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Direito Penal - 07 - Conduta, Espécies, Teorias do Dolo, Espécies de Dolo, Crime culposo

Direito Penal - 07 - Conduta, Espécies, Teorias do Dolo, Espécies de Dolo, Crime culposo

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Conduta, Espécies, Teorias do Dolo, Espécies de Dolo, Crime culposo
Conduta, Espécies, Teorias do Dolo, Espécies de Dolo, Crime culposo

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 LFG – PENAL – Aula 06 – Prof. Rogério Sanches – Intensivo I – 10/03/2009
REVISÃO DA AULA PASSADA:
Prevalece que o crime é fato típico, ilícito e culpável. Mas isso não é unânime.
O objetivo é analisar o primeiro substrato do crime, qual seja, o fato típico.
O fato típico é constituído de conduta, resultado, nexo causal e tipicidade.
Dentro do fato típico, nosso objetivo inicial é esgotar a análise da conduta, ou seja o primeiro requisito do primeiro substrato do crime.
Para a teoria causalista, o que é conduta? É um movimento humano voluntário causador de modificação no mundo exterior. Isso é conduta.
Teoria Causalista
– Se vc perguntar para um causalista o que é conduta, ele vairesponder: É um movimento humano voluntário causador de modificação no mundo exterior.Mas esse movimento não está dirigido a nada? Nada. Aquilo que ele quis com o seu movimento,eu vou analisar na culpabilidade. E mais: se eu fiz apenas de um movimento voluntário causador de modificação no mundo exterior é que os tipos penais são objetivos. Tipos penais não admitemvaloração e não tem que perquirir finalidade de ninguém. Um tipo penal objetivo. “Matar alguém, ponto.”1.O dolo e a culpa, para a teoria causalista eso na culpabilidade.2.Os tipos penais são sempre objetivos – ela não reconhece elementos subjetivose/ou normativos.
Teoria Neokantista
– tem base causalista. E o que vem a ser conduta para essa teoria? Seela tem base causalista, conduta é a mesma coisa: movimento humano voluntário, causador demodificação no mundo exterior.Três observações importantes:1. Se o causalismo, quando falava em conduta, falava em ação, o neokantismo, fala emcomportamento. Para ele, conduta abrange ação e omissão. O causalismo o abrangia aomiso. O que evoluiu do causalismo para o neokantismo, que tem a mesma base? Ocausalismo é capenga quanto ao crime omissivo. O neokantismo abrange o crime omissivo aofalar em 'comportamento.'2. agora vejam: o dolo e a culpa permanecem na culpabilidade. Não é na conduta que vcvai analisar o dolo e a culpa. A exemplo do causalismo, não é na conduta que vc vai analisar afinalidade no neokantismo. A finalidade do agente vc vai analisar na culpabilidade.3. O causalismo só admitia no tipo elementos objetivos. Ele não admitia elementossubjetivo, não admitia juízo de valor. E o neokantismo? O neokantismo admite. Não tem comonegar que alguns tipos penais demandam juízo de valor: O que é documento? Documentodemanda juízo de valor. O que é justa causa? Justa causa demanda juízo de valor. O que é (ouera) mulher honesta? Isso também demanda juízo de valor. Assim, o neokantismo admiteelemento não objetivo no tipo.caiu em concurso: qual é a diferea do causalismo para o neokantismo? Oneokantismo tem base causalista. A conduta é basicamente a mesma para os dois: com uma pequena diferença: a conduta no causalismo é para os crimes comissivos porque conduta é 'ação'.78
 
 LFG – PENAL – Aula 06 – Prof. Rogério Sanches – Intensivo I – 10/03/2009
 No neokantismo não. Percebendo que o causalismo, esqueceu da omissão, o neokantismo preferefalar em comportamento, que abrange a ação e omissão.Seque o dolo tem diferea entre os dois? o. Em ambos o dolo esnaculpabilidade. A diferença seguinte reside nos elementos do tipo. Causalismo só trabalhava comtipos objetivos. Se o tipo tivesse elementos que não fossem objetivos, o causalismo chamava detipo anormal. Já o neokantismo, reconhece no tipo penal elementos outros que não os subjetivose objetivos. Mulher honesta é um termo não objetivo.
Teoria Finalista
– Depois vimos que a evolução maior veio com a teoria finalista. Para ateoria finalista, o que é conduta? É o movimento humano voluntário (Pára e presta atenção: por enquanto: alguma dessas teorias conceitua conduta como não sendo um fato humano voluntário? Não. Pode-se dizer que até o momento o fato humano voluntário é um denominador comum?Sim. Por enquanto, todas falam em movimento voluntário) tipicamente dirigido a um fim. Para ofinalismo, conduta, sem dúvida, é voluntário, mas a grande diferença: “tipicamente dirigida a umfim.”Observação: a partir do momento que se diz que conduta é movimento tipicamentedirigido a um , significa que é na conduta que se analisa a culpabilidade. Com a teoria finalista, pois, o dolo e a culpa migraram da culpabilidade para o fato típico. E aqui, pessoal,definitivamente, o finalismo reconhece elementos objetivos, normativos e subjetivos do tipo. Otipo tem elementos percebidos sem qualquer juízo de valor, tem elementos que demandam juízode valor e tem elementos que demonstram uma finalidade especial do agente.Isso fica fácil de entender numa frase do finalismo cutucando o causalismo. O que é isso?Vc causalista, é cego, não enxerga o que a conduta quer. Eu, finalismo, sou vidente. Isso já caiuem concurso:
“A quem se atribui a seguinte frase: 'o causalismo é cego, eu sou o vidente'?”
Aresposta: ao finalismo.
“Vc, causalista, olha a conduta sem saber o que ele queria, eu, finalista,enxergo a conduta analisando o que o agente queria.”
 
Teoria Finalista Dissidente
– Qual é a principal coisa que o finalismo dissidente faz?Ele retira do crime a culpabilidade. O dissidente é um finalista que discorda da natureza jurídicada culpabilidade. Dentro do finalismo, há uma dissidência que diz:
“eu concordo com tudo o quevc fala, menos com o tratamento que vc dá à culpabilidade. Eu acho que a culpabilidade não pertence ao crime, ela é apenas um pressuposto de aplicação da pena.”
Ele em pouca coisadiscorda, mas nessa pouca coisa, muda muito.
Teoria Social da Ação
– O que é a conduta para a teoria social da ação? Ela mantém aculpabilidade como substrato do crime. O que o finalismo dissidente tirou, ela devolveu. A teoriasocial da ação mantém a culpabilidade como substrato do crime. Ela, então, é tripartiti. O que éconduta para a teoria social da ação? Movimento humano voluntário (até agora eu não deixei decolocar movimento humano voluntário em nenhuma teoria. É um denominador comum. Guardeessa expressão), ciclicamente dirigido a um fim socialmente relevante. Ela não perdeu nada dofinalismo. Ela só acrescenta. O dolo e a culpa na teoria social da ação permanecem no fatotípico. Porém, para ela, o dolo e a culpa voltam a ser analisados na culpabilidade. A grandediferença do finalismo para a teoria social da ação é que esta analisa a conduta de acordo com oque é socialmente ou não relevante. E é a grande crítica que se faz a ela. O que é socialmenterelevante? Eu não sei o que é.79
 
 LFG – PENAL – Aula 06 – Prof. Rogério Sanches – Intensivo I – 10/03/2009
 Nós terminamos a aula falando das condutas segundo a teorias modernas, da década de70, chamadas funcionalistas. Atenção: a penúltima teoria.
Teoria Funcionalista Teleológica
– tem como idealizador, Roxin. O que Roxin fez como conceito analítico de crime, que é a única crítica que se faz a ele? Ele trocou culpabilidade por reprovabilidade. Por que Roxin, que foi brilhante na sua teoria, fez isso? Para Roxin,culpabilidade não integra o crime, é mero limite da pena. Para ele, culpabilidade aparece comolimite da pena. O que pertence ao crime é a reprovabilidade que é constituída de imputabilidade, potencial consciência de ilicitude, exigibilidade de conduta diversa e necessidade da pena. Aculpabilidade não pertence ao crime, mas a culpabilidade. A culpabilidade é o limite da pena etão-somente. O conceito de conduta de Roxin é perfeito: conduta é movimento humanovoluntário (todo mundo disse isso) causador de relevante e intolerável lesão ou perigo de lesãoao bem jurídico tutelado. Mudou de lugar o dolo para ele? A culpa mudou de lugar? Não. Dolo eculpa permanecem no fato típico. E qual é a grande confusão que traz Roxin? O direito penaltem como finalidade proteger bens jurídicos indispensáveis ao homem. É isso que faz o direito penal. Ele não protege tudo, mas só o que é relevante. Ele trabalha, pois, com política criminal.Ele trabalha com o prinpio da insignificância, por exemplo. Se perguntarem sobre ofuncionalismo teleológico, é preciso lembrar da reprovabilidade, que é a crítica que se faz a ele,que a conduta manteve o mesmo conceito e que o dolo e a culpa permanecem no fato típico, queo direito penal protege bens jurídicos indispensáveis e que trabalha com política criminal.
Funcionalismo Radical ou Sistêmico
– a última teoria estudada na aula passada, tevecomo defensor Jacobs. Jacobs corrige a reprovabilidade de Roxin devolve ao terceiro elementodo crime a culpabilidade. Para Jacobs, conduta é, como para todos, movimento humanovoluntário. A preocupação de Roxin eram bens jurídicos. E a de Jacobs? A preocupação dele nãoé com bem jurídico, mas com o sistema. A função do direito penal é proteger e resguardar osistema. Então, conduta, é o movimento humano voluntário violador do sistema, frustrando asexpectativas normativas. Ele não se preocupa com bens jurídicos, mas com o império da lei.Dolo e culpa para Jacobs mudaram de lugar? Não. Continuam no fato típico. Se a finalidade dodireito penal, para ele, é resguardar o sistema, significa que ele não trabalha com políticacriminal. Vcs acham que Jacobs vai permitir o princípio da insignifincia? Não porqueinsignificante ou não, violou o sistema do mesmo modo. Foi na teoria dele que nasceu o Direito penal do Inimigo. Vc, que violou o sistema, deve ser tratado como inimigo. Ele pune atos preparatórios, trabalha com crimes de mera conduta, de perigo abstrato, etc. O direito penal doinimigo reduz direitos e garantias fundamentais. É um direito reducionista.
Doutrina que prevalece
Qual das sete doutrinas que estudamos prevalece? Na doutrina e na jurisprudência ainda prevalece o finalismo clássico. Concurso em SP, salvo defensoria pública, cai o finalismodissidente.
“A doutrina moderna trabalha com o funcionalismo teleológico, mas corrige o conceitoanalítico de crime para Roxin, retirando a reprovabilidade e devolvendo a culpabilidade.”
MPF, por exemplo, nos últimos concursos trabalhou com funcionalismo teleológico.MP/MG trabalha com funcionalismo teleológico. MP/MG: funcionalismo na cabeça.80

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