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VERDADE AO AMANHECER Introdução de Patrick HemingwayTradução de José Lima2.a EdiçãoISBN: 972-20-1922-8
«Em África uma coisa éverdade ao amanhecer e mentira pelo meio-dia e nãodevemos respeitá-la mais do que ao maravilhoso e perfeito lago bordejado de ervas que se vê além da planície salgada crestada pelo sol. Atravessamos essa planície pela manhã e sabemos que tal lago não existe.Mas agora está lá e é absolutamente verdadeiro, belo everossímil.»
 
INTRODUÇÃOEsta história inicia-se num lugar e num tempo que,pelo menos para mim, continuam a serextremamente importantes. Passei a primeirametade da minha vida adulta na África Oriental epude dedicar-me à leitura da história e daliteratura das minorias britânica e alemã que aí viveram pelo curto peodo de duas gerações emeia. Talvez que os primeiros cinco capítulos nãosejam fáceis de seguir nos dias de hoje sem algunsesclarecimentos sobre o que então se passava noQuénia, a Norte do Equador nesse Inverno de 1953-54.Jorno Kenyatta, um africano negro instruído ebastante viajado, um kikuyu que tinha casado comuma inglesa quando vivia na Grã-Bretanha, tinha,no dizer da administração colonial britânica da
 
época, regressado ao seu Quénia nativo edesencadeado uma insurreição de trabalhadoresagrícolas negros, os mau-mau, contra osfazendeiros brancos europeus donos das terras queos kikuyu consideravam que lhes tinham sidoroubadas. É o lamento de Caliban
dA Tempestad  É minha, que me veio de minha mãe Sycorax  Esta ilha que me roubaste! Quando aqui chegaste, A princípio eram só afagos, tudo atenções, e davas-me Agua com bagas dentro; ensínavas-me0 nome da grande luminária e o da mais pequenaQue dia e noite brilham; e ganhei-te assim afeição E mostrei-te então todas as qualidades da ilha:Frescas torrentes, poços salobros, os sítios áridos e
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