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Medeia - Eurípedes

Medeia - Eurípedes

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Published by Felipe Rocha
Medeia - Eurípedes
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EurípedesMedeia
 
  Introdução
A lenda de Medeia era muito antiga na mitologia grega, uma vez queessa figura se encontrava ligada à expedição dos Argonautas,, que já deviaandar na gesta dos aedos antes da composição da própria
Odisséia.
Por issomesmo, não é de estranhar que a história da princesa bárbara, que ajudara Jasãona conquista do velo de ouro e o seguira para Corinto, através de mildificuldades, se tenha desdobrado numa pluralidade de incidentes, por vezescontraditórios. Em algumas dessas versões, aparece já a morte dos filhos, oucausada pelos Coríntios, ou motivada acidentalmente pela própria mãe. Talvez,como supõem alguns, Eurípides tivesse dado o passo seguinte, de atribuir aMedeia o plano e execução desse ato, para castigar a infidelidade do marido. Ocerto é que, a partir desse ano de 431 a.C., em que a tetralogia a que pertencia anossa peça ficou num modesto terceiro lugar no concurso das GrandesDionísias, não mais esse novo elemento se desligou da história da feiticeira daCólquida.Mas o crime de Medeia é o culminar de um processo que se vaidesenvolvendo com implacável violência desde o princípio do drama. Logo nocomeço do prólogo, quando a ama faz o retrato de sua senhora, depois deabandonada e traída pelo homem a quem tudo sacrificara, nós compreendemosque a sua reação vai ser terrível. E,, desde que Medeia entra em cena, noprimeiro episódio,, até aos breves momentos em que a deixa, já no final da peça,nós assistimos às suas diligências para segurar a vingança (cena de Creonte, noprimeiro episódio; diálogo com Jasão, no quarto episódio), ou aos amargosmonólogos em que se dilacera a sua alma, presa entre a sede de revindita e oamor maternal. Assim a psicologia da protagonista domina todo o drama, comas suas alternativas de amor e ódio, as sua atitudes de incontida fúria ou decalculada submissão. É um ser humano agitado por uma paixão indomável - tãohumano,, que o motivo dos poderes mágicos é quase completamente esquecido,e apenas aflora uma vez, nos venenos dos peplos com que mata a sua rival.Porém, ao chegar ao final da tragédia, a figura de Medeia evade-se do paláciono carro do Sol, como se fosse um
deus ex machina
; e, tal como se fora umadivindade, institui o culto dos filhos de Corinto. Todos estes processos,correntes nas peças de Eurípides, podem parecer ao leitor moderno como umaestranha maquinaria, sobre a qual pesa demasiado a marca do tempo. Masrepresentam, na verdade, um regresso da pessoa da protagonista aos quadros
 
míticos de onde proviera, ligando simultaneamente a peça a uma tradiçãoreligiosa local.

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