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:Educaçao Especial Dislexia e Gafes Linguísticas - Vicente Martins.pdf

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Categories:Types, Research
Published by: Claudia Fernandes Lazarini on Jan 06, 2013
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01/06/2013

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EDUCAÇÃO ESPECIAL, DISLEXIA EGAFES LINGÜÍSTICAS
1 Vicente MARTINS
2
 INDICE
 
1. Introdução2. A Dislexia e a educação especial3. A Dislexia e a delinqüência juvenil4. A dislexia e a intervenção psicolingüística5. A dislexia e o Projeto Genoma Humano6. A dislexia e as gafes lingüísticas7. BibliografiaResumo
: O presente artigo, resultado de investigações sobre LingüísticaAplicada às Dificuldades de Aprendizagem relacionadas à Linguagem, trazaspectos importantes sobre conceito, características e diagnóstico da dislexia,transtorno do aprendizado de leitura
1
 
Este artigo resulta dos trabalhos de investigação do professor Vicente Martins, no âmbitoda Lingüística Aplicada à Dislexiologia. A informação aqui apresentada não substitui aconsulta de um médico ou profissional especializado. Para obter informações mais precisase indicadas para um caso específico, os pais devem consultar o médico da família ou umespecialista na área de distúrbios de linguagem (neurologista, psicólogo, psicopedagogo oupsicolingüista)
2
 
Graduado e pós-graduado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) commestrado em educação pela Universidade Federal do Ceará(UFC). Professor de Lingüísticae Leitura da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), de Sobral. E-mail:vicente.martins@uol.com.br
 
 
 2
Palavras-chaves:
leitura – dislexia – lectoescrita – Lingüística aplicada –  Aprendizagem – Linguagem – Disgrafia – Disortografia – Projeto Genoma
1. IntroduçãoEstima-se que, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas têm algumtipo de necessidade especial. As necessidades especiais podem ser de diversostipos: mental, auditiva, visual, físico, conduta ou deficiências múltiplas. Desteuniverso, acredita-se que, pelo menos, noventa por cento das crianças, naeducação básica, sofram com algum tipo de dificuldade de aprendizagemrelacionada à linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Entre elas, adislexia é a de maior incidência e merece toda atenção por parte dos gestoresde política educacional, especialmente a de educação especial.A dislexia é a incapacidade parcial de a criança ler compreendendo oque se lê, apesar da inteligência normal, audição ou visão normais e de seremoriundas de lares adequados, isto é, que não passem privação de ordemdoméstica ou cultural. Encontramos disléxicos em famílias ricas e pobres.Enquanto as famílias ricas podem levar o filho a um psicólogo,neurologista ou psicopedagogo, uma criança, de família pobre, estudando emescola pública, tende a asseverar a dificuldade persistir com o transtornos delinguagem na fase adulta. Talvez, por essa razão, isto é, por uma questão declasse social, a dislexia seja uma doença da classe média, exatamente porque,temporão, os pais conseguem diagnosticar a dificuldade e partir paraintervenções médicas e psicopedagógicas.2.
A Dislexia e a educação especial
No âmbito das instituições da Educação Básica, no Brasil, relatos deprofessores, especialmente os de línguas materna e estrangeira, registramsituações em que crianças, aparentemente brilhantes e muito inteligentes, nãopodem ler, escrever nem têm boa ortografia para idade. Nos examesvestibulares, as comissões executivas descrevem casos "bizarros" (às vezes,motivo de chacotas) em que candidatos apresentam baixo nível decompreensão leitora ou a ortografia ainda é fonética (baseada na fala) einconstante.Assim, urge a realização de testes de leitura nas escolas públicas eprivadas, desde cedo, de modo a diagnosticar e avaliar a dificuldade de leitura.Por trás do fracasso escolar ou da evasão escolar, sempre há fortes indícios dedificuldades de aprendizagem relacionadas à linguagem. Nos casos de
 
 3abandono escolar, em geral, também, verificamos crianças que deixam aescola por enfrentarem dificuldades de leitura e escrita.A dispedagogia, isto é, o desconhecimento por parte dos professores,pais e gestores educacionais, do que é a dislexia e suas mazelas na vida dascrianças e dos adultos também só piora a aprendizagem da leitura de seusalunos. Infelizmente, a legislação educacional (CF, LDB, resoluções etc) nãotrata as diversas necessidades especiais dos educandos de forma clara,objetiva, pragmática e programática. Sua omissão tem de certa formadificultado ações governamentais por parte dos gestores, do professor aosecretário de educação.A Constituição Federal ,ao tratar sobre a educação especial, diz: " Odever do estado com a educação será efetivado mediante a garantia deatendimento educacional especializada aos portadores de deficiência,preferencialmente na rede regular de ensino"(Artigo 208, III, CF). Eperguntaria ao leitor: uma criança, com dislexia, isto é, com dificuldade de lerbem, é um portador de deficiência? Claro que não. A Lei 9.394/96, a deDiretrizes e Bases da Educação Nacional, apresenta uma melhor redação sobrea matéria. Diz assim: " O dever do estado com a educação escolar pública seráefetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializadogratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rederegular de ensino" (Art. 4º, LDB). Melhorou e, em muito, porque fazreferências às necessidades especiais.Chegamos, por dedução ou exegese jurídica, à conclusão de que adislexia é uma necessidade especial. Mas qual a natureza dessa necessidadeespecial? Por exclusão, diríamos que uma criança com dislexia não éportadora de deficiência nem mental, física, auditiva, visual ou múltipla. Odisléxico, também, não é uma criança de alto risco. Uma criança não édisléxica porque teve seu desenvolvimento comprometido em decorrência defatores como gestação inadequada, alimentação imprópria ou nascimentoprematuro. A dislexia tem um componente genético, exceto em caso deacidente cérebro-vascular (AVC).Ser disléxico é condição humana. O disléxico pode, sim, ser umportador de alta habilidade. Daí, em geral, os disléxicos, serem talentosos naarte, música, teatro, deportes, mecânica, vendas, comércio, desenho,construção e engenharia. Não se descarta ainda que venha a ser umsuperdotado, com uma capacidade intelectual singular, criativo, produtivo elíder. O disléxico pode, também, ser um portador de conduta típica, comsíndrome e quadro de ordem psicológica, neurológica e lingüística, de modoque sua síndrome compromete a aprendizagem eficaz e eficiente de leitura eescrita, mas não chega a comprometer seus ideais, idéias, talentos e sonhos.

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