1De Eudoxo à Dedekind“Todas as grandes tentativas tendentes a fundamentar uma teoria doconhecimento derivam da busca da certeza do saber humano. Esteúltimo interrogativo, por sua vez, procede do desejo de umconhecimento que apresente foros de certeza absoluta.” [Schlick(1988), p.65]
Por onde se vai
Aqui traçarei alguns pontos históricos da construção do pensamento matemáticorelacionados com o desenvolvimento de conceitos próprios do cálculo diferencial eintegral, do cálculo infinitesimal e da análise matemática. O intuito desta exposição élevantar idéias e formas de pensamentos registradas por algumas leituras de fonteshistóricas sobre a construção do saber matemático.
Em rápidas linhas
O plano: Iniciar pela matemática grega, ao redor de 300a.C., tendo comoreferencial os
Elementos
de Euclides, entre Zenon de Eléia e Arquimedes. Apesar de seresta a ordem histórica, aqui será invertida a ordem de exposição. Inicio com uma passagemdos
Elementos
, em seguida os Paradoxos de Zenon e arremato com a quadratura do círculopor Arquimedes. Então, rumarei para os séculos XVI, XVII e XVIII do continente europeutendo como referenciais os trabalhos e as idéias de: Viète, Fermat, Barrow, Descartes,Cavalieri, Newton, Leibniz, entre outros, passando antes por Thomas Bradwardine eNicole de Oresme (séculos XIII e XIV), para aportar no século XIX com Bolzano, Cauchy,Weierstrass, Heine e Dedekind e alguns outros.Estas passagens históricas vão mostrar um panorama de como a comunidadematemática focava os pontos relevantes na construção das ferramentas da
rainha dasciências
, fundando-os num corpo que se ambicionava único, sem ambigüidades, sem falsossilogismos. Um monólito do pensamento humano. A grande obra. O mesmo ideal queaguçou a Paul Erdös a idealizar
O Livro
, que acabou sendo escrito por Martins Aigner e
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