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Projeto_fortalecimento_da_gestão_escolar_-_Susana_Sol.pdf

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Categories:Types, Research
Published by: Claudia Fernandes Lazarini on Jan 06, 2013
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01/06/2013

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 VIII Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, Panamá, 28-31 Oct. 2003
Projeto fortalecimento da gestão escolar: reflexões sobre os desafios epossibilidades vivenciados na construção progressiva da gestão democrática e daautonomia escolar a partir de uma experiência baianaNádia Maria Viana Reis
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Julho / 2003
1. Contexto da experiência realizada na Bahia
 No Brasil, o Estado da Bahia é a sexta economia e o quinto em extensão territorial, com área de564.692,67 km² e com um contingente de 13,1 milhões de habitantes. Nos últimos anos, a Bahia vemsustentando melhoria substancial dos índices relativos a seu desenvolvimento socioeconômico e, no período de 1992 a 2000, apresentou um crescimento no PIB de 27,3%, taxa superior à nacional, de23,5%. Nesse período, a Bahia vem liderando profundas transformações na condução das políticas públicas e implementando novas formas de atuação do Estado, que é reconhecido como um dos poucos do Brasil cujas finanças estão ajustadas. No campo da educação, uma significativa melhora também pode ser observada. Destacam-se, entre osanos de 1991 - 2000, a queda na taxa de analfabetismo em 13,6 pontos percentuais, passando de 35,2% para 21,6%, e o crescimento da matrícula, de 62,7% no ensino fundamental e 255,9% no ensino médio.Os números apontam para a universalização do atendimento escolar no Estado, com um percentual de97,8% da população de 07 a 14 anos na escola, resultado do esforço do governo para promover aexpansão da oferta de ensino. (Ver gráfico I)Entretanto, a ênfase na criação de mais vagas nas escolas não foi acompanhada de medidas que lhesassegurassem as condições necessárias e fundamentais para melhorar o desempenho acadêmico doaluno. O desequilíbrio entre quantidade e qualidade promoveu o surgimento de escolas pouco eficazes,com sérios problemas gerenciais e evidenciando taxas de desempenho que expõem as desigualdadessociais do Estado, ainda mais perversas quando se consideram seus índices econômicos. Em 2002, decada 100 alunos baianos que cursaram o ensino fundamental, apenas 58,4%
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concluíram este segmentode ensino, sendo que 70,4%
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apresentaram distorção idade-conclusão
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. (Ver gráfico II).Inúmeras tentativas de melhorar a eficiência da educação pública baiana revelaram a necessidade decolocar a escola como foco central das políticas educacionais. Nesse sentido, surgiu uma série deestudos que evidenciaram a importância da gestão como um dos fatores determinantes para o sucessoescolar. Os estudos referidos colocaram em pauta temas como liderança do dirigente escolar,democratização da gestão, clima escolar, planejamento e aperfeiçoamento contínuo das equipesenvolvidas.Seguindo essa tendência, o Estado da Bahia, a partir de maio de 1999, deu início a uma reformaeducacional
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cujo ponto focal residiu no fortalecimento da autonomia pedagógica, financeira eadministrativa da escola, como meio para alcançar a melhoria na qualidade do ensino. O fato de estar 
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Pedagoga, Superintendente de Ensino da Secretaria da Educação do Estado da Bahia
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Fonte: MEC/INEP 2002
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Fonte: MEC/INEP 2002
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- A distorção idade conclusão é o indicador que avalia o percentual de alunos que concluem o nível de ensino com idadesuperior à recomendada. – Fonte MEC/INEP
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- Para essa implementação, uma parceria foi feita com a Fundação Luís Eduardo Magalhães.
 
 VIII Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, Panamá, 28-31 Oct. 2003
financeiramente organizado permitiu ao Governo realizar investimentos dessa natureza.O Programa de reforma foi chamado Programa Educar para Vencer e sua implementação foi planejadaa partir de seis projetos estratégicos, articulados entre si. São eles:
os dois primeiros projetos – Regularização do Fluxo Escolar 1ª a 4ª série e 5ª a 8ª série. – objetivaram reduzir a distorção série-idade, no ensino fundamental, nas escolas urbanas da rede pública do Estado da Bahia.
o terceiro projeto – Fortalecimento da Gestão Escolar – objeto deste artigo, visou apoiar osdirigentes escolares na implementação de um modelo gerencial estratégico, para escolas públicas.
o quarto projeto – Capacitação Gerencial dos Sistemas Municipais de Educação – responsabilizou-se por capacitar os municípios a gerenciarem de forma autônoma e eficiente asredes de ensino.
o quinto projeto – Certificação Ocupacional – visou atestar que o profissional possuía osconhecimentos e habilidades mínimas necessárias para desenvolver as atividades relacionadas àsua ocupação.
o sexto projeto – Avaliação Externa – objetivou avaliar o desempenho do sistema educacionalatravés da aplicação de teste aos alunos do ensino fundamental nas disciplinas centrais docurrículo.As ações desenvolvidas pelos seis projetos colocaram o aluno no centro da reforma, a escola como oeixo da mudança e buscaram assegurar condições adequadas de funcionamento para cada espaçoeducativo estadual, dentro de um padrão de qualidade discutido e determinado pelos profissionais daeducação do próprio Estado.Após quatro anos de implementação, observou-se que o Programa Educar para Vencer promoveuexpressivas mudanças no âmbito do sistema educacional da Bahia, conferindo às escolas públicasmelhores condições de funcionamento e aumento do desempenho escolar. Entretanto, ainda restamsignificativas questões a serem solucionadas, a exemplo: o pleno envolvimento das equipes escolaresnas ações da escola, a aceitação à mudança, o fortalecimento do colegiado e a apropriação dosresultados da avaliação externa.Este artigo é focado inteiramente nessa experiência desenvolvida pela Secretaria da Educação doEstado da Bahia através do Projeto Fortalecimento da Gestão Escolar e está organizado em duasseções. A primeira destaca os objetivos, as estratégias e os instrumentos de suporte do Fortalecimentoda Gestão Escolar. A segunda faz uma exposição das dificuldades e possibilidades de implementar ummodelo gerencial estratégico e, finalmente, apresenta os resultados mais significativos, decorrentes detrês anos de implementação do Projeto.
II. Projeto Fortalecimento da Gestão Escolar: uma proposta de construção da autonomia escolar
Os maiores desafios do Projeto foram reordenar a gestão e fomentar a autonomia escolar. Introduzir agestão estratégica alicerçada no diagnóstico situacional, na definição de metas, objetivos e formas deavaliar, bem como, modernizar os procedimentos administrativos, criar condições para a autogestão,exigiram concentração de esforços, aperfeiçoamento contínuo e acompanhamento sistemático.
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 VIII Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, Panamá, 28-31 Oct. 2003
Para superar esses desafios e possibilitar a melhoria nos serviços educacionais, três estratégias foramestabelecidas: desenvolvimento da capacidade local de planejamento, aperfeiçoamento dos dirigentes emodernização da gestão escolar. A seguir, são apresentadas as características de cada uma dasestratégias.
2.1 Desenvolvimento da capacidade local de planejamento
A primeira estratégia foi desenvolver a capacidade local de planejamento, por meio de processo deelaboração do Plano de Desenvolvimento da Escola – PDE, um instrumento de planejamentoestratégico, liderado pelo dirigente escolar e desenvolvido de modo participativo, a fim de aperfeiçoar ogerenciamento e garantir a eficácia do processo educativo.A metodologia para a elaboração do PDE foi desenvolvida pelo Fundo de Fortalecimento da Escola – FUNDESCOLA
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. Esse plano estava estruturado em dois componentes: a visão (envolvendo adefinição de valores, visão de futuro, missão e objetivo) e o plano de suporte, no qual seriamestabelecidas as estratégias, metas e o plano de ação. No processo de implantação e implementação do PDE, a escola vivenciou cinco etapas: preparação;análise situacional; definição de visão estratégica e do plano de suporte; execução do plano;acompanhamento e controle no processo. Foi orientada, também, para criar uma estrutura capaz deassegurar organização e melhoria da qualidade. Para tanto, os envolvidos formaram os seguintessubgrupos: comitê estratégico; grupo de sistematização; líderes de objetivos estratégicos; gerentes demetas e equipes responsáveis pelo plano de ação. A proposta foi envolver diferentes atores,compartilhar responsabilidades e fomentar a sinergia da equipe escolar.O Colegiado Escolar 
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compôs o comitê estratégico, com a competência de verificar a pertinência dasmetas, o investimento financeiro previsto e prioridades estabelecidas. Coube ao Colegiado aprovar oPDE. Depois de aprovado, o PDE foi submetido ao Comitê de Validação
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que o analisou embasado emcritérios de relevância, consistência e coerência das metas e das ações propostas, aprovando a liberaçãode recursos financeiros para a sua execução. Os recursos foram repassados diretamente às escolas deacordo com o número de alunos do ensino fundamental e médio e destinaram-se à aquisição de bens,contratação de serviços, consultorias para capacitações e pequenos serviços na rede física.Para auxiliar as escolas nesse processo de planejamento estratégico, o Projeto contou com uma equipe
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– O FUNDESCOLA, Fundo de Fortalecimento da Escola, é um programa do Ministério da Educação desenvolvido em parceria com as secretarias estaduais e municipais de educação, que tem por objetivo promover um conjunto de ações para amelhoria da qualidade das escolas do ensino fundamental, ampliando a permanência das crianças nas escolas públicas,assim como a escolaridade nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil..
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– O Colegiado Escolar é um órgão consultivo e fiscalizador, nas questões técnico-pedagógicas e administrativo-financeirasda Unidade Escolar, resguardando os princípios constitucionais, as normas legais vigentes, com políticas educacionais ediretrizes emanadas do Órgão Central do Sistema Público de Ensino.A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 206, Inciso VI, Seção I, Capítulo III, Título VIII, garante a gestãodemocrática do ensino público. Em se tratando do Estado da Bahia, a Constituição Estadual de 1989, define, explicitamente,o Colegiado Escolar em seu Artigo 249, Inciso II, como um dos mecanismos que permitem assegurar a gestão democráticado ensino público. A Rede Estadual de Ensino do Estado da Bahia tem inserido, nas suas metas, o princípio de gestãodemocrática disposto na Lei 6981/96, que versa sobre a competência e a composição do Colegiado Escolar. O processoeleitoral, as eleições e seus desdobramentos encontram-se definidos no Decreto nº 6267/97 e regulamentadas na Portaria nº2181/97, de 09 de abril de 1997.
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– Comitê de Validação: responsável pela analise do PDE e posterior autorização do repasse dos recursos financeiros. Éconstituído pelas superintendências e diretorias da Secretaria da Educação do Estado3

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