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Capital Intelectual e Sustentabilidade Competitiva

Capital Intelectual e Sustentabilidade Competitiva

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Published by Manuel Beninger
Este artigo se marca com o objectivo de dar um modesto contributo para melhor entendimento do conceito de Capital Intelectual. A economia baseada no conhecimento [EBC], termo designado e cunhado por proeminentes autores da literatura estratégica, é crescentemente influenciada por um mundo globalizado, heterogéneo, cada vez mais competitivo e interdependente.
Este artigo se marca com o objectivo de dar um modesto contributo para melhor entendimento do conceito de Capital Intelectual. A economia baseada no conhecimento [EBC], termo designado e cunhado por proeminentes autores da literatura estratégica, é crescentemente influenciada por um mundo globalizado, heterogéneo, cada vez mais competitivo e interdependente.

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Published by: Manuel Beninger on Dec 20, 2012
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07/15/2013

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Capital Intelectual e Sustentabilidade Competitiva
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“(…) Todos os Homens desejam por natureza o conhecimento (…)” Aristóteles (384-322, AC).Este artigo se marca com o objectivo de dar um modesto contributo para melhor entendimentodo conceito de Capital Intelectual. A economia baseada no conhecimento [EBC], termodesignado e cunhado por proeminentes autores da literatura estratégica, é crescentementeinfluenciada por um mundo globalizado, heteroneo, cada vez mais competitivo einterdependente. Tampouco, as pautas de interacção social, económica e cultural sãoinfluenciadas pelas dimensões civilizacionais em que se inserem. Assim sendo, as actividadeshumanas são condicionadas pelo meio ambiente em que se desenvolvem, pelas seus modosde vida, crenças, valores, princípios e as interacções com o meio ambiente natural. A economiado conhecimento ou economia reformulada em que a constante é a mudança, os equilíbriossão dinâmicos em consequência da turbulência dos mercados, a condição fundamental desobrevivência e crescimento é a capacidade de reacção e adopção da economia à elevadavolatilidade dos mercados e do ambiente em que se inserem. Isto significa, que o êxito e aexcelência organizativa ou económica está dependente da sua capacidade de ajustamento eresposta às novas formas de funcionamento da sociedade, em que os hábitos e exigências dosconsumidores e usuários se alteraram e que ditarão os paradigmas civilizacionais emergentesou em transformação. O elevado grau de incerteza e complexidade, a sofisticação dasnecessidades dos mercados e dos consumidores e a elevada dinâmica das economias,elevado grau de volatilidade, provocam um efeito de erosão competitiva nos factorestradicionais de produção capital, trabalho, recursos naturais-. Este efeito de erosãoprovocado pela incerteza do meio envolvente, alterações das variáveis; económica, politico-legal, sociocultural, tecnológica, Internacional, demográfica e ecológica tem um efeito dinâmicoe escolástico de caracter instantâneo ou temporário (curto prazo ou curtíssimo prazo), que sepode designar de efeitos de “
spreads ambientais
”. Estes factores de produção, deram lugar anovos factores de eficiência competitiva ou vantagem competitiva tais como; (1) incremento dascapacidades tecnológicas, (2) encurtamento do ciclo de vida dos produtos, (3) convergênciaeconómica e social, (4) fronteiras menos definidas entre os sectores de actividade, (5)prevalência dos padrões, (6) fim da intermediação, (7) desregulamentão, (8) novaconsciência ecológica, (9) volatilidade dos mercados, (10) competência internacional, (11)sofisticação das necessidades da demanda. Estes factores de alavancagem competitiva,conduziram a um novo modo de competir das organizações e das economias, conduzindo auma mudança radical nas estruturas económicas e no meio social, configurando o surgimentode uma nova sociedade e de uma economia baseada no conhecimento [EBC]. Deste modo, orecurso estratégico mais importante deixou de ser o capital físico e financeiro, e passou a ser oconhecimento o recurso estratégico fundamental na criação de valor económico, que asseguraa sustentabilidade competitiva. Isto quer significar, que os gestores e decisores deverão alocar o conhecimento para uso produtivo, como no passado os gerentes afectavam os recursostangíveis (financeiros e físicos) para a actividade da produção. De acordo com distintosautores, o conhecimento é assim o novo capital nas organizações e economias e o elementode diferenciação competitiva. Em consequência da erosão dos factores tradicionais decompetitividade se erosionarem, perante o elevado grau de incerteza do meio envolvente, osmercados são dinâmicos caracterizados por uma dinâmica de equilíbrio o que pressupõe osurgimento de condições dinâmicas ancoradas em novos factores de vantagem competitiva.Tampouco, as economias precisam garantir a sua sustentabilidade de crescimento e criar umadinâmica de vantagem competitiva sustentável em relação à concorrência. De acordo comdistintos autores da literatura estratégica Sanchez e Heene ( 1996) e Hammel (1994), aconcorrência na era da economia baseada no conhecimento não é entre produtos e serviços,mas a competitividade é entre recursos e competências, habilidades e talentos. Ademais, o quediferencia as economias é a capacidade dos seus recursos gerarem valor com a criação denovos produtos, serviços, tecnologias, processos e sistemas. O conhecimento a par datecnologia, informação e comunicação (TIC), constituem os pilares para a designada economiabaseada no conhecimento (Knowledge Based Economy). Tampouco, estes dois pilares,constituem mais valias nas várias economias que se desenvolvem a uma velocidade nuncaanteriormente verificada e que são os elementos diferenciadores competitivos. Vários são osautores da literatura estratégica que definem que as organizações criadoras de conhecimentogeram valor, já que a maior certeza de vantagem competitiva é o conhecimento. Assim sendo,coloca-se a seguinte questão; como as organizações e economias criam vantagem competitivanos mercados em constante mudança? A resposta a esta pergunta se fundamenta na lógica decriação e geração de valor económico. Distintos autores definem as organizações comocriadoras de valor em lugar de apropriadoras de valor económico. A este respeito, existem dois
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pressupostos distintos mas correlacionados onde estão ancorados dois construtos quepostulam a teoria das organizações e que são os seguintes; a teoria evolucionista e a teoria daqualidade total (TQM). A teoria evolucionista baseia-se na teoria da evolução das espécies queafirma que as espécies biológicas evoluem ao longo do tempo, através da criação de variaçõesfavoráveis que lhes permitem adaptar-se às alterações do ambiente natural. Em contraposição,a teoria da qualidade total (TQM) consiste em melhorar continuamente os processos, modelos,estilos, sistemas e teorias e por conseguinte os produtos e serviços através do melhoramentocontinuo e gradual dos seus recursos intangíveis (conhecimento, competências, talentos,habilidades etc..) é o desigando (Kaizen). Subjacente a esta taxonomia, está uma atitude querequere o estilo pessoal ou comportamento diante das situações, a sua capacidade e aptidãode sobrevivência e crescimento dentro da turbulência ambiental. Ademais, a atitude representao estilo pessoal de fazer as coisas acontecerem, a forma de comunicarem, de liderar, incentivar e motivar e de levar as coisas para a frente. Este desiderato envolve o impulso e adeterminação de inovar, o empreendorismo, inconformismo com os problemas actuais queassumem uma relevância significativa, criando uma dinâmica de progresso e deste modo valor organizativo, isto é, a convicção de melhorar continuamente. O factor que diferencia estas duasteorias organizativas são os recursos intangíveis (factores de inexistência física). Porquanto,são os recursos intangíveis que contribuem com maior peso para a formação de rendimentoorganizativo. A teoria da qualidade total (TQM), difere da teoria evolucionista pelos seusrecursos intangíveis (conhecimento, qualificação, educação, aprendizagem, formação etc..), jáque a teoria evolucionista dá mais enfoque ao ajustamento, adaptação e reacção às alteraçõesdo meio envolvente, através da criação de variações ou factores favoráveis que permitemsobreviver e crescer face às alterações que ocorrem no ambiente competitivo. A estepressuposto se designa de plasticidade ou flexibilidade competitiva. O recurso que permite asustentabilidade das economias e organizações é o conhecimento, que garante asobrevivência e o crescimento em mercados em constante mutação. As organizações desucesso são as que consistentemente disseminam e criam conhecimento e rapidamente oincorporam em novos conceitos de produtos e servos e tecnologias. A intensidadecompetitiva das economias, resultante do aumento do ritmo da mudança tecnológica, induzuma pressão significativa nas estruturas económicas para quer as organizações produzammais rapidamente e aumentem a velocidade com que esta se desenvolva e aplique oconhecimento. De acordo com proeminentes autores, a mudança nas organizações define-secomo a modificação e transformação da forma de modo que as economias sobrevivam melhor no ambiente. Deste modo, as actividades económicas e organizativas necessitam definir comoas organizações criadoras de conhecimento, cujo único negócio é a inovação contínua esistemática. No actual contexto económico a questão que se coloca é da desvantagemcompetitiva, já que a competitividade e eficiência da organização dependem cada vez mais decondições que requerem estratégias e arquitecturas estruturais económicas e organizativasflexíveis e dinâmicas. A criação do conhecimento está dependente da estratégia dos recursoshumanos, de modo que o novo capital das organizações (o conhecimento das pessoas), orecurso mais valioso, raro, inimitável e insubstituível, são recursos fundamentais e estratégicosnas economias e factor diferenciador de vantagem competitiva face aos concorrentes queassegura a sustentabilidade de uma economia. Ademais, o aumento da flexibilidade estratégicadas organizações, como resposta às mudanças voláteis organizativas, obriga a refletir sobre asformas de criação e de aquisição de novos conhecimentos e competências para o futuro dasorganizações e suas estratégias. Na história económica e social e cultural das sociedadesexistem três eras de transformação humana e social que se divide cronologicamente emsociedade agrícola, industrial e era do conhecimento ou sociedade pós-capitalista ou industrial.Os factores tradicionais de produção deixaram de ser o (capital, trabalho e recursos naturais),que caracterizavam a era industrial dando lugar a actividades geradoras de riqueza baseadasna produtividade e inovação, isto significa a aplicação do conhecimento do saber ao trabalho. Opressuposto nuclear da logica económica que caracteriza a economia baseada noconhecimento, é de que no contexto actual os mercados são voláteis, a sofisticação dademanda e a intensidade competitiva determina que as economias ou organizações exploremas ideias mais rapidamente que a concorrência, renovando-se ou reinventando-secontinuamente. Isto significa, pressupor uma logica de constante mudança geradora e criadorade valor através da constante inovação. De acordo com distintos autores todas organizaçõestêm de se preparar para o abandono de tudo o que fazem, a vitória será das organizações eindivíduos capazes de se reinventarem continuamente. Esta logica determina que as estruturaseconómicas têm de definir as suas estratégias de crescimento e desenvolvimento, baseadas nacriação de valor económico, criando uma dinâmica de inovação permanente. De acordo comGhoshal, Bartlett e Moran (1999), os gestores necessitam definir as suas organizações comocriadoras de valor em vez de apropriadoras de valor. O termo capital intelectual teve a suaorigem na literatura de investigação de Galbraith (1969), em que o capital intelectual significa
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 justamente “intelecto é puro intelecto”, mais tarde incorporado num nível de “acção intelectual”.Distintos autores da literatura estratégica definem conceito de capital intelectual a matériaintelectual, o conhecimento, informação, propriedade intelectual, experiencia que pode ser utilizada para gerar riqueza Stewart (1998). De acordo com Sveiby (1998), definiu o capitalintelectual como activos intangíveis em que o valor desses activos intangíveis só surge deforma indirecta no mercado de capitais (mercado de acções) ou quando a empresa é vendidano mercado de capitais, em que o capital intelectual reside na diferença entre o valor demercado e o valor contábil. Por sua vez, de acordo com Edvinsson e Malone (1998), definem ocapital intelectual através de uma metáfora, em que a organização é representada por umaarvore cujo o capital intelectual é simbolizada pelas raízes dessa mesma arvore, são os activosinvisíveis da organização. Do ponto de vista da sobrevivência e do crescimento sustentável, amaximização do valor da economia organizativa, loca/regional ou nacional deve ser o objectivoestratégico mais importante. Assim mesmo, a gestão do capital intelectual parece desta forma,constituir o activo mais valioso e decisivo onde estão inclusos os factores estratégicos devantagem competitiva. O nível intelectual presente em cada indivíduo pode ser consideradocomo o bem intangível mais importante, pois numa economia de dimensão organizativa oulocal/regional, é o conhecimento do ser humano que garante a diferenciação competitiva dessamesma economia ou mercado e nos procedimentos internos. Todavia, urge a necessidade quea estrutura ecomica organizacional, local/regional ou de um país, adopte medidasestratégicas que estimulem e incentivem o desenvolvimento intelectual. Isto significa, que opressuposto fundamental e de acordo com a teoria baseada nos recursos RBV”, quecaracteriza a economia do conhecimento, a concorrência entre economias deixou de ser entreprodutos e serviços, e a competitividade passou a ser entre recursos, competências e talentosSanchez e Heene ( 1996) e Hammel ( 1994). Ademais, o que diferencia as diversas economiase organizações é a capacidade dos seus recursos estratégicos gerarem valor económico.Tampouco, uma organização económica tem de criar um ambiente saudável e repleto deharmonia, condições necessárias e indispensáveis para o desenvolvimento criativo e inovador das pessoas, já que as rejeições, conflitos e indisposições das pessoas tornam-se nulas, istoporque os recursos humanos estão mobilizados e envolvidos e participam nos objectivos edecisões organizativas, já que estão comprometidos com a sua missão, não sustentando odesejo de novo ambiente. A terminologia capital intelectual teve a sua génese na propriedadeintelectual; os paradigmas do conhecimento de uma organização, reunidos e legalmenteprotegidos, isto é, o conjunto de benefícios intangíveis que agregam valor às organizações. Naliteratura estratégica não existe um construto amplamente e comummente aceite pelacomunidade cientifica, para definir o conceito de capital intelectual. Distintos autores,precursores do desenvolvimento da teoria do capital intelectual, contribuíram com os seustrabalhos para proporem diferentes módulos e taxonomias do paradigma capital intelectual.Nesta contribuição se distinguem dois componentes que são; (1) evidencia da importância docapital intelectual na competitividade de uma economia, (2) estabelecimento de uma relação dehomogeneidade taxonómica que divide o capital intelectual em três blocos; (1) capital humano,(2) capital estrutural, (3) capital relacional, algumas destas taxonomias têm extensão na análiseda performance do capital intelectual a nível nacional. Diversos modelos de capital Intelectualsão apresentados na literatura estratégica, mas o de maior consenso taxonómico é o deEdvinsson e Malone (1997), que é designado de “Skandia Navigator”, propondo adecomposição do capital intelectual em duas componentes, (1) capital humano, (2) capitalintelectual. O capital humano é constituído por todo o acervo de conhecimento, aptidões,valores, experiencia, criatividade, valor acumulado das suas práticas sociais, atitude ecapacidade de relacionamento. Esta componente é a fonte de inovão e renovãoeconómica. O capital intelectual engloba todos os conhecimentos explicitados pelaorganização, isto é, o valor que é deixado na organização pelos seus recursos humanos e queestá configurado por dois corpos taxonómicos; (1) capital organizativo que se subdivide emdois elementos; (1) capital processo - a forma como a empresa agrupa valor através dasdiferentes actividades que desencadeia (2) capital inovarão - possibilidade de maior êxito daempresa em longo prazo através do desenvolvimento de novos produtos e serviços, e capitalclientela ou relacional. São estes os activos relacionados com os clientes, o valor das redesrelacionais entre organizações e os seus clientes com a fidelização, a capacidade deestabelecer equipas mistas. O capital intelectual é o activo ou recurso estratégico maisimportante na economia do conhecimento ou sociedade pós-capitalista, é o factor competitivodiferenciador entre as diversas economias (organizativa, empresarial, local/regional e nacional),pois o capital intelectual é o recurso intangível gerador e criador de valor económico, através decriação de novos produtos e serviços e tecnologias comercialmente viáveis. Este escopogarante a sobrevivência e crescimento criando uma dinâmica de crescimento sustentável,conduzindo a um desenvolvimento de longo prazo. A sobrevivência de qualquer economiadepende da sua capacidade de interacção com o meio envolvente. A permanente evolução das
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