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DECLARAÇÃO POLÍTICA de MIRANDA DO CORVO

DECLARAÇÃO POLÍTICA de MIRANDA DO CORVO

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DECLARAÇÃO POLÍTICA dos 18 Movimentos Cívicos presentes no 1º Encontro Nacional de MIRANDA DO CORVO em 13 de Janeiro de 2013 com Rui Rangel, Jaime Ramos, Mendo Henriques, José Veludo, Antonieta Guerreiro, Paulo Morais
DECLARAÇÃO POLÍTICA dos 18 Movimentos Cívicos presentes no 1º Encontro Nacional de MIRANDA DO CORVO em 13 de Janeiro de 2013 com Rui Rangel, Jaime Ramos, Mendo Henriques, José Veludo, Antonieta Guerreiro, Paulo Morais

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DECLARAÇÃO
O ESPÍRITO DE MIRANDA DO CORVO
Com o objetivo de articular a sociedade civil através da criação de sinergias entre movimentoscívicos, os representantes de 18 destes grupos estiveram reunidos, em Miranda do Corvo, nodomingo, dia 13 de Janeiro de 2013, naquele que foi o 1º Encontro Informal de MovimentosCívicos.Suportado pela experiência e anos de trabalho no terreno de associações como: o IDP - Institutoda Democracia Portuguesa; o MIC
 – 
Movimento Ideais do Centro; a TIAC - Transparência eIntegridade, e da Plataforma Ativa da Sociedade Civil (PASC), presente enquanto observadora, oespírito de Miranda do Corvo juntou associações, movimentos e grupos de pressão e de causasque decidiram assumir, tomando nas suas mãos, o processo conducente ao aprofundamento dademocracia participativa.A criação de sinergias entre estas estruturas foi levada a cabo, neste I Encontro, através de umdebate muito participado e posteriormente aprofundado em grupos de trabalho específicos
 
sobre3 grandes pilares:
“ética e anticorrupção”; “dívida pública e alternativas para a alavancagem daeconomia” e “revisão de Lei Eleitoral”.
 Em jeito de súmula:a)
 
O grupo da ética e anticorrupção traçou as linhas de força que permitirão a criação epromoção pública de ferramentas de informação legal por iniciativa dos cidadãos. Focoua importância do Princípio da Separação dos Poderes, exigindo a despolitização dostribunais de forma que estes atuem com a maior transparência. Considerou fundamental acriação imediata de um documento/contrato vinculativo que permita de formatransparente e célere a responsabilização criminal dos detentores de cargos públicos.Considerou fundamental que seja exigido por parte dos cidadãos, através de iniciativas aidentificar, o accionar imediato de mecanismos legislativos que levem o Estado a serressarcido dos prejuízos causados pela alienação de bens adquiridos através de atos decorrupção, favorecimento ilícito e gestão danosa. Considerou fundamental identificarmecanismos que permitam aos cidadãos exigir um julgamento prioritário e oressarcimento do Estado e dos Cidadãos em casos específicos como o do BPN. Foiigualmente considerado como urgente a criação de uma Carta de Ética para os detentoresde cargos públicos como forma de auto-regulação.a)
 
O grupo que se debruçou sobre a divida pública considera importante que se desenhempropostas alternativas para a crise da dívida soberana portuguesa a partir da determinaçãodo que é divida legitima, ilegítima e odiosa, separando de forma clara o que são custosfinanceiros, custos absorvidos pela corrupção e empréstimos resultantes dos fundos decoesão. Propõe uma auditoria exaustiva que seja tornada pública e que dela se retiremtodas as consequências e que em todas as circunstâncias haja transparência na informaçãodisponibilizada publicamente porquanto se encontram inúmeras disparidades entre odiscurso político e a realidade que vivemos. Considera que urge assumir como prioritárioo Emprego e uma Justa Distribuição da Riqueza como factores centrais para ultrapassar acrise em detrimento duma perspectiva estritamente financeira, iniciando-se o processo dedesendividamento de famílias e das empresas recorrendo ao valor ainda não utilizado
 
para o financiamento da banca. Propõe a criação de mecanismos de financiamento socialpara as famílias e as empresas e um rigoroso controlo do sistema bancário bem comolegislação que defina com clareza as incompatibilidades no que se refere aos detentoresde cargos públicos. Considera urgente ponderar a afetação fiscal ao desenvolvimentotecnológico em detrimento do imposto induzido ao fator trabalho para sustentação dasegurança social e uma profunda revisão fiscal criando diferentes níveis de taxação emfunção dos rendimentos de forma justa e equitativa.b)
 
O grupo de trabalho da revisão constitucional, perante a revolta pela forma como ospartidos têm representado o interesse nacional e pela desilusão pela forma como oscidadãos são representados no Parlamento, exigem a revisão da Lei Eleitoral e a revisãoconstitucional que esta possa vir a ter. Foi apresentada a exigência de uma novaintermediação da vontade política, nomeadamente, através da participação decandidaturas independentes nas listas de todos os atos eleitorais, e da modificação dosistema eleitoral por forma a que a representação partidária seja moralizada e colocada aoserviço da povo, visando melhorar o regime democrático. Foi sugerido que as pessoascomponentes dos movimentos cívicos se organizem, com um forte e sério compromisso edisponibilidade pessoal de cada um com vista a exigir ao poder legislativo a modificaçãoda Lei Eleitoral que termine com os atuais bloqueios à intervenção política das pessoassingulares.Conforme acima enunciado, os movimentos presentes neste Encontro defendem perante osórgãos de soberania o seguinte:1.
 
Um aprofundamento da democracia participativa, conforme as propostas acimaenunciadas;2.
 
Maior participação nas consultas públicas da União Europeia;3.
 
Diminuição das despesas da administração pública e do aparelho político, comsalvaguarda das funções Sociais do Estado;4.
 
A criminalização dos responsáveis políticos e públicos por atos de gestão danosa;5.
 
Revisão das cláusulas odiosas dos contratos das PPP’s;
 6.
 
Conclusão de equipamentos essenciais ao desenvolvimento regional, tal como seja aligação ferroviária Coimbra, Miranda, Lousã, Góis/ metro Mondego;7.
 
Um novo paradigma de financiamento da Segurança Social decorrente da faturação dasempresas e não do número de trabalhadores;8.
 
Criação de um fundo financeiro a fim de promover o desendividamento das famíliasportuguesas;9.
 
Auditoria pública ao endividamento nacional e local;10.
 
Compra da dívida soberana pelo BCE;

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