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MANUAL DO
ELETRICISTA
1O
Eletricista 
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September 23, 2004
1
Material did´atico, sem fins lucrativos, de conhecimentos gerais e fundamentais de Eletrot´ecnica, visando aforma¸ao de profissionais qualificados em diferentes ´areas do conhecimento e da tecnologia.
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Professor Adjunto do Departamento de Eletromecˆanica e Sistemas de Potˆencia (DESP), Universidade Federalde Santa Maria (UFSM), RS, Brasil. Fone: (55)2208147.
 
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Manual do
Eletricista 
Pref´acio
Dedico este manual `a minha esposa, ao meu filho, aos meus pais, familiares, professores e amigos, quesempre acreditaram e continuam acreditando no Amor.Pretendo apresentar, em um volume, minha experiˆencia profissional na ´area de eletrot´ecnica ao longodos anos. Compreende os fundamentos de eletricidade, eletrˆonica, alculo, os principais componentesel´etricos e eletonicos, as recomenda¸oes de normas, e uma an´alise da conjuntura tecnol´ogica atual e das perspectivas no mundo ecnico de amanh˜a. Pretendo, neste manual, a exemplo dos ’Handbooks’, organizaruma seq¨encia de contudo e experiˆencias profissionais pessoais, que julgo conveniente repetir para outraspessoas interessadas. Corresponde aos principais trabalhos realizados em ensino, pesquisa e extens˜ao.Como podemos ver, este conte´udo pode servir para um curso, como revis˜ao de conhecimentos e pr´aticas, como material de consulta (manual), ou ainda como uma referˆencia bibliogr´afica para uma pesquisa inicialem cada assunto. Mais do que o conte´udo, este manual ´e uma proposta de forma de trabalho, de estudo,de ensino e aprendizagem. Para isto, ´e preciso pensar em ‘aulas’.Inicialmente, vou contar para vocˆes como foram minhas melhores aulas, como aluno ou professor. Asaulas iniciaram com uma prepara¸ao. Geralmente, a aula iniciou com a leitura de um pensamento por partedo professor ou de um aluno da turma. Este pensamento era de algum cientista ou inventor relacionadosao assunto a ser tratado naquele dia. Outras vezes algu´em trazia uma hist´oria sobre o assunto, que foracombinado na aula anterior. Uma vez tivemos at´e artistas para tocar e cantar junto conosco. Foi muitolegal!Depois destes instantes de descontra¸ao e concentra¸ao, o professor relembrou o objetivo geral do curso, da disciplina ou competˆencia, situando aonde chegamos na aula anterior. A turma apresentava suasexperiˆencias ou tarefas combinadas na aula anterior.No momento seguinte, o professor anunciou o tema do encontro, em forma de uma pergunta, lembrandodo “lema” ou no¸ao-n´ucleo (Meirieu, ”Aprender sim ... mas como?”, Editora Artmed) que surgiu na aula anterior, ou falando: “hoje iremos falar sobre tal coisa”. A turma ficava contente, pois era justamente istoque desejava estudar, e sentia que estava no curso certo, fazendo o que gostava. A turma estava como quecolocando o a¸ucar e saboreando um gostoso aperitivo, sabendo que logo viria uma refei¸ao muito saud´avel e gostosa.No momento seguinte, o professor-ator tinha o maior papel: apresentar a refei¸ao que preparou durantea semana. Com esta apresenta¸ao, a turma ativou a mem´oria, a imagina¸ao, os sentimentos, e o racioc´ınio. As suas formas foram t˜ao variadas que nem lembro de todas. Mas, gostaria de destacar:a) palestras - hist´orias, exemplos, casos reais, etc.b) pr´aticas - demonstra¸oes de experencias, apresenta¸ao de equipamentos e materiais, procedimentos ou normas, etc.c) leitura - livros, revistas, artigos, fotografias, entre outros.d) recursos visuais - projetor de slides, transparˆencias no retro-projetor, data-show e filmes.Lembro um dia em que o professor levou um ‘data-show’ e uma apresenta¸ao do ‘power-point’ quepareceu um filme. A turma gostou tanto que pediu para repetir mais duas vezes a apresenta¸ao. Nas duasrepeti¸oes, o professor ia parando o ’filme’ para a turma anotar quest˜oes ou observa¸oes pessoais sobre o assunto. Lembro-me que estas apresenta¸oes n˜ao eram uma simples exposi¸ao de conte´udo, mas era algo diferente, que sempre estava associado ao momento e ao contexto em que a sociedade estava vivendo.Ap´os a apresenta¸ao, passamos para o aprofundamento ou desenvolvimento do assunto. A turma formulava situa¸oes-problema junto com o professor, que certamente j´a tinha uma id´eia preliminar mais elaborada sobre o que iria ser proposto.O professor e/ou a turma lan¸caram perguntas, sugest˜oes e d´uvidas, que fizeram a turma raciocinar. Lembro que muitas vezes as d´uvidas foram t˜ao profundas, que nem o professor tinha respostas. A turmanunca soube se o professor n˜ao sabia mesmo ou n˜ao queria responder, para deixar a turma construir umaresposta pessoal - tomar uma decis˜ao.
 
Manual do
Eletricista 
3Durante estes di´alogos, o professor procurou conduzir a conversa para interligar o assunto do encontrocom o objetivo geral do curso, onde todos compreenderam cada vez mais a posi¸ao do assunto no contextogeral.Nestas aulas nunca faltou a reformula¸ao de quest˜oes deixadas nas aulas passadas. Elas ao foram resolvidas neste momento, mas reconstru´ıdas com o aux´ılio da apresenta¸ao anterior.Uma forma que gostei e acho que tem muito potencial de aplica¸ao ´e a tradu¸ao das quest˜oes ou da situa¸ao-problema na forma de testes objetivos, na forma de m´ultipla escolha ou de um n´umero, um valor, uma quantidade. Isto nos ajudou ter clareza intelectual do problema, e soubemos onde est´avamos, ondequer´ıamos e poder´ıamos chegar. A gente desenvolvia a capacidade de an´alise e s´ıntese, ou seja, desenvolviaa inteligˆencia.Quando este teste objetivo teve objetivo ´unico de avalia¸ao, como s˜ao geralmente aplicados na escola, concursos, etc, as conseq¨encias foram desastrosas. Um professor foi quase suspenso da escola porque aturma pensava que ele queria ’ferrar os alunos’. Infelizmente, estes testes tamb´em em servindo comoforma de sele¸ao para ingresso na universidade, incentivando a concorrˆencia e a competi¸ao em sala de aula, e sendo um dos maiores incentivos para o fracasso geral do ensino.Depois que a turma respondeu os testes objetivos, cada um entregou a grade de respostas para oprofessor, identificando-se por apelido, cognome ou nome. Foi muito divertido, pois vimos como cada umse identifica melhor.Enquanto o professor ia digitando as respostas no computador, uma parte da turma ia terminandode preencher sua grade de respostas e outra j´a estava fazendo sua justificativa pessoal para cada quest˜ao.Quando todos terminaram de fazer a grade de respostas o professor j´a informou, com o aux´ılio de umprograma do computador, os pares com maior afinidade de respostas, e que reunissem as classes paraelaborar uma justificativa em comum de cada quest˜ao.Vale lembrar que existem dois tipos de isolamento:a) o isolamento imposto por aqueles que dirigem o mundo e querem manter as pessoas isoladas, pois seelas estiverem juntas, ”elas come¸car˜ao a ter ieias, a troc´a-las e a aprender com elas, o mesmo que acontece em um laborat´orio cient´ıfico” (Chomsky, Propaganda e Consciˆencia Popular, 2003, p.56).b) o isolamento para refor¸co e consolida¸ao de ieias, do deserto volunt´ario, da op¸ao e da liberdade. Quando t´ınhamos o isolamento consciente ao ´eramos dirigidos por este “falso agrupamento” geradopela “falsa informa¸ao” (Serres, Entrevista no Programa Roda Viva da TV Cultura, 1999), e n˜ao est´avamos ilhados e n˜ao ´eramos aufragos inconscientes como somos hoje.Durante estes breves momentos das minhas melhores aulas pude construir a minha opini˜ao junto coma turma sobre este grande paradoxo que ´e ensinar e aprender. A gente precisava (e precisa) fazer umaescolha por X ou Y para ensinar ou aprender Z. Mesmo que X e Y n˜ao parecessem ter muita correla¸ao com Z, eles fazem parte da complexidade da vida humana. Posso lembrar de arios momentos em que o”isolamento” por X ou Y significou nossa condi¸ao para ensinar e aprender determinado conte´udo. As aulas que partiram deste princ´ıpio de individualidade para o geral foram ´otimas. Depois de discutirdois a dois, os pares foram reunidos com mais outros pares afins, e depois estes grupos de quatro foramagrupando-se com mais outro grupo de maior afinidade. A maior afinidade foi escolhida pelo programa decomputador, que nunca falhou.Depois que todos os grupos de 08 (oito) pessoas elaboraram sua resposta ´unica para cada quest˜ao,passou-se para o debate geral ou semin´ario. O professor anunciou que chegara o instante de cada grupodefender ou reavaliar suas respostas diante do mundo, representado pela maioria da turma. Isto passou aid´eia de responsabilidade da maioria e o desafio para a minoria. Para aumentar mais ainda o interesse, oprofessor tinha 08 coletes coloridos para cada grupo, utilizados normalmente em torneios desportivos.No in´ıcio do per´ıodo letivo, a turma estabelecia regras para o debate, a fim de que falasse um de cadavez, dando a oportunidade a todos de expor seu trabalho, sua opini˜ao, seu conhecimento, seus gostos, etc.Al´em da parte cognitiva, ou do reconhecimento intelectual, desenvolvido anteriormente, o debate permitia
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OL303241 a todos Fiquei muito encantado com o conte303272do e com os muitos dizeres do "manual". Muito mais que um manual, trata-se de um grande relato de experi303252ncias vividas na 303241rea da eletricidade. O anonimato n303243o tira a credibilidade dos buscas em suas p303241ginas algum "conforto" para completar seus conhecimentos. Meus sinceros parab303251ns e agradecimentos por disponibilizar t303243o rico material a todos.

Ola pessoal se possivel me envie um manual do power flex 70 R I/O.

Para baixar o manual primeiramente você deve estar logado, na janela temos a opção Download selecionar o tipo de aruivo ex. DOC ou PDF e salvar no local desejado.

como faço para "baixar" este manual do eletricista. e-mail ederfarias@zipmail.com.br

Olá, gostaria de saber como faço para "baixar" este manual do eletricista. Grato pela resposta.

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