Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
0Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Dos marcadores discursivos e conectores - conceituacão e teorias subjacentes (Gláuks)

Dos marcadores discursivos e conectores - conceituacão e teorias subjacentes (Gláuks)

Ratings: (0)|Views: 89|Likes:
Published by Daniel Mazzaro

More info:

Published by: Daniel Mazzaro on Jan 02, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/06/2013

pdf

text

original

 
Gláuks v. 12 n. 1 (2012) 169-203
Dos Marcadores Discursivos e Conectores:Conceituação e Teorias Subjacentes
About Discourse Markers and Connectors: Conceptsand Underlying Theories
 Daniel Mazzaro Vilar de Almeida
1
  Janice Helena Chaves Marinho
2
 
RESUMO
:
 
Este artigo propõe uma revisão de algumas teoriasque conceituam e caracterizam os conectores e os marcadoresdiscursivos, elementos linguísticos que sinalizam, explicitamuma relação coesiva entre dois segmentos textuais e guiam, deacordo com suas propriedades morfossintáticas, semânticas epragmáticas, as inferências que se realizam no momento dacomunicação. Essa revisão teórica trará contribuições daPragmática, da Teoria da Argumentação, da Teoria daRelevância e do Modelo de Análise Modular para que ofenômeno da conexão e os elementos envolvidos nessemecanismo textual sejam bem entendidos e usados futuramenteem pesquisas do campo da Linguística Textual e da Análise doDiscurso, por exemplo.
PALAVRAS-CHAVE
:
 
Marcadores
 
discursivos. Conectores.Conexão. Teorias pragmáticas. Relação coesiva.
1
Doutorando em Análise do Discurso pelo Programa de Pós-Graduação emLinguística da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
2
Doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG). Professora Associada da Faculdade de Letras da Universidade Federal deMinas Gerais (UFMG).
 
Gláuks
170
1 Introdução
 s estudos direcionados a marcadores discursivos(doravante MD) e conectores têm aumentadobastante na área textual com a mudança de foco da estrutura dotexto para seus aspectos discursivos. A partir dos avanços dasemântica, da pragmática e da análise do discurso, observa-seuma tendência a ultrapassar o estudo limitado às estruturasgramaticais da oração e a estender ao texto, já que é nele que oestudo gramatical encontra sua atualização e seu “sentido”(VEZ, 2000, p. 149).Para vários estudiosos, uma das maneiras de alcançar osucesso de que um texto possa fazer sentido é por meio deconexões entre as palavras, frases, orações e parágrafos (ou,como veremos mais adiante, por meio de conexões deenunciados ou membros discursivos). Segundo Escandell(2006), um dos problemas que mais preocupou, primeiramenteos gramáticos e filósofos, e em seguida os pragmaticistas, foi ode descrever o valor dos elementos de conexão entre orações.Enquanto alguns tomaram esses elementos como o ponto centralque articula a teoria da razão, como no caso da conclusão queprocede às premissas de um silogismo, outros se ocuparam deseu funcionamento e de seu valor nas línguas naturais.Então, devido à diversidade de critérios adotados e àsdiferentes proposições metodológicas a partir dos quais se temabordado o estudo dos MD e dos conectores, não se chegou aum acordo em questões básicas como a denominação e definiçãode seu conceito. Por isso, é possível encontrar termos como
marcadores de relação textual, operadores discursivos, enlacesextraoracionais, conectores discursivos, conectores pragmáticos, partículas pragmáticas, partículas discursivas
 etc., referindo-se, muitas vezes, aos mesmos elementos
 
 Dos Marcadores Discursivos e Conectores: Conceituação e Teorias Subjacentes
 
171estudados e, além disso, os conceitos atribuídos a esses termosora se identificam, ora se complementam.Embora os conectores tenham, atualmente, umtratamento muito destacado, faz já algum tempo quedespertaram interesse dos linguistas. Loureiro (2004) apontaque, nos estudos da língua espanhola, Antonio Nebrija, em suagramática datada de 1492, já destacou a existência do que antesse chamavam partículas invariáveis do discurso. Nesse grupo, ogramático incluiu as classes de palavras já conhecidas desde atradição da gramática latina, como conjunções, preposições,locuções prepositivas, entre outras, que estão inseridas nasintaxe oracional, mas que, em certos contextos, não se ajustamà função que lhes são atribuídas habitualmente no marco dasintaxe oracional.Apenas no século XX se identificam certos elementoslinguísticos que não se ajustam às classes gramaticais existentese, pela primeira vez, se analisam as características desseselementos que apresentam usos discursivos, empregosenfatizadores, valores expressivos etc. Gili Gaya parece ser umdos primeiros a dar um nome a esses elementos: os
enlacesextraoracionais
, e os identifica a partir de certas propriedades,como sua veiculação com noções externas à relação depredicação oracional; seu caráter invariável; a heterogeneidadede sua entidade categorial gramatical (conjunções, frasesconjuntivas, interjeições etc.); a versatilidade distribucional demuitos deles (ocupam a posição inicial, média ou final domembro discursivo em que aparecem); sua contribuição aoestabelecimento da coerência e o alcance de uma pluralidade devalores semânticos, em combinação, frequentemente, com ascaracterísticas suprassegmentais adequadas (a entonação,sobretudo); o fato de poderem pertencer a registros diferentes(uns são mais próprios da modalidade escrita e outros da oral); o

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->