mercantil: sempre tivemos um grande conjunto da população "sobrevivendo" às margensdo mercado numa economia de "subsistência", subordinada sem dúvida.Mas há que distinguir. Os experimentos em curso exigem uma conceituação adequada(
desafio conceitual
): não podemos confundir o setor da economia informal (ou seja,atividades de tipo capitalista, porém fora da regulação institucionalizada), mera "sombra"da economia de mercado, com o conjunto de pessoas que se dedica à atividadeseconômicas sem a presença, muitas vezes, de relações de assalariamento, e que dependemda contínua realização do seu próprio fundo de trabalho para sua reprodução (Coraggio).Estas últimas, denominadas de EPS, são atividades (formais e informais)comunitariamente inseridas (ou seja, nelas tem grande peso os laços culturais e asrelações de parentesco, de vizinhança e afetivas) que muitas vezes são realizadas por grupos de mulheres (existe uma perspectiva de gênero na EPS), não motivadas pela idéiade maximização do lucro (o que não significa que este não esteja presente), nãototalmente sujeitas ao mercado (mas interagem com o mesmo) e a controles burocráticos, por meio das quais as pessoas satisfazem suas necessidades cotidianas de formaautosustentável (sem depender das redes de filantropia). Não há que romantizá-las, mastampouco depreciá-las ou superá-las buscando alcançar o
topos
da modernizaçãoocidental. Não resta dúvida que a EPS hoje encontra-se em vigorosa expansão em diversos planos,o que a está levando para novos patamares. Por um lado observa-se a consolidação dosatores pioneiros, em particular dos programas de geração de renda advindos das igrejas(como da Cáritas/CNBB
ou o do SPD da IECLB
) e de organizações não-governamentais (FASE, CESE, CEAPE) – todos apoiados financeiramente, em geral, pelas agências de cooperação internacional, agências estas que, com ainda mais vigor,redobram esforços e recursos para alavancar estas micro-experiências econômico-alternativas. Esta consolidação visualiza-se, particularmente, pela realização de FeirasEstaduais da EPS
organizadas coletivamente pelo conjunto dos atores deste campoatravés de Fóruns regionais e estaduais da EPS
. Entretanto, são ainda incipientes efrágeis as redes de articulações das diferentes experiências, dificultando tanto umintercâmbio quanto um amadurecimento pela reflexão comum dos êxitos e dificuldades, oque leva a um acentuado ritmo de natalidade-mortalidade destas atividades.Aos poucos surge a perspectiva de uma articulação alternativa entre as redes de EPS,tanto num plano nacional quanto entre países. Isto supõe, é claro, que elas estejamminimamente consolidadas nos níveis de base, o que ainda não se evidenciou.
O desafiode se consolidar nos níveis local/micro-regional/estadual
é um dos mais prementes da
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A Caritas, criada em 1956, mantém desde o início dos anos 80 o Projetos AlternativosComunitários – PACs (um Fundo de Mini Projetos que, até 1999, financiou 954empreendimentos apenas no RS, beneficiando mais de 40 mil pessoas).
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O SPD/IECLB (Serviço de Projetos de Desenvolvimento da Igreja Evangélica de ConfissãoLuterana), criado em 1966, oferece apoio técnico-financeiro para projetos populares-comunitários de geração de renda.
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O pioneirismo das Feiras no Brasil está no Rio Grande do Sul, particularmente em Santa Mariaonde, a partir da iniciativa do Projeto Esperança, ocorreram desde 1994 sete feiras estaduais docooperativismo alternativo. Já em Porto Alegre realizaram-se duas (1998 e 2000) feiras daEconomia Popular Solidária do Rio Grande do Sul, sendo que a segunda incorporou umaPrimeira Mostra Nacional.
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Como o Fórum Metropolitano de Economia Popular Solidária de Porto Alegre (surgido em1996): formado pelas principais organizações envolvidas com a economia solidária na RMPoA,organizou em outubro/1999 a 1
a
Feira Metropolitana de Economia Popular Solidária. EsteFórum, por sua vez, é articulado com o Fórum Estadual da Economia Popular Solidária do RS(também surgido em 1996).
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