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Reorganização do Ensino Superior Politécnico: algumas notas

Reorganização do Ensino Superior Politécnico: algumas notas

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Institutos Politécnicos
Institutos Politécnicos

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01/26/2013

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Notas sobre a racionalização e reorganização da rede de institutos politécnicos
 1. Reorganização da rede
Há 15 institutos politécnicos públicos e 4 escolas não integradas. A rede é demasiadodispersa e há um número excessivo de estabelecimento de pequena dimensão. A rede não ésustentável. O que fazer para reduzir a dispersão da rede e aumentar a dimensão e massa crítica dosestabelecimentos? Numa pequena alteração ao RGIES, exigir um número mínimo de estudantes para garantir ofuncionamento de um estabelecimento. Por exemplo: 5000 alunos. Dar 12 meses aos institutospolitécnicos que não cumpram o critério do número mínimo de alunos (5000) para se fundiremcom outros estabelecimentos à sua escolha.O que fazer com os institutos politécnicos situados em cidades com universidades públicas?Devem os institutos politécnicos de Lisboa, Coimbra e Porto, localizados nas proximidadesde universidades públicas, ser integrados nas universidades passando estas a ministrar os cursos de ensino superior politécnico e mantendo o estatuto e a identidade do ensinosuperior politécnico? As universidades do Algarve e de Aveiro integraram com sucesso escolassuperiores politécnicas. Não poderão algumas universidades públicas fazer o mesmo com igualsucesso? Esta solução pode gerar redução de custos administrativos e de direção executiva, diminuindoo número de dirigentes de topo e as direções intermédias afetas às várias unidades orgânicas/escolas que, em caso de integração nas universidades, podem passar para uma estruturadepartamental ou fundir-se em unidades orgânicas maiores. Os docentes dos institutospolitécnicos integrados nas universidades manteriam o estatuto de docentes do ensino superior politécnico tal como acontece na Universidade do Algarve. Reorganização interna dos institutos politécnicos, retirando às unidades orgânicas/escolas depequena e média dimensão a autonomia pedagógica e científica, colocando-as na dependênciade um único órgão de decisão científica para todo o estabelecimento.Opção por uma estrutura departamental sempre que o número de alunos da unidade orgânica/escola for inferior a mil. Pressupondo que cada um dos quinze institutos politécnicos tem 5 escolas/unidades orgânicas,a opção pela estrutura departamental permite reduzir custos com 10 salários (diretor esubdiretor de cada unidade orgânica) e respetivos suplementos remuneratórios. Nos 15institutos politécnicos, a redução será de 150 horários. Poupança gerada: 6.300.000 euros por ano (3500 € x 12 meses x 150 horários). 1
 
 A opção pela estrutura departamental permite reduções de despesa com serviçosadministrativos: secretário, contabilidade, aprovisionamento, informática, secção de pessoal esecção académica. Poupança gerada difícil de determinar mas significativa.  A existência de um único órgão de decisão científica a nível de estabelecimento pode gerar uma poupança significativa em suplementos remuneratórios dos presidentes dos conselhostécnicos e científicos e dos conselhos pedagógicos. Um só órgão de decisão científica paratodo o estabelecimento de ensino permite uma gestão mais racional e eficaz da distribuição doserviço letivo, das contratações e renovações de contrato do pessoal docente.  Alteração da lei do financiamento de modo a incluir uma fórmula que penalize osestabelecimentos com rácios baixos de alunos/professor e favoreça os estabelecimentos comrácios altos de alunos/professor. 
2. Reorientar e ajustar a missão e funções dos institutos politécnicos 
 A acentuada quebra no número de alunos das licenciaturas e mestrados, sobretudo nosinstitutos politécnicos do interior - Beja, Portalegre, Guarda, Tomar, Santarém e Bragança- está a provocar uma trajetória de insolvência com a crescente dificuldade na criação dereceitas próprias, em virtude da redução na receita das propinas. É preciso dar respostas a novos públicos? Quais? Não é fácil captar novos públicos porqueexiste um enorme desfasamento entre a oferta e procura. A primeira é exagerada em relação àsegunda.  A hipótese de os institutos politécnicos ministrarem cursos profissionais de nível pós-secundário, a par dos cursos de especialização tecnológica, pode ajudar mas é insuficiente. Criar cursos de caráter dua com uma forte componente de estágio em contexto real detrabalho. A formação profissional dual pós-secundária passaria a ser um dos eixos formativosdos institutos politécnicos, proporcionando certificações de curta duração articuladas com aslicenciaturas e os mestrados profissionais. Os cursos de formação dual pós-secundária teriama duração de quatro semestres e dariam uma dupla certificação: um diploma de ensino superior especializado e uma habilitação profissional de entre um catálogo de profissões técnicasmédias a definir. Talvez seja possível alocar fundos do novo quadro comunitário de apoio à formação avançada,entendendo-se que os cursos profissionais pós-secundários de caráter dual se incluem noâmbito da formação avançada. Permitir a entrada direta nos institutos politécnicos de alunos que frequentam cursosprofissionais de nível secundário. A entrada poderá fazer-se após a conclusão do 11º ano deum curso profissional. O primeiro ano do curso profissional pós-secundário (diploma de ensinosuperior especializado) daria ao aluno o diploma de ensino secundário e funcionaria como o2

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