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A Importância Do Know-Why - Www.sandrocan.wordpress.com

A Importância Do Know-Why - Www.sandrocan.wordpress.com

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Published by Sandro Cantidio

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Published by: Sandro Cantidio on Feb 12, 2009
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05/10/2014

 
 A
 
IMPORTÂNCIA
 
DE
 
SABER
 
O
 
PORQUÊ
 
DAS
 
COISAS
 
E
 
NÃO
 
 APENAS
 
EM
 
SABER
 
FAZER
 
 AS
 
COISAS:
 
KNOW
-
WHY 
 
E
 
KNOW
-
HOW
Sandro Cantidio
w w w . s a n d r o c a n . w o r d p r e s s . c o m
 
Página
 
1
 
Assisti a uma excelente aula do Prof. Dr. Antônio Cantizani Filho, onde o assunto era “Ciência, Tecnologia e oprocesso de inovação tecnológica”. Em dado momento, assistimos a um trecho do filme “2001 – Uma Odisséia noEspaço”, no trecho chamado “A Aurora do Homem”, mostrado como exemplo e ilustração para a definição de“Ciência” e “Tecnologia”, e gostaria de discorrer não apenas o que absorvi desta aula, mas como posso verificarestes conceitos nas indústrias de um modo geral.
 A
 
definição
 
de
 
Ciência
 
e
 
Tecnologia.
 
A Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leisgerais especialmente obtidas e testadas através do método científico. O conhecimento científico depende muitoda lógica.Tecnologia (do grego τεχνη — "ofício" e λογια — "estudo") é um termo que envolve o conhecimento técnicoe científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento.A ciência e a tecnologia sempre estiveram muito próximas uma da outra. Geralmente, a ciência é o estudo danatureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de talconhecimento científico para conseguir um resultado prático.Portanto, “tecnologia é o estudo sistemático das técnicas para fabricar e fazer coisas; ciência é a tentativasistemática de entender e interpretar o mundo”.
Do
 
Know
-
How
 
para
 
o
 
Know
-
Why
 
A área de pesquisa e desenvolvimento (P&D ou Research and Development) ocupa relevado destaque no cenárioatual das empresas que pensam e agem de forma estratégica, não apenas em sua sobrevivência, mas também emobter posição de destaque no mercado internacional. São empresas inovadoras. Atualmente, não basta apenas tero know‐how ou saber fazer as coisas, é preciso ter o know‐why, ou entender o porquê das coisas para assumir umaposição de destaque neste novo paradigma.Com a crise atual, muitas empresas têm apostado no “continuísmo”, ou seja, fazer as coisas como já estavam sendofeitas anteriormente: “para que mudar agora, este é um momento de centrarmos esforços apenas em darresultados. Se podemos melhorar, vamos deixar isso para quando a crise passar”. Poderá ser tarde demais paravencer este paradigma. Para aqueles que não gostam de novos conhecimentos, de sessões exaustivas detreinamento, de mudanças ou de “sair da zona de conforto”, realmente manter a tática do “deixarmos como está”parece ser convidativa. Porém é necessário refletir sobre o quanto empregamos de mão‐de‐obra, tempo e dinheiropara fazermos as coisas que, se tivéssemos total domínio sobre ela, poderíamos fazer economizando pessoas,tempo, equipamentos e dinheiro. É aqui que o know‐why passa a ser um diferencial. Karin Parodi, sócia da CareerCenter, afirmou em recente reportagem da revista Época (26/01/2009) que “nenhuma mudança é fácil. Em geral,lutamos para atingir uma zona de conforto e, quando a atingimos, queremos ficar nela. Em tempos mais tranqüilos,quando a demanda é alta, a exigência é menor. E o natural é fazer mais do mesmo, acreditar que o que fazemos ésuficiente”.Alguns profissionais são capacitados e preparados em suas competências para desenvolver este papel de pesquisae desenvolvimento – e não falo apenas em desenvolver novos produtos; falo de inovações gerenciais, gestãoadequada de recursos, redução de perdas e melhoria de produtividade pelo fato de conhecer o porquê dos
 
 A
 
IMPORTÂNCIA
 
DE
 
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processos e procurar a melhor forma de executá‐lo (eficiência). Estes profissionais que têm sede de conhecimento,que fazem “arte pela arte”, precisarão obtê‐los para entender como os agentes econômicos funcionam para tornarpossível a construção de novas estratégias para a empresa. Obviamente, a mudança de paradigma não é novidadeou tão pouco revolucionária – a Embraco (Empresa Brasileira de Compressores S.A.) abraçou a idéia de mudar doknow‐how para o know‐why em 1980 – 29 anos atrás! – onde treinou e capacitou jovens talentos para assumiremcargos em um novo departamento criado na empresa: Pesquisa e Desenvolvimento. Dados de 2005 mostram que aempresa destina 3% do faturamento para investimentos em novos desenvolvimentos e conta com um corpo de300 profissionais em sua área de P&D. A Embraco, com sede em Santa Catarina, é a maior fabricante decompressores herméticos para refrigeração do mundo, com market share de 25% do mercado e clientes em 80países, possuindo plantas em 4 continentes e 9.000 funcionários. Fundada em 1971 pela Consul, Prosdócimo eSpringer, a Embraco é conhecida pelo seu foco em pesquisa e desenvolvimento.Lembro a citação do prof. Cantizani:
“as
 
indústrias
 
 preocupam
-
se
 
somente
 
com
 
o
 
Know 
-
How 
 
e
 
não
 
com
 
o
 
Know 
-
Why;
 
estão
 
mais
 
 preocupadas
 
em
 
 fazer 
 
as
 
coisas
 
do
 
que
 
saber 
 
o
 
 porquê
 
das
 
coisas.
 
É 
 
 por 
 
esta
 
razão
 
que
 
insistem
 
em
 
dizer 
 
que
 
‘na
 
teoria
 
é 
 
uma
 
coisa
 
e
 
na
 
 prática
 
é 
 
outra’” 
. O artigo escrito pelo prof. Cantizani e publicado em 2005, cujotítulo é “Technological Innovation processes revisited” fala sobre os fatores inibidores da inovação, sendo elesfatores gerenciais, organizacionais, econômicos e sociais, para citar os principais.Vicente Falconi, considerado o guru da Qualidade, afirma que para melhorarmos os processos, é necessárioestabelecer os padrões para estes processos (ou melhorar o know‐how sobre eles). Porém, para melhorar aquiloque já se sabe fazer (um avanço tecnológico), é necessário a compreensão daquilo que se faz e porque se faz(pesquisa científica). Sem o exato conhecimento daquilo que se faz e porque se faz, não existe possibilidade decrescimento e desenvolvimento.
Por
 
que
 
as
 
empresas
 
precisam
 
melhorar?
 
As empresas precisam adotar o know‐why por uma questão de sobrevivência. Fazer apenas o tradicional, executaras tarefas sem entender o porquê fará com que a empresa perca tempo e dinheiro – tempo em corrigir defeitos, emsetups e ajustes, em treinamentos de novos funcionários (já que a tendência de turn over é muito alta); perderádinheiro também em produção com má qualidade, fora do prazo e deixando de atender as expectativas de seusClientes que, insatisfeitos em não receber o valor pelo qual pagaram, procurarão a concorrência.Em algumas circunstâncias nos deparamos com situações do tipo “trabalho há 30 anos nesta máquina, sempre fizdesta forma e sempre deu certo”. Outra: “na teoria é uma coisa, na prática é outra”. Mais: “isso tudo é só papel, nahora do vamos ver, o que vale é a minha experiência”. Poderia enumerar aqui diversas frases repetidasexaustivamente quando os colaboradores da fábrica defendem suas metodologias de trabalho e condenam osenvolvidos em pesquisas e desenvolvimento, questionando por que a empresa ainda mantém este departamento eo que os colaboradores de P&D realmente fazem. E isto não é apenas um questionamento exclusivo doscolaboradores do chão‐de‐fábrica: diretores, algumas vezes, perguntam aos profissionais de P&D qual o papeldeles no faturamento da empresa. É uma resposta simples: estão cuidando da sobrevivência da empresa peloaspecto tecnológico. Estão criando alternativas de melhorias para a empresa. Estão se perguntando o porquê dedeterminada tarefa ser realizada daquela forma há 30 anos e o que poderia ser melhorado nela para produzir deforma mais rápida, com menos perdas e pensando em uma condição saudável par ao colaborador.Aplicar o conhecimento do por que das coisas é o mesmo que falar de relação causa e efeito. E o que seria a relaçãocausa e efeito senão o próprio estudo dos problemas da empresa e suas soluções usando metodologias como oPDCA e Ferramentas de Qualidade diversas. Melhoria de Produtividade é isso também: é buscar o know‐why dos
 
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IMPORTÂNCIA
 
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processos e dos produtos, pesquisando e desenvolvendo novas opções para os processos, perguntando‐se sempreo porquê de ser realizado de tal forma e propondo melhorias. É não se contentar com o processo atual, é enxugá‐locada vez mais, cortar as gorduras, os excessos e as sobras, deixar toda a cadeia produtiva “enxuta”.Não basta apenas saber como fazer no chão‐de‐fábrica e até mesmo aprimorar isso. É preciso saber o porquê deser feito daquela forma, quais os motivos, as implicâncias, os fenômenos físicos, químicos e biológicos envolvidosnaquele processo. Quando, para chegarmos ao know‐how, passarmos pelo know‐why, nossos esforços serão maisefetivos, fato que já presenciei durante meus 20 anos de experiência na área de processos de fabricação edesenvolvimento de produtos.Porém, para que esta mudança ocorra, torna‐se necessária a quebra de paradigmas que acabam por se tornarbarreiras à mudança (os fatores inibidores da inovação). Esta crise mundial serviu para evidenciar a conduta dasempresas, não de forma geral, mas em boa parte: separou as empresas que usarão este momento difícil paramudar seus conceitos e quebrar paradigmas, inovando em seus processos, e as empresas que darão continuidadeao processo que já possuíam, esperando a fase turbulenta passar. Renomados autores de artigos voltados para amelhoria de qualidade, produtividade e processos afirma que as empresas que investirem em inovação eotimização de seus processos, sairá fortalecida quando esta fase passar, e as empresas que darão continuidade aosseus processos obsoletos sairão ainda mais enfraquecidas (se saírem). “Quando a empresa está colhendo bonsresultados, a tendência é contentar‐se com as rotinas. Se os resultados pioram, começa‐se a pensar nas açõesestratégicas”.E como seria a conduta das empresas que apostam na inovação como fator de melhoria de seus processos eprodutos? De acordo como artigo do prof. Cantizani,
“...Teoria
 
Integrada,
 
que
 
enfatiza
 
a
 
inovação
 
mais
 
como
 
um
 
 processo
 
 paralelo
 
do
 
que
 
um
 
 processo
 
seqüencial.
 
O
 
 processo
 
é 
 
descrito
 
como
 
um
 
desenvolvimento
 
 paralelo
 
com
 
a
 
integração
 
dos
 
times
 
de
 
desenvolvimento
 
(P&D,
 
Produção,
 
Marketing)
 
e
 
são
 
simultaneamente
 
envolvidos
 
em
 
atividades
 
inovadoras.
 
Clientes
 
 potenciais
 
e
 
 fornecedores
 
são
 
chamados
 
 para
 
desempenhar 
 
um
 
 papel 
 
mais
 
importante
 
na
 
cooperação
 
do
 
que
 
antes
 
e
 
 procura
-
se
 
uma
 
colaboração
 
com
 
os
 
 próprios
 
concorrentes,
 
sob
 
a
 
 forma
 
de
 
 join
 
ventures,
 
 firmando
 
alianças
 
estratégicas
 
“.
 
Nos bons momentos, a gestão de risco é menor, você administra comcautela. Nas crises, é preciso ter mais ousadia, porque as empresas precisam de soluções novas.Felizmente, para os profissionais voltados para ações de melhorias, cuja característica profissional predominanteseja atuar em pesquisas, desenvolvimento, em procurar o know‐why e propor ações de melhoria com maisefetividade, o campo é vasto, pois inúmeras empresas de grande porte estão voltadas para a inovação para superara crise; por outro lado, infelizmente alguns profissionais desta mesma linha que atuam em empresas adeptas aosparadigmas, amargam momentos ruins esperando a fase de incertezas passar e poderem ver seus projetosnovamente em prática. De acordo com a reportagem recente da revista Época (26/01/2009), um empresário disseque estão em risco de perder o emprego os profissionais que cuidam de projetos ligados ao futuro. “Este é oprimeiro que dança”. Infelizmente.
 As
 
sete
 
regras
 
para
 
os
 
projetos
 
darem
 
certo
 
O texto abaixo foi obtido da coluna diária de Max Gehringer em uma rádio no dia 9/2/2009. Muito interessante.“Projeto é uma série de atividades que vai dar uma vida prática a uma boa idéia. Novos projetos são o oxigênio deuma empresa porque eles impedem que a empresa continue a fazer sempre a mesma coisa e acabe perdendofôlego e se tornando obsoleta.

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