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Recuperação Química de Pastagens Degradadas

Recuperação Química de Pastagens Degradadas

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Recuperação de pastagens via métodos químicos
Recuperação de pastagens via métodos químicos

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Published by: Newton de Lucena Costa on Feb 06, 2009
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07/26/2010

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Recomendações Técnicas 
45 
ISSN 1415-0891Novembro, 2002 Porto Velho, RO 
Recuperação de Pastagens Atravésde Métodos Químicos
Newton de Lucena Costa
1
Claudio Ramalho Townsend
2
No processo tradicional de formação e utilizaçãode pastagens cultivadas na região Amazônica,após a queima da floresta, grande quantidade denutrientes são adicionados ao solo através dascinzas, aumentando consideravelmente suafertilidade, elevando o pH em pelo menos umaunidade e praticamente neutralizando o alumíniotrocável. Nutrientes como o cálcio e magnésio semantém em níveis bastante elevados. Emconseqüência, a saturação por bases dificilmenteé inferior a 50%. O potássio permanece mais oumenos estável, em níveis satisfatórios paramanter a produtividade das pastagens. A matériaorgânica e o nitrogênio permanecem em níveisaceitáveis, apesar das periódicas queimadas. Noentanto, os teores de fósforo (P), a partir do quartoa quinto ano do estabelecimento das pastagens,declinam acentuadamente, até atingir níveispraticamente indetectáveis, como se verifica empastagens com mais de dez anos de utilização. Abaixa disponibilidade deste nutriente tem sidoidentificada como a principal causa para ainstabilidade das pastagens cultivadas naAmazônia. O alto requerimento de P pelasgramíneas cultivadas, associadas com perdaspela erosão, retirada pelos animais sob pastejo ea competição que as plantas invasoras exercem,resulta na queda de produtividade e aconseqüente degradação das pastagens.Em diversas localidades da Amazônia foramconduzidos experimentos em áreas de pastagensdegradadas com o objetivo de se avaliar o efeitode macro e micronutrientes na produção deforragem de diversas gramíneas (
Brachiaria decumbens 
,
B. humidicola, B. brizantha 
cv.Marandu,
Panicum maximum 
cvs. Tanzânia,Vencedor e Centenário,
Pennisetum purpureum 
e
Hyparrhenia rufa 
) e leguminosasforrageiras (
Stylosanthes guianensis 
,
Centrosema pubescens 
,
Arachis pintoi 
,
Acacia angustissima 
,
Leucaena leucocephala 
e
Desmodium ovalifolium 
). Para todas asespécies, o nutriente mais limitante foi o P,cuja ausência na adubação completaproporcionou as mais drásticas reduções norendimento de forragem. Os efeitos de K, S,Ca e micronutrientes foram menosacentuados, embora em outros estudos aaplicação de níveis mais altos de P (150 kgde P
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 /ha) implicaram no aparecimento desintomas de deficiência de K, sugerindo que,nesses casos, a adubação potássica possaser necessária.Na Amazônia Legal, resultados relevantestêm sido obtidos com a utilização dafertilização fosfatada como componente deum pacote tecnológico visando a recuperaçãode pastagens degradadas. Numa pastagemde
P. maximum 
com cerca de 13 anos deestabelecida e uma biomassa vegetalcontendo mais de 75% de plantas invasoras(plantas herbáceas, semi-arbóreas earbustivas), a limpeza (roçagem), queima eadubação com 50 kg de P
2
O
5
 /ha (metade naforma de superfosfato simples e metade na dehiperfosfato) reduziu a 5% a participação das
1
Eng. Agrôn., M.Sc., Embrapa Rondônia, Caixa Postal 406, CEP 78900-970, Porto Velho, Rondônia
2
Zootec., M.Sc., Embrapa Rondônia
 
Recuperação de Pastagens Através de Métodos Químicos 
plantas invasoras, em contraste com cerca de50% quando apenas a limpeza e queima foramefetuadas.A determinação dos níveis mais adequados dafertilização fosfatada, para a recuperação depastagens, tem sido objetivo de diversosexperimentos conduzidos na região Amazônica.Em geral, observa-se que a aplicação depequenas quantidades de P (25 a 35 kg deP
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5
 /ha) resultam, em pelo menos, o dobro daprodução de forragem em pastagensdegradadas. Embora se verifiquem aumentosgradativos no rendimento de forragem com aaplicação de doses maiores, pelo menos à curtoprazo (um a dois anos), não há necessidade deadição de quantidades superiores a 50 kg deP
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5
 /ha.Na região Amazônica, predominam solosácidos, com baixo conteúdo de P disponível eelevada saturação por alumínio e,consequentemente, apresentam altacapacidade de fixação de P, implicando emmenores taxas de absorção pelas plantasforrageiras. Logo, a utilização de fosfatos derocha, como fonte de P, surge como umaalternativa tecnicamente viável, considerando-se que sua eficiência agronômica, notadamenteas taxas de dissolução, são estimuladas pelaacidez do solo. Ademais, geralmente, estesapresentam menor custo unitário e maior efeitoresidual. Recomenda-se o uso combinado defontes de P com alta e baixa solubilidade. Destemodo, a fonte mais solúvel forneceria, à curtoprazo, o P necessário para o rápido crescimentoinicial, período crítico de competição com asplantas invasoras. A fonte menos solúvel(fosfato de rocha) liberaria o P paulatinamente,possibilitando maior persistência da pastagem.O uso tanto do superfosfato triplo como dosuperfosfato simples, aplicados isoladamenteou combinados entre si, e/ou em combinaçãocom fosfato de rocha parcialmente acidulado, semostraram eficazes no aumento daprodutividade de forragem da pastagem, ficandoa escolha das fontes na dependência de seuscustos. A relação 1:1, entre a fonte mais emenos solúvel, mostrou-se mais efetiva emcomparação com 1:2 e 2:1.A adubação fosfatada, ao incrementar adisponibilidade de forragem das pastagensdegradadas e, consequentemente, da suacapacidade de suporte, geralmente,proporciona um melhor desempenho produtivodos animais. No Pará, pastagens de
P.maximum 
recuperadas com a aplicação de 50kg de P
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 /ha e a introdução de leguminosas(
P. phaseoloides 
,
S. guiananeis 
e
C.pubescens 
), apresentaram uma capacidade desuporte de 0,8 animal/ha e um ganho de pesode 191 kg/ha/ano, comparativamente a 0,4animal/ha e 92 kg/ha/ano registrados napastagem degradada. Em Rondônia, utilizando-se os mesmos tratamentos, pastagensrecuperadas de
H. rufa 
apresentavam umdesempenho produtivo 46% superior ao dapastagem degradada (292 vs. 201 kg/ha/ano). Aaplicação de 50 kg de P
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5
 /ha,independentemente da carga animal utilizada(1,8 ou 3,2 animal/ha), foi suficiente paraincrementar significativamente a disponibilidadede forragem de pastagens degradadas de
B.humidicola 
, a qual refletiu positivamente nodesempenho animal, proporcionando maioresganhos de peso, tanto por animal (128 vs. 166kg/na) quanto por área (306 vs. 404 kg/ha/ano).A fertilização fosfatada consiste numa práticaindispensável à recuperação da capacidadeprodutiva das pastagens. Em geral, aplicaçõesperiódicas de pequenas quantidades de fósforo(25 a 50 kg de P
2
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5
 /ha), no mínimo a cada doisanos, notadamente após o quarto a quinto anode sua implantação, resulta, em pelo menos, odobro da produção de forragem em pastagensdegradadas, com reflexos altamente positivos esignificativos na capacidade de suporte e,consequentemente, no desempenho animal. Noentanto, a adoção de práticas de manejo queenvolva a utilização de germoplasma forrageirocom baixo requerimento de nutrientes e comalta capacidade de competição com as plantasinvasoras e sistemas e pressões de pastejocompatíveis com a manutenção do equilíbrio doecossistema, podem ser considerados como achave para assegurar a produtividade daspastagens cultivadas por longos períodos detempo, nas áreas de floresta da regiãoamazônica.

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