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O reforço da formação do capital humano à luz do quadro estratégico europeu 2014 a 2020

O reforço da formação do capital humano à luz do quadro estratégico europeu 2014 a 2020

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Quadro Estratégico Europeu 2014 a 2020
Reforço do capital humano
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Reforço do capital humano

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Categories:Types, Speeches
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O reforço da formação do capital humano à luz do novo quadroestratégico europeu 2014/2020
Ramiro MarquesInstituto Politécnico de SantarémPerspetivar o futuro em matéria de formação do capital humano exigeque se parta daquilo que se fez na última década. E vou fazê-lo combase nos resultados obtidos na melhoria das qualificões dosportugueses e da redução da taxa de abandono escolar precoce tendopresente que boa parte do que se conseguiu foi graças aos fundosque o QREN alocou à educação, formação profissional, investigaçãocientífica e formação avançada. O objetivo é reconhecer o muito quese fez e identificar o que não foi feito ou foi feito mal. Oreconhecimento do que se fez menos bem permite-nos evitar errosna alocação e aplicação dos fundos europeus nas áreas da educação,formação profissional, investigação científica e formação avançadapara o período de 2014 a 2020.E começo citando o Presidente da Comissão Europeia numa alocuçãoao Parlamento Europeu feita no dia 29 de Junho de 2011:
O orçamento [que estamos a preparar] investe nos rebroseuropeus, aumentando os valores destinados à educação, formação,investigação e inovação. Estas áreas são cruciais para acompetitividade da Europa a nível global e permitirão criar empregose ideias de amanhã.
Fonte:
E com uma outra citação do Presidente Van Rompuy, feita aoConselho Europeu no dia 23 de Novembro de 2012:
É por isso que na minha proposta os gastos com a competitividade eo emprego crescem 50% em relação ao período de 2007-2013.
Fonte:Comunicação do Presidente Van Rompuy ao Conselho Europeu 23/11/2012A minha comunicação desenvolve-se em torno da tese: melhorar acompetitividade e o emprego apostando no refoo do ensinovocacional básico, secundário e pós-secundário. Investir menos eminfraestruturas e mais em capital humano.Até 31 de Outubro de 2012, o domínio do capital humano tinha umadotação de despesa pública aprovada de 9,5 mil milhões de euros,dos quais 7,2 mil milhões de euros de fundos comunitários. Fonte:Documento
O QREN e o Capital Humano
, Observatório do QREN.
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O que se conseguiu entre 2007 e 2012 foi muito mas nem tudo o quese fez foi bem feito. Os objetivos do QREN em matéria de formaçãodo capital humano são quatro:Reduzir o abandono escolar precoce e o insucesso;Aumento o nível de qualificações da população;Melhorar o desenvolvimento de competências de formação de jovense adultos;Melhorar o ajustamento entre oferta e procura de qualificações.Os dois primeiros foram conseguidos, os dois últimos ficaram aquémdo desejável.A afetação à formação do capital humano dos fundos do QuadroEstratégico Europeu 2014/2020 não pode repetir erros do passado. Aalocão de fundos deve ser mais seletiva e privilegiar mais aaprendizagem do que a certificação e validação de competências.Sendo certo que o país precisa de continuar a investir eminfraestruturas educativas e científicas, há que reconhecer que essenão é o objetivo principal.O objetivo 4 -
melhoria do ajustamento entre oferta e procurade qualificações
- deve fazer-se pelo refoo do ensino dualrealizado em contexto empresarial. Foi a falta dessa articulação queimpediu que se fosse mais longe na consecução do objetivo.Na área da educação e formação, a Estratégia Europa 2020estabelece 2 metas essenciais:- a redução da taxa de abandono escolar precoce (com idades entreos 18 e os 24 anos) para os 10% em 2020.- pelo menos 40% da população jovem (entre 30 e 34 anos) deve terum grau ou diploma de ensino superior.A questão que se coloca é: o que vamos fazer para alcançar essasduas metas?Muito foi feito em matéria de combate ao abandono escolar precoce.Muito se conseguiu mas o que falta fazer é a aposta na qualidade ena excelência das aprendizagens, deixada para segundo plano noperíodo entre 2007 e 2011.A taxa de abandono escolar precoce, entre 2007 e 2011, diminuiutrês vezes e meia mais do que entre 2000 e 2007. Vejamos acomparação entre a taxa de abandono escolar precoce em Portugal,em Espanha, em Malta e na UE27: Portugal: 23%; Média da UE27:14%; Espanha: 25%; Malta: 30% (dados de 2011).
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Evolução da taxa de abandono escolar precoce:Em 2000:
Portugal: 44%; UE27: 18%; Espanha: 29%
Em 2011:
Portugal: 23%; UE27: 14%; Espanha: 25%
Evolução da taxa de escolaridade de nível secundário:Em 2007:
27%;
Em 2011:
35%,
Taxa de escolaridade de nívelsecundário na UE27, em 2011:
73%Houve progressos assinaláveis.A taxa de analfabetismo desceu para metade. É hoje quase residual:5,23%.A percentagem de criaas a frequentar a educação pré-escolaratingiu a dia da UE: 73,49%. Em dez anos, registou-se umaumento de cerca de 40%.Houve uma redução grande na taxa de abandono escolar à saída do9º ano: apenas 22,08% dos diplomados deixaram de estudar.
Fonte:INE 2011
A taxa de abandono escolar precoce continua elevada e longe dameta estabelecida para 2014: 15%. Em 2011, a taxa de abandonoescolar precoce situou-se ainda em 23%, a terceira mais elevada daUE.
A pergunta que urge fazer é: O que fazer para fazer recuar ataxa para a meta de 10% em 2020?
Apostar no refoo do ensino sico vocacional, criar o ensinosecundário vocacional e alargar o ensino profissional secundário epós-secundário. Mas é preciso fazer de forma diferente, focando asestratégias na excelência das aprendizagens e menos na certificaçãoe validação de competências.O QREN tem desempenhado um importante papel na formação e naqualificação dos adultos mas talvez seja necessário ultrapassar algunserros:Em 2011, as ações de Formação de Adultos abrangeram 389 milparticipantes em processos RVCC, 473 mil em Formações ModularesCertificadas, 54 mil em EFA, 245 mil em empresas de economia sociale 105 mil em formação para a administração pública. O esforço deveser mantido mas redirecionado para a aprendizagem e menos para acertificação de competências. Apostar na reconversão académica eprofissional de licenciados desempregados pode ser também umaestratégia eficaz na melhoria da taxa de emprego jovem.
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