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Uma Canção Inesperada - Cap. 18

Uma Canção Inesperada - Cap. 18

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Published by Lizzie Rodrigues

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01/18/2015

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Uma Canção Inesperada
by Rika Tradução: Lizzie Rodrigues
Uma Canção Inesperada*Capítulo 18*
Elizabeth colocou os braços em volta de seu corpo trêmulo enquanto os passos de Williamdesapareciam. Sua respiração ficou presa em seu peito e ela cerrou os punhos, batendo o péenquanto soltava um grito.Lágrimas não derramadas brilhavam em seus olhos. Ela quase tinha chorado antes de elesair, mas tinha se proibido.
E eu ainda não vou chorar. Ah, que se dane! Por que eu tenho que pensar que talvez ele fosse diferente? Quando vou aprender que abrir meu coração para umhomem é um grande erro?
 
"Eu amo você", disse ele. Mentiroso! O que um homem como William Darcy iria querer com uma ninguém sem dinheiro como eu? Bem, agora eu sei. Um flerte seguido por umadespedida melosa e depois ele volta para sua vida glamourosa. E uma vez que ele tivesse suadiversão, ele teria me abandonado, assim como Michael fez...
 
 Não. Eu não vou chorar.
 Ela não conseguia ficar parada, então começou a andar sem rumo pelo apartamento. Seucaminho logo a levou para a cozinha. A primeira coisa que viu foi o vaso de rosas amarelas sobre amesa.
E pensar que eu não podia suportar jogá-las fora quando começaram a morrer!
 Ela arrancou as flores de seu vaso, gritando de dor quando um espinho perfurou seupolegar.
 Assim como William: atraente na superfície, mas quando você vai mais fundo...
Elaesmagou as flores em suas mãos e empurrou-as para a lata de lixo.Com a adrenalina pulsando em suas veias, Elizabeth andava pelo apartamento à procura deoutros objetos nos quais pudesse extravasar sua frustração. O estojo do CD de William atingiu aparede com um estrondo. O botão de rosa delicado de terça-feira à noite, que tinha estado a pontode abrir, logo estava no chão, suas pétalas rasgadas espalhadas pelo tronco. As rosas brancascremosas que tinham estado na mesa da sala de jantar juntaram-se às amarelos no lixo, e o vaso queadornava sua cômoda logo estava vazio, seus antigos ocupantes despejados sem cerimônia na latade lixo do quarto, uma massa de hastes quebradas e perfumadas pétalas de rosa.Em seguida, seu olhar se fixou na orquídea em sua mesa de cabeceira, e sua frenéticaatividade cessou. Ela embalou o pote com as mãos trêmulas e estudou as flores bonitas, suarespiração rápida e superficial. Em seguida, ela recolocou a orquídea na mesa e levantou o grossopedaço de papel ao lado. Enquanto ela inspecionava a caligrafia precisa de William, gotas de águacaíram sobre a página, e ela percebeu que eram suas próprias lágrimas. Ela se jogou em cima dacama e enterrou o rosto no travesseiro, soluçando, o bilhete de William amassado na mão.____________________________________________________________________________William e Allen tinham um arranjo de longa data projetado para sutilmente comunicar osplanos de William para a noite sem embaraçar sua companhia. Se William quisesse que Allenesperasse, ele simplesmente dizia isso a ele. Mas nas ocasiões em que ele antecipava passar a noiteno apartamento de sua companheira, William saia do carro sem dar a Allen quaisquerinstruções. Esta era a deixa de Allen para esperar 45 minutos no caso de uma mudança de planos,após o que ele estava livre para partir. Este método funcionara bem no passado, poupando os doishomens da vergonha de discutir a vida sexual de William, mesmo que indiretamente, paracoordenar os horários.Pela primeira vez, o arranjo tinha saído pela culatra, deixando William encalhado na rua emfrente ao prédio de Elizabeth. Ele enfiou a mão no bolso para pegar seu celular, quando se lembrou
 
Uma Canção Inesperada
by Rika Tradução: Lizzie Rodrigues
de que ele estava em casa. Não havia táxis à vista, não que ele esperasse ver um nesta ruaresidencial tranquila no meio da noite.Ele suspirou e massageou a testa, tentando banir uma leve dor de cabeça. Ele se lembrou dapiada de Elizabeth sobre o metrô, e estremeceu com a noção de esperar na plataforma com a variadacoleção de nova-iorquinos que seria levada desta parte decadente da cidade tão tarde danoite. Então, novamente, a pé não era mais uma opção atraente. Eram cerca de cinco quilômetros, e,a esta hora da noite, ele provavelmente iria ser assaltado.Apesar de seu desejo sincero de evitar enfrentar a ira de Elizabeth novamente, eleconsiderou tocar a campainha e pedir a ela para chamar-lhe um táxi. Mas uma ideia sóbria desceusobre ele.
Se eu voltar, ela vai saber que Allen não estava me esperando, o que vai provar que euesperava passar a noite. Ela provavelmente estaria irritada o suficiente para me assaltar elamesma.
 Era um mistério como algo tão certo tinha dado errado tão rapidamente. Em um momentoela tinha estado quente e rendida em seus braços, e no outro ele se viu deitado no chão, submetido auma enxurrada de acusações insultuosas. A voz irritada de Elizabeth ecoou em sua cabeça dolorida:
"Você deve pensar que eu sou tão completamente sob o feitiço do grande William Darcy quetudo o que preciso é de algumas mentiras revestidas de açúcar, e eu vou deixar você pegar qualquer coisa que você quiser de mim. Bem, desculpe desapontá-lo. Isso pode funcionar com amaioria das mulheres, mas eu sou feita de um material mais resistente." 
 Seus ombros caíram e ele olhou para a calçada sem ver. Ele não só nunca tinha mentidosobre estar apaixonado, como também nunca tinha dito aquelas palavras para uma mulher atéaquela noite.
E depois dessa experiência, eu nunca as direi novamente.
 Mas esse não era o seu problema imediato. Ele decidiu caminhar até uma rua maismovimentada em busca de um telefone público ou um táxi. Ele não estava familiarizado com estaparte da cidade e nunca tinha prestado atenção ao percurso que Allen fazia para chegar até lá, o queo deixou com pouca escolha além de andar em uma direção aleatória e esperar pelo melhor.
 Meusegundo passeio pela cidade esta noite.
 Uma buzina à distância propôs-lhe uma estratégia melhor - seus ouvidos poderiam levá-lopara onde ele precisava ir. William escutou atentamente, escolheu uma provável direção e começoua andar. Enquanto ele andava, ele se atormentava repetindo sua briga.
"Uma garota em cada porto, para que você nunca tenha que dormir sozinho." 
 Para seu desgosto, muitas pessoas acreditavam naquele estereótipo, como se ele fosse ummúsico de rock bad boy. Mas os músicos clássicos não eram estrelas do rock, e em qualquer caso,ele tinha escolhido conduzir-se com bom gosto e discrição.
E como recompensa eu sou tratado comdesprezo.
 Ele ouviu sua voz novamente, infligindo-se uma nova tortura:
"É melhor você encontrar alguém que o satisfaça." 
 Como se ele simplesmente quisesse encher sua cama, e não se importasse comquem. William sentiu a bílis de raiva amarga subindo em sua garganta, e ele acolheu-o como umaalternativa para o desespero que ameaçava dominá-lo.
Quem é ela para me tratar com tantodesdém, para fazer todas essas acusações infundadas?
 
E como no mundo ela podia negar que tinha sido um parceiro disposto no que estávamos fazendo? Nesse caso, por que ela estava gemendo e me tocando e me beijando? Mas então, derepente, ela agiu como se eu a tivesse imobilizado no sofá e a forçado.
 Cerca de um quarteirão à frente, William podia ver o que parecia ser um cruzamento bemiluminado. Aliviado, ele aumentou o ritmo e logo chegou à esquina. Sua cabeça latejava, seja deemoção ou do uísque, ele estava incerto, e seu estômago estava enjoado. Ele se sentiu instável emseus pés, e soltou um suspiro irritado.
Só o que eu preciso. Uma tontura quando eu estou aquisozinho.
 Em seguida, ele o viu - um táxi desocupado sair de um lava jato menos da metade de umquarteirão de distância. Ele entrou em ação, seus males físicos momentaneamente esquecidos, e
 
Uma Canção Inesperada
by Rika Tradução: Lizzie Rodrigues
correu na direção do táxi. No primeiro fiapo de boa sorte que o universo havia concedido a Williamdurante toda a noite, o motorista o viu e parou no meio fio.William deu ao motorista o seu endereço e sentou-se, respirando lentamente.
Graças a Deus. Agora tudo o que eu tenho que me preocupar é marcar uma consulta com o meu médicoainda hoje, e o fato de que a mulher que eu adoro me detesta com as profundezas de sua alma.
 ____________________________________________________________________________"Jane? Você está aí? É a Lizzy. Se você estiver aí, por favor, atenda. Eu realmente precisofalar com você."Elizabeth estava na cozinha, o telefone preso ao seu ouvido. De certa forma, ela se sentiutola, ela era uma adulta, e não devia precisar chorar no ombro da sua irmã mais velha. Mas ela eJane tinham estado sempre lá uma para a outra, compartilhando suas alegrias e tristezas.Era estranho que Jane não tivesse atendido o telefone ainda - não era meia-noite em SãoFrancisco, e Jane não tinha o hábito de ficar fora até tarde durante a semana.
Talvez ela estejadormindo e não ouviu o telefone... Oh, espere, como eu poderia ter esquecido?
Jane tinha ligadonaquela manhã para ouvir sobre o jantar, e contar a Elizabeth que ela estaria em Sacramento durantea noite em negócios relacionados a um processo judicial.Jane tinha um celular, mas havia pouquíssima chance de que ele estivesse ligado a esta hora.Elizabeth tentou o número de qualquer maneira, mas como ela esperava, Jane não respondeu.Uma lágrima escorreu pelo rosto de Elizabeth, quando ela desligou o telefone. Ela chegou aconsiderar chamar Charlotte, mas agora não era o momento. Charlotte iria oferecer conselhos úteis,e, eventualmente, Elizabeth seria bem-vinda, mas esta noite ela queria conforto, não uma conversafranca.Elizabeth vagou para o quarto e se encolheu na cama, ainda totalmente vestida. Ela olhoupara a orquídea na mesa de cabeceira enquanto seus pensamentos se perdiam no passado.____________________________________________________________________________William, vestido de bermudão e um roupão de seda preto, caminhava em sua sala deestar. Ao chegar em casa, ele havia preparado sua cama em silêncio, esperando que o sono lhe desseum pouco de descanso de suas agruras físicas e emocionais. Mas ele tinha achado insuportável ficarsozinho em sua cama enorme, quase como se a peça de mobiliário estivesse zombando dele. Eleexaminou o quarto, na esperança de encontrar alguma distração para o vazio dentro de si.Pelo menos ele tinha entrado em casa sem ser detectado. A última coisa que ele queria erater que inventar desculpas para a sua chegada pouco ortodoxa em um táxi às três da manhã. Alleniria querer saber o que tinha acontecido, mas anos de experiência ensinaram a William que adiscrição do motorista pode ser confiável, mesmo em face da curiosidade implacável da Mrs.Reynolds.A raiva que ele havia convocado contra Elizabeth já se apagara, deixando desolação ao invésdisso, e um corrosivo sentimento de culpa. Inicialmente, ao analisar o seu comportamento, ele haviaescolhido se fixar no incentivo que ela tinha lhe dado
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as carícias suaves e os beijos acalorados, eseus gemidos e suspiros de prazer. Mas desde que chegara em casa, ele começou a recordar outrossinais, sinais que ele havia desconsiderado porque não serviam aos seus propósitos.Embora, no começo, ela tivesse ansiosamente respondido aos seus beijos, quando eleschegaram ao apartamento dela, ele agora se lembrava do momento em que ela o empurrou, eparecia pronto a pedir-lhe para sair. Na cozinha, ela escapou de seu abraço quando ele tinha puxadoseu corpo em contato com o dele. E durante a sua atividade prazerosa no sofá, ele a tinha vistohesitar mais de uma vez, parecendo estar à beira de lhe dizer para parar.
E cada vez que eu senti a hesitação dela, eu recuei? Eu perguntei a ela o que estavaerrado? Não. Eu aumentei o calor, usando respostas de seu corpo contra ela para torná-lo difícilde me recusar. Não admira que ela achasse que era a única coisa que eu queria dela.
 Voz de Elizabeth, rica em sarcasmo, tocou em seus ouvidos:

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