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Comunicado de Imprensa - Sobre envio de fax da PSP às Escolas

Comunicado de Imprensa - Sobre envio de fax da PSP às Escolas

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Published by SOS Racismo
PSP envia FAX a escolas para identificar alunos ciganos com cadastro SOS Racismo pede instauração de processo contra-ordenacional
PSP envia FAX a escolas para identificar alunos ciganos com cadastro SOS Racismo pede instauração de processo contra-ordenacional

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NIPC - 503106054P. C. de Utilidade Pública (DR 269 - 20/11/96)Rua Dom Luis de Noronha, nº17-1ºesq | 1050-071 LISBOARua do Almada, 254, 3º Dtº, sala 34 | 4050-032 PORTOsosracismo@gmail.com*sosracismoporto@gmail.com  www.sosracismo.pt
PSP envia FAX a escolas para identificar alunos ciganos com cadastro
 
SOS Racismo pede instauração de processo contra-ordenacional
 
A PSP de Almada enviou recentemente às escolas do concelho, um fax a solicitar aidentificação de alunos de etnia cigana e informações da eventual prática de ilícitos pelosmesmos. A situação foi denunciada por jornalistas em grupos de Facebook, mas foi noJornal OCrimeque teve o maior destaque no passado dia 13 de dezembro.Porque o pedido viola vários diplomas legais e constitucionais, o SOS Racismo repudia aatuação da PSP, pede esclarecimentos aos Ministérios da Administração Interna e da Educaçãoe solicita à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial [CICDR] a instauraçãode um processo contra-ordenacional.
 
Pouco depois da notícia vir a público, o envio do fax foi imediatamente desmentido pela PSP.Porém, o SOS Racismo comparou o número de fax que consta num dos requerimentos que acomunicação social publicou, com a base de dados da PSP e verificou que o númerocorresponde, efectivamente, à Divisão da PSP de Almada. E só quando confrontada com estefacto é que a PSP decidiu instaurar um inquérito à esquadra de Almada.
 
Segundo a Lei de Protecção de Dados Pessoais “
É proibido o tratamento de dados pessoaisreferentes a (…) origem racial ou étnica.
”. Neste sentido, a recolha de dados referentes a umqualquer grupo étnico é ilegal e ilegítima, mesmo quando efectuada por órgãos de políciacriminal.O SOS Racismo considera que, independentemente do objecto da investigação que aquelaDivisão da PSP pretende levar a cabo, não se vislumbra qualquer fundamento legal, legítimo ousequer inteligível para que seja solicitado às escolas dados exclusivamente referentes a alunosde etnia cigana, acto esse, inconstitucional, já que viola o disposto o art. 13º da CRPconstituindo mesmo um acto de discriminação racial, nos termos da Lei n.º 134/99, de 28 deAgosto, e da Lei n.º 18/2004, de 12 de Maio.
 
Acresce ainda que é à PSP – nunca às escolas – que cabe a tarefa de auxiliar a investigaçãocriminal, nos termos do art. 263º do Código de Processo Penal; a investigação criminal não élevada a cabo por escolas, nem por directores de escolas, nem sequer por professores.
 
Por fim, o SOS Racismo sublinha que os factos descritos constituem violações graves dosdeveres disciplinares e deontológicos a que qualquer elemento da PSP está adstrito. Segundo o

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