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Concordância das leis de Portugal e das Bulas Pontifícias das quais umas permitem a escravidão dos pretos d'África e outras proíbem a escravidão dos índios do Brasil

Concordância das leis de Portugal e das Bulas Pontifícias das quais umas permitem a escravidão dos pretos d'África e outras proíbem a escravidão dos índios do Brasil

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De D. José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho. Edição de 1808
De D. José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho. Edição de 1808

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01/08/2014

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CONCORDANCIA
DAS
L
EIS
DE
PORTUGAL,
E
DAS
BULLAS
PONTIFICIAS,
DAS
Q.UAES HUMAS
l'ERMITTEM
A
ESCRAVIDÃO DOS
l'R!,
.
'l'OS D•
AFRlCA
7
E
OUTRAS l'ROHIBEM
A ESC.I\AVIDAO
;DOS
INDIOS
DO BRAZlLo
r o a
-
Do
JOSÉ·
JOAQUIM
DA CUNHA'
DE
AZEREDO COUTINHO.
L I S B O
A,
A N
NO
M.
DCCC.
VIII.
NA
NOVA OFFICINA
DE
JOÃO
HODRIGUES
NEVES.
Por
Ordem
Superior.
 
*
3
*
CONCORDANCIA
DAS
L E I S D E P O R T U G A
L,
E
DAS
BULLAS
PONTIFICIAS,
Das
quaes humas permittem
a
~scravitlão
d(JI
Pretos d'
Africa
,
e outras prohibent
a
es
.
cra'Vidão
dos
Indios
do
Brazil.
1
§.
L
SE
conforme os princípios dos
Se-
ctarios · da Seita Filosofica he permittido a qual
quer
por
authoridade propria levantar a voz
no
meio
de
huma
Nação
para defender os
Direitos,
-que se-dizem da Liberdade , e da
Humanidade
opprimida , não me-devem elles criminar
de
que
eu
authorizado pela
Religião
,
e
pelo
Estado
para
fazer tranqmllizar as consciencias dos meusOiocefanos ,
e
trabalhar para
o
bem de
todosos
meus Concidadãos , levante tamhem a vozcontra huma Seita de
Hypocdtas
,
que
debaixo
do
pretexto de defender os direitos quimericos
da
LiherdaJe , e da
Humanidade
,
se-tem
mos
trado
inimigos dos
Tronos,
e da
Religião, ar-
mando os seus mesmos Concidadãos huns
contra
.os
outros , rasgando
o seio
da
mesma
Patria,
que lhes
d_,o
o
ser. _
§.
II.
Elles temendo o justo castigo
...
das_
Leis
-A
ii
cano;>
 
*4*
·contra
os Novadores , e Pertubadores
do
soce
go
, e da tranquillidade pública , se fingirão amigos dos Negros
da
Costa
d'
Africa , para assim ao
longe,
e
por
caminhos tortuosos , debaixoda mascara de
gritarem
contra o Commercio
do
resgate dos escravos
da
Costa
d'
.Africa atacarem
a
justiÇa das
Leis ,
que o-permittem ,
e
em consequencia irem destruindo toda a authoridade deilas , e
a~iGuilando
o re3peito , e a obedien.cia ,
que
se
'lhes-deve : era pois necessario
que;pro-
pondo-me
eu
por huma Analyse desmascarár
hu-
ma
tal
Seita , houvesse
de
atacallos pela frentedefendendo a justiça das Leis
da
minha
Nação
,que permittem hum tal Commercio
em
beneficiodos meus Concidadãos.
§.
III.
Eu
já
mostrei na minha Analyse ,
que
os
primitivos Direitos da Natureza , ainda
que
hypotheticamente adrnittidos
por
taes Filosofos,
não
podt:m com tudo ter hmna rigoroza applicaçâo
no
estado
da Sociedade,
e depois de estabeleci
do
o Direito da
propriedade;
Direito que civilizou os Povos ; e que se acha
admittido
,
confessado po'r todas .
as
Nações civilizadas co
mo
absolutamente necessario , e sagrado : e porisso se
tae~
Filosofes querem ser consequentes,
ou
n3n
devem
atacar
a
justiça
do
commercio
do
resgate dos escravos
da
Costa
d'
Africa ; ou deyem
tam_bem
atacar a justiça
do
Direito da
Pro
priedade
;
por
ser igualmente
oposto
aos seusprimitivos direitos hypotheticos
da
Natur~za
,
e
por
consequencia transtornarem toda a ordem So-
· cial ,
e
reduzir os
homens
ao
seu
primitivo es
tado
da
Natureza barbaros)
e selvag<ms; o
que
.....
re~

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