialistas conhecidos e admitidos, negou os fenômenos deefeitos físicos produzidos pela médium Annie Abbott, que na época trabalhavacom o Dr. H. Goudard, com quem o nosso autor manteve discussão, emtermos de gentil-homem, pelas colunas dos famosos Annales des SciencesPsychiques (número de março abril de 1895, e outros que se seguiram). ODoutor Goudard era pela explicação espirítica do fenômeno; porém Lodgeapresentava uma explicação normal, simplesmente física, apelando até para a possibilidade de um truque. Um dos fenômenos era o de levitação: cinco ouseis pessoas se acomodavam num bane e a médium levantava o banco do chãoe o sacudia no ar com a pesada carga. Lodge replicava que não, que tudo não passava de um jogo hábil de pernas e pés para a qual concorria, a médium, quese colocava atrás do banco, movimentando-o para cá ou para lá!Era o nosso consciencioso imortalista um representante legítimo dainconseqüência dos negadores! A inconseqüente circundação do nada! Não menos digna de rememoração foi à querela que, alguns anos depois,e já inteiramente integrado nas pesquisas supranormais, manteve com CharlesRichet, então no apogeu do seu materialismo científico. Aí Lodge ;não era o
 
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descrente dos anos passados, o único detentor da verdade das coisas: não eraréu, não era a parte passiva a quem queriam impingir alhos e bugalhos; era a parte ativa, o acusador, interessado em demonstrar a realidade de um mundoextraterreno, tão real como o nosso e até com maiores possibilidades devivência da que o nosso. Aliás acerca dessa vivência supra terrena, iria contar aos seus leitores em língua inglesa, como o está cantando agora a outrosleitores seus em língua portuguesa, a história que iremos encontrar nesta obra:a do peixe que, escapando do seu reduto áqüeo, viu, com boca e escâncaras,aves voando para cá, transvoando para lá, as quais, interrogadas por ele sobrea existência ou inexistência de um novo mundo, lhe confessaram que o delasera muito maior do que o dele, com imensas possibilidades de existência comque o vivente písceo jamais poderia sonhar! Elas voavam e transvoavam, iamaonde queriam num espaço para elas infinito e tinham uma visão das coisasquase que incomensurável! Não circunvolviam como ele...Mas voltando ao caso com Richet, seu eminente e erudito amigo. Richetnão cria na sobrevivência da alma, de que descreu mais ou menos até o fimdos seus longevos anos carnais, não obstante a falação final, celeumática edemulcente com Ernesto Bozzano, da qual não resultou nenhum elemento preponderantemente conciliário. Richet era um homem de ciência comotambém o era Lodge; mas os homens de ciência (reconhecia-o ingenuamenteagora Lodge) não têm senão um conhecimento parcial e imperfeita dos fatos.Depois de muitas considerações a respeito da descrença do dedicado amigo ecolega francês, o insigne criador da Metapsíquica, lamenta Lodge a descrençade Richet, que só falava em clarividência, lucidez, criptestesia, alteração da personalidade, o que tudo não passava, confessa Lodge com energia, senão de palavras! e mais palavras! Mas dar um nome ao fenômeno não é explicitá-lo -consente Oliver, o negados formal dos fatos hiperfísicos de outrora!A discussão, ou melhor, a troca de idéias confraternal, sem nenhumaacerbe, entre os dois admiráveis homens, continuou per alguns números daRevue Métapsychique a partir de maio-abril de 1922. Enquanto talvez Richetse perturbasse com razões acrologicas. Lodge se limitava a consolidar umaestrutura da sistemática espiritualística. Despregavam, como veros cientistas,as ameaças estéreis de um não menos estéril academicismo. Para ambos eles,embora noutro intento, valeria aqui a afirmativa de Ernest Renan, o críticosagacíssimo e honesto do Cristianismo, do que a condição do milagre é acredulidade da testemunha.Um fato curioso, que estimamos sobremaneira trazer ao conhecimentodos nossos leitores, que porventura o não conheçam ainda: o conseguimento paranormal das impressões digitais de Sir Oliver Joseph Lodge. O caso vemrelatado peio órgão da American Society for Psychical Resarch, número de

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