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BRINQUEDOS E MATERIAIS PEDAGÓGICOS NAS ESCOLAS

BRINQUEDOS E MATERIAIS PEDAGÓGICOS NAS ESCOLAS

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Brinquedos e materiais pedagógicos nas escolas infantis
Tizuko Morchida Kishimoto
Uni ver si da de de São Pa lo 
Resumo
A identificação dos brin quedos e materiais pedagógicos e a ca- racterização de usos e significações para profissionais de edu- ca ção infantil de São Paulo, que atuam com crianças de 4 a 6 anos, justificaram uma pesquisa tipo
suvey
, acompanhada de recursos etnográficos (entrevistas, observações, vídeos), no pe- ríodo de 1996/1998.Estudos mostram que, dentro de uma instituição infantil, a or- ganização da rotina, o espaço físico, seus ob jetos e materiais educativos influenciam os usuários na representação, de ter mi- nando, em parte, a maneira como adultos e crianças sentem, pensam e interagem nesse espaço, definindo formas de soci ali- zação e apro priação da cultura. Pretendeu-se diagnosticar, pela triangu lação de informações de entrevista, observações e vídeos, as raes para escolha e uso de determinados brinquedos e ma- teriais pedagógicos. Os resultados indicam que a educação in fantil da rede pes qui- sada apresenta concepções de criança – destituídas de auto no- mia – e de educa ção infantil voltadas para aquisição de conte ú- dos espeficos. Os brinquedos e materiais pedagógicos mais significativos são os chamados educativos, materiais gráficos, de comunicação nas salas; e os de educação física, para o es pa- ço externo. Brinquedos que estimulam o simbolismo e a soci ali- zação, como jo gos de faz-de-conta, construção e socialização, aparecem com percentuais insignificantes, apontando o pouco valor da representação simbólica e do brincar.
Palavras-chave
Brinquedos – Materiais pedagógicos – Educação infantil –  Cultura escolar.
Correspondên cia: Tizuko M. Kishimoto Facul da de de Educação (EDM) – USP Av. da Universidade, 308 – Bl. A 05508-900 – São Paulo – SPe-mail: tmkishim@usp.br
Educação e Pesquisa, São Paulo, v.27, n.2, p.229-245, jul./dez. 2001
229
 
Toys and pe dggcal mtrals at scho ols for  chil dren 
Tizuko Morchida Kishimoto
Uni ver si da de de São Pa lo 
Abstract 
The im por tance of toys and pedagogical materials, their use and  signi fication for pro fessionals in child education wor king with 4-6 year olds, justi fied a sur vey-like research study that took   place bet ween 1996 and 1998, and which was accom panied by ethnographic resour ces.  Aut hors such as Brougère, Nóvoa, For quin, and Oliveira- Formosinho made clear that the or gani zation of routine,  physical space, ob jects, and educational materials wit hin a school for children in fluence its users’ re presentations, deter mining in part the manner in which adults and children  feel, think, and interact in this space, de fining forms of  sociali zation and ap pro priation of culture. The present work  intended to diagnose, through data collection, inter views and  obser vations, the conceptions underl ying the choice and use of  toys and pedagogical materials. The results indicate that child education in the school net work  investigated demonstrates conceptions of children with no au tonomy and the acquisition of contents as the ob jective of  child education. The classroom emer ges as the work  place, and  the playground as the ludic space. It is the model of basic education that prevails in the physical space, routine, selecti on of materials, and in the adult-child interaction. In accor dance with the pers pective of schooling, the most signi ficant toys and   pedagogical materials are the so-called educational materials, graphical, and communication materials for the classroom, and the physical education materials for the exter nal space. Toys that stimulate symbolism and sociali zation, such as games of pretending, building, and sociali zation ap pear in insigni ficant per centage, pointing to the lit tle value given to symbolic re presentation and to pla ying.
Kewords 
Toys – Pedagogical materials – Child education – School culture.
Cor res pon dence:  Ti zu ko M. Kis hi mo to  Fa cul dde de Edu ca ção (EDM) US Av. da Uni vesdde, 308 – Bl. A 05508-900 – São Plo – SP e-mail: tmkis him@usp.br 
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Educação e Pesquisa, São Paulo, v.27, n.2, p.229-245, jul./dez. 2001
 
Pesquisar brinquedos e materiais pe da- gógicos nas escolas infantis implica investigar as concepções de criança e de educação in fan til que definem o uso desses recursos (Therriault, 1987), a organização da rotina e do espaço fí si- co (Edwards, Gandini e Forman, 1999) entre outros. Tais quesitos influenciam as repre sen- tações dos usrios, determinando, em parte, a maneira como adultos e crianças sentem, pen- sam e interagem definindo formas de so cia li za- ção e apropriação da cultura. Forquin (1996) e Apple (1982, 1979) res-saltam que a escola dispõe de uma cultura pró- pria, resultado de ideologias que refletem valores da sociedade. Portanto, investigar va lo- res que orientam a escolha de brinquedos e ma- teriais pedagógicos implica buscar as raízes que explicam os usos e significações de tais re cur- sos na ptica pedagógica. Uma das hipóteses é a de que concepções de criança e de educa ção infantil estão na base desses valores. No contexto atual da educação infantil os brinquedos têm dois usos com significações distintas: educadores que valorizam a so ci ali- zação adotam o brincar livre, e os que visam à escola rização ou aquisição de conteúdos es co- lares, o brincar dirigido e os jogos educativos. Adotou-se nessa pesquisa os conceitos de: 1. brinquedo como ob jeto, suporte da brin- cadeira; e 2. brincar, como ação lúdica iniciada pela criança tendo motivação intrínseca (Brougère, 1995a, 1995b; Kishimoto, 1996). A pesquisa, parte do pro jeto Ca pes/Cofe- cub nº 197/96,
1
foi realizada nas Escolas Mu ni- cipais de Educação Infantil de São Paulo (EMEIs) freqüentadas por crianças de 4 a 6 anos durante o período de 1996-1998. Uma parte dos resultados do trabalho foi in cor po ra- da a este artigo.
2
Delimitação do campo depesquisa
A rede municipal de educação infantil de São Paulo foi escolhida para a realização da pesqui sa. Definiu-se uma amostra de 20% das escolas municipais de educação infantil por meio de sorteio. Em 1997, a rede contava com 375 unidades infantis distribuídas em treze delegacias regionais, com cerca de 7.114 pro- fessores atuando em três períodos (7h às 11h; 11h às 15h e 15h às 19h).A grande maioria das escolas situava-se na periferia, cuja clientela era de nível so cioe- conômico heterogêneo e desfavorecido. Para a manutenção dos materiais, a es- cola recebia, do munipio, um mínimo anual de R$ 7.500,00 e um máximo de R$ 12.500,00,o que representa um valor de R$ 0,60 a R$ 21,30 para cada criança. Os recursos, pouco significativos para aquisição de materiais di - ticos, eram acrescidos de outras fontes pro ve- nientes de quermesses, festas e doações.
Metodologia de pesquisa
A pesquisa contou com a colaboração de dez bolsistas de iniciação científica da FAPESP,
Educação e Pesquisa, São Paulo, v.27, n.2, p.229-245, jul./dez. 2001
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1.
Pro jeto Capes/Cofecub n. 197/96 (Coordenação de Aperfe iço a- mento de Pessoal de Nível Superior e o Programa de Cooperação Internacional entre França e Brasil ), sob o tu lo:
Re cusos e Ma te ri is  edu ca ti vos dis po ní ve is no sis te ma for mal de edu ca ção no Bra sil e na  Fran ça: usos e sig ni fi ca ções em uma pers pec ti va com pa ra ti va 
, con si-de ra do
prpos ta ex ce len te 
, envolveu doze pesquisadores brasileiros e quatro franceses. Trabalho coletivo da Faculdade de Educação da USP e da Universidade Paris 13, efetuado durante quatro anos (1996-2000)  junto à rede infantil do Munipio de São Paulo e contou com o apoio  financeiro da Fundação para o Apoio à Pesquisa em São Paulo e inú me- ros pesquisadores e bolsistas de iniciação cienfica (FAPESP e CNPq).
2 .
Ver outros artigos da autora que tratam desta pesquisa: Toys and Pedagogical Materials: Uses and Meagnings. In: THE 2ND INTERNATIONAL TOY RESEARCH CONFERENCE. 1999, Halmstad- Sweden. Abstracts. 1999, p.35-36; Salas de aulas nas escolas infantis e o uso de brin quedos e materiais pedagicos. In: 23º REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 2000. Caxambu: Minas Gerais, 2000. Educação não é pri vi- gio. Programas e Resumos. 24 a 28 de setembro de 2000. Caxambu/ Rio de Janeiro: DP&A editora, 2000. p.133-133; BROUGÈRE, Gilles; ALMQVIST, Birgitta; KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Preséntation d’une enquête international sur le materiel ludique dans les systemes pres co- laire. In: COLLOQUE INTERNATIONAL SUR LE JOUET, Angoume- France. 9-14 novembre 1997. Université Poitiers. Resumés, p.9-14 A; Salas de aulas de escolas infantis: domínio da fila, tempo de espera e falta de autonomia da cri an ça.
Nu an ces 
, Presidente Prudente, v.5, n.5, p.1-7, 1999.

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