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Viagem Sem Volta - Sara Craven

Viagem Sem Volta - Sara Craven

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02/13/2013

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Júlia coração - 565
Viagem sem volta - Sara Craven
Copyright: Sara CravenTítulo original: King of SwordsPublicado originalmente em 1988 pela Mills & Boon Ltd., Londres, InglaterraTradução: S. MarquesCopyright para língua portuguesa: 1990EDITORA NOVA CULTURAL LTDA
Contracapa:
Júlia se sentiu renascer nos braços de Alexandros.
“Vou comprar a Mansão Ambermere, e votede ser minha”, disseAlexandros, inclinando-se e beijando-a nos lábios. Júlia queria dizer não, tentou resistir,manter os lábios cerrados, mas era uma luta que não podia ganhar. Alexandros, com suasensualidade, a estava subjugando!Para obter o que desejava, ele não hesitou em raptá-la e levá-la para uma distanteilha do Pacifico. Prisioneira do amor, Júlia descobriu tarde demais que não conseguiriase livrar daquele grego bela, tirano, mas sedutor!
 
Viagem sem Volta
Digitalização e Revisão:Sandra Araújo
CAPÍTULO I
 Na luminosa tarde de junho, Ambermere jamais parecera tão bonita. Para Júliaera a propriedade mais formosa de toda a Inglaterra.Parou o carro a beira da estrada e desceu. A brisa suave acariciava seus longoscabelos cor de cobre. Apoiou-se no muro e ficou observando a vegetação exuberantedefronte a casa.Tudo parecia estranhamente calmo, até deserto, mas ela sabia que atranqüilidade aparente era só uma fachada. No interior da casa, deveria haver umtumulto de atividades enquanto sua mãe e os empregados terminavam a decoração paraa Festa de Verão que aconteceria naquela noite.“E eu deveria estar ai, ajudando", pensou Júlia, sentindo-se meio culpada, meiodivertida. A festa de Ambermere era um dos eventos mais esperados do ano; umatradição deliciosa estabelecida há várias gerações.Sentiu uma grande satisfação invadi-la. Casas como Ambermere representavamexatamente isso: continuidade e tradição.E era o que Júlia pretendia seguir, embora fosse única filha, em vez do tãoesperado filho homem.Um mês inteiro longe de casa era tempo demais, pensou ela, embora tivesse sedivertido muito. Tia Miriam era uma perfeita esposa de diplomata e em sua casa haviafestas e jantares quase todas as noites. Alem disso, participara de partidas de tênis,natação e campeonatos de pólo, assim como visitas a concertos e teatros em companhiade jovens educados e atraentes.- Mas ninguém que fosse digno de Ambermere – contaria a seu pai dentro em pouco, caçoando.Era uma brincadeira que vinha de longa data, desde quando Júlia não era maisque uma criança ao saber que perderia o nome quando se casasse, ficara mortificada.- Neste caso, não me casarei jamais - declarara a seus pais, que riram muito naocasião. - A não ser que encontre alguém com o mesmo sobrenome.- Mas você poderia se apaixonar por alguém que se chamasse Smith - sugeriaLydia Kendrick, acariciando o rosto da filha.- Neste caso, ele teria de mudar o nome para Kendrick - retrucara Júlia. - Se nãoo fizesse, não seria digno de Ambermere.Durante muito tempo, os três divertiram-se com o episódio, mas Júlia perceberaque o estava muito longe da verdade. Ela pretendia viver para sempre emAmbermere, ver os filhos crescerem ali, carregando orgulhosamente seu próprio nomede família. Mas o homem que deveria se submeter docilmente a seus planos continuavaa ser a figura abstrata. Os rapazes que a convidavam para sair com tanta freqüência, eque tentavam, em vão, levá-la para cama, estavam longe de ser candidatos que elaconsiderasse dignos.
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Viagem sem Volta
"Talvez eu jamais me case", pensava lia. "Talvez eu administre a propriedade e fique sendo conhecida como uma solteirona excêntrica."Quando se preparava para entrar no carro, foi que o viu, um homem, um perfeitodesconhecido, cruzando o pátio, onde não tinha o direito de estar.Júlia franziu o cenho. Ele era alto, com cabelos negros reluzentes e a pelemorena e ela não precisava se esforçar muito para saber de onde ele vinha. Seu pai,muito desprendido, sempre permitira que ciganos acampassem do outro lado do bosquecom a condão de que mantivessem o lugar limpo e que o circulassem pela propriedade.E, nesse momento, ali estava um deles, passeando como se fosse o proprietário.Bem, ele logo aprenderia sua lição!Subiu no muro, colocou dois dedos na boca e assobiou.O estranho voltou-se, mas não fez menção de se aproximar. Geralmente, omesmo grupo de ciganos ia e vinha a cada ano, mas Júlia jamais havia visto este. Eraainda mais moreno do que Loy Pascoe, o chefe do clã que havia entrado emnegociações com seu pai. Tinha olhos negros, nariz reto e uma boca bem desenhada. Não era exatamente atraente, mas tinha certo ar senhorial, irritantemente arrogante.Talvez fosse algum parente afastado de Loy que estivesse só de passagem, mas isto nãolhe dava o direito de desobedecer ao que havia sido estipulado.- O senhor sabe que esta invadindo uma propriedade privada? - perguntou-lhefriamente.Ele permaneceu observando-a em silêncio, as mãos na cintura a, mas não se deuao trabalho de responder. Vestia calça de algodão bege muito bem cortada e camisa delinha, muito elegante. Era óbvio que suas roupas haviam custado caro."O comércio de ferro-velho deve estar em alta", pensou Júlia, cínica. "Esse, comcerteza, não era nenhum parente pobre dos Pascoe."Imagino que fale inglês, não?Houve uma pausa, depois o estranho assentiu com um leve movimento decabeça, o rosto impassível, sem demonstrar nenhum tipo de emoção.- Bem já é algo. Então o senhor sabe o que quero dizer com invasão de propriedade privada, não? Meu pai deu permissão ao seu povo para que acampassenessas terras sob certas condições. Sugiro que retorne de onde veio e descubra quais sãoessas condições. E não quero mais vê-lo andando por aqui, entendeu?Desceu do muro e entrou no carro, percebendo, furiosa, que ele nem sequer semovera do lugar. Que audácia a dele! Pelo espelhinho, arriscou uma mirada e viu queele estava rindo dela.“Vou até o acampamento e Loy vai ter de escutar algumas verdades”, pensou,furiosa. "Dá-se a mão a esses ciganos e eles querem o braços.”Tentou acalmar-se quando percebeu que estava acelerando demais o carro.Afinal, era só um incidente sem importância, e era ridículo sentir que poderia estragar sua volta a casa. Pois nada faria com que isso acontecesse. Nem agora, nem nunca.Ambermere seria dela um dia, e ela cuidaria da propriedade com o carinho queseu pai, uma pessoa encantadora, mas desprovida de responsabilidade, jamais o fizera.Ele insistia em chamá-la de Albatroz e ria da fúria de Júlia. O mês que passara com tiaMiriam havia sido um breve intervalo de descanso antes que começasse a trabalhar nosescritórios de Ambermere para aprender a administrar a propriedade. Era isso o quesempre almejara, embora Philip Kendrick acreditasse que ela mudaria de idéia quandotivesse idade para assumir tal responsabilidade.- Veremos como você se sentirá a respeito quando completar vinte e um anos -dissera-lhe.
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