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36580897 f MALATESTA a Logica Das Provas Em Materia Criminal Testemunhas

36580897 f MALATESTA a Logica Das Provas Em Materia Criminal Testemunhas

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"FICHA RESUMO/ANALÍTICA DE OBRA CIENTÍFICA"
01. NOME COMPLETO DO AUTOR DO FICHAMENTO:Vilian Bollmann02. OBRA EM FICHAMENTO:MALATESTA, Nicola Framarino Dei.
 A Lógica das provas em matériacriminal.
Tradução da 3
a
edição de 1912, por Waleska Girotto Silverberg. Conan Editora,1995. v. 2, p. 19-99.03. ESPECIFICAÇÃO DO REFERENTE UTILIZADO:Registrar, por esquemas, a suma dos principais tópicos abordados pelo Autor acerca da credibilidade da prova testemunhal.04. RESUMO DO LIVRO:
- Presunção de veracidade dos testemunhos decorrente da presunção social de boa-fé alheia (p. 19/21)- Classificação das testemunhas (22/23)1. Testemunhas escolhidas ante factum: Fazem parte da fé do contrato2. Testemunhas adventícias in factum: Presentes ao fato3. Testemunhas escolhidas post factum: Testemunho pericial sobre fato não perceptível à generalidade das pessoas- Forma de tomada da prova testemunhal:- a fim de mensurar a credibilidade, deve ser oral e em juízo, não se admitindo a leitura de escritos (p. 26/30).- podem ser lidos certos “testemunhos escritos”, mas desde que se atenham ao que deve ser o seu objeto, tais comoa queixa/denúncia (descrição do fato criminoso), a perícia (fatos científicos a que se deve periciar), relatórios, autos ecertidões e interrogatórios anteriores (este pode ser lido na íntegra) (p. 31/38).- Credibilidade da prova testemunhal- A credibilidade da testemunha não decorre de forma matemática (p. 39/41)-
Deve ser medida pela conjugação de três critérios
: (1) Sujeito; (2) Forma e (3) Conteúdo (p. 41/42).
(1) Avaliação quanto ao sujeito
(p. 42/62) =
credibilidade subjetiva do depoimento
- A testemunha deve preencher duas condições:(A) poder saber a verdade = não se enganar (B) querer dizer a verdade = não querer enganar - Quanto à possibilidade de preencher estas condições, as testemunhas podem ser classificadas.(1.i)
Testemunhas inidôneas
. Certamente irão se enganar ou querer enganar (p. 43/52)(1.i.a)
Inidoneidade por deficiência intelectual ou sensória
- Mentecaptos- Crianças que não conseguem perceber a realidade(1.i.b)
Inidoneidade por condições morais
- Dever moral por parentesco com o acusado- Dever moral por segredo confidencial(1.ii)
Testemunhas idôneas
(p. 52/59)(1.ii.a)
suspeitos
: têm, conforme o caso concreto se aparece ao juiz, razões pessoais que põem em dúvidasua credibilidade:- Suspeição sensorial- Idade imatura, embora idônea- Fraqueza de inteligência- Suspeição moral (p. 55/59)- por 
motivos absolutos
de deficiência moral: pessoas já condenadas por crimes querevelem deficiência moral que releve o senso de não mentir, tais como falsificador, ofuncionário público corrupto etc.- por 
motivos relativos
em razão de paixões humanas, seja o amor a si próprio(acusado, ofendido e pessoas que possam ter vantagens ou desvantagens com acausa), o amor aos outros e o ódio aos outros:(1.ii.b)
não-suspeitos
:
porém, embora indiquem uma necessidade de atenção aos testemunhos, as causas de suspeição não excluemtotalmente a veracidade, devendo, por isso, ser aferidas caso a caso (p. 59/60)
 
- deve-se aferir também a capacidade intelectual do depoente em face dos fatos sobre os quais depõem, já que estespodem ser simples, mas também podem ser complexos (61/62).
(2) Avaliação quanto à forma
(p. 63/78)- refere-se ao modo como foi expressado o depoimento (63)- Há formas que provocam suspeita (63/65):-
animosidade
demonstrada pelo depoente;-
afetação
, ou seja, o uso de linguagem não natural, pois “
a linguagem da verdade, ao contrário, é semprenatural, porque não revela esforço nem estudo; a arte mais fácil é a de dizer a verdade
” (64);-
 premedita identidade
, que, embora não seja um motivo absoluto, pode indicar o conluio para mentir (65)- Há formas que a lógica criminal aconselha (65/74)-
natureza judicial 
, isto é, deve ser colhida diretamente pelo magistrado que irá decidir; difere, por isso, da
quase-judicial
, que é a prova colhida por um juiz para que outro decida e da
extrajudicial
, que é a colhidapor particular (66/69)-
 publicidade
, (69)- Sobre a maneira de conduzir o depoimento pelo magistrado (75/77)-
sugestões lícitas
: ajudam a desvendar a verdade quando a testemunha entra em minúcias e não abordaos fatos principais; pode ser direta e expressa ou dubitativa;-
sugestões ilícitas
: sugerem a resposta sem transparecer faze-lo
(3) Avaliação quanto ao conteúdo
(78/93)- A avaliação quanto ao conteúdo é um critério intrínseco ao depoimento e a quanto ao sujeito ou à forma sãoextrínsecos (78/80)- A avaliação quanto ao conteúdo revela-se sob os seguintes aspectos (80/):-
Credibilidade
: refere-se aos fatos narrados e ao modo de percebe-los; (80)-
Verossimilhança
: refere-se à probabilidade do depoimento frente à realidade da experiência comum(80/82)-
Imperfeições sensíveis genéricas
, que se referem ao fato percebido, e não ao sujeito que o percebe,este é condição subjetiva, aquele, como as ilusões óticas, são objetivas (82/85);-
Contradição no próprio depoimento
, que pode ser tanto em relação ao fato principal, quando perde ovalor de convencimento, ou a fatos acessórios, quando, então, perde parte do seu valor (85/86);-
Conteúdo determinado
(= detalhado), isto é, indicando o fato nas suas circunstâncias principais, e nãode forma indeterminada ou genérica (86/87);-
Razão de conhecer 
, ou seja, detalhar porquê e como o depoente soube do fato (87/88); mas em certoscasos, a testemunha do “ouvir dizer” pode ser valiosíssima, embora seja prova da prova (88/89).-
Contradição entre dois depoimentos da mesma testemunha
, a credibilidade deverá ser aferida tantosob o aspecto de a contradição ser relativa a fato principal ou sobre circunstâncias que deveriam deixar forte impressão quanto pelas razões afirmadas para a alteração (89/91);-
Contradição entre duas testemunhas
, se relativa a fato principal, ambas perdem a credibilidade, mas sefor sobre fato acessório, deve-se aferir se a contradição pode ser acidental, ou seja, se admissível no casoconcreto (91/93);-
Testemunho clássico
(93/97)- Conceito: é o que não apresenta defeitos de credibilidade em razão do sujeito, forma ou conteúdo (93)- Embora seja base legítima para certeza judiciária, o testemunho clássico tem certos limites: (94/97)-
Limite da singularidade
: Um único testemunho contra a palavra do acusado não serve para condenar este sem que haja outras provas, ainda que indiretas (94/95);-
Limite da materialidade do corpo de delito
: o testemunho não supre a necessidade de prova damaterialidade dos delitos que deixam vestígios, salvo se provada a destruição do próprio corpo de delito(96/97);-
Limites da lei civil
: fatos que implicam violação a direito civil são limitados às formas que o direito civilexige para a prova da existência do direito (97);
05. ANÁLISE/CRÍTICA DO CONTEÚDO LIDO:(Apresentar as apreciações do fichador, através de análise e críticas coerentes ecientificamente responsáveis, sustentadas nas idéias do próprio fichador e/ou em outrostextos, os quais serão devidamente referenciados cf. a ABNT, no corpo deste item ou emnotas de rodapés da ficha)06. OUTRAS OBSERVAÇÕES:(A ser preenchido com outros registro que o fichado julgar convenientes - éitem opcional).

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