NOTA DO AUTORComo
A Profecia Celestina,
esta continuação é uma parábola de aventura, uma tentativade ilustrar o processo de transformação espiritual que está ocorrendo em nossa época.Com esses dois livros, desejei comunicar o que eu chamaria de um
quadro consensual,
um retrato vivido, dos novos sentimentos, percepções e fenômenos que estão chegandopara definir a vida neste limiar do terceiro milênio.Nosso maior erro, a meu ver, é pensar que a espiritualidade humana já tenha sidoentendida e definida. Se a história nos diz alguma coisa, é que a cultura e oconhecimento estão sempre evoluindo. Somente as opiniões individuais são imutáveis edogmáticas. A verdade é mais dinâmica, e a grande alegria da vida está em nossoltarmos, em descobrirmos a verdade especial e individual que cabe a cada um de nóscontar, e depois observar a forma sincrônica pela qual esta verdade evolui e fica maisnítida, exatamente quando precisamos dela para influenciar a vida de alguém.Juntos, estamos caminhando para algum lugar, cada geração se aprimorando graças àsrealizações da anterior, com um destino do qual temos apenas uma vaga lembrança.Estamos todos vivendo um processo de despertar e de abertura para descobrir quemrealmente somos e o que viemos fazer neste mundo, tarefa às vezes dificílima. Noentanto, tenho a firme convicção de que, se integramos o melhor das tradições de nossosancestrais e tivermos em mente o processo, a noção de milagre e destino nos farásuperar os percalços do caminho e os atritos com o nosso próximo.Não tenho intenção de minimizar os enormes problemas que a humanidade continuaenfrentando. Apenas desejo sugerir que cada um de nós está à sua maneira envolvido nasolução desses problemas. Se estivermos sempre conscientes e reconhecemos que estavida é um grande mistério, veremos que cada um de nós está perfeitamente colocado, naposição exatamente certa... para fazer toda a diferença.JR PRIMAVERA, 1996
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