A
IMPORTÂNCIA
DE
SABER
O
PORQUÊ
DAS
COISAS
E
NÃO
APENAS
EM
SABER
FAZER
AS
COISAS:
KNOW
-
WHY
E
KNOW
-
HOW
Sandro Cantidio
w w w . s a n d r o c a n . w o r d p r e s s . c o m
Página
1
Assisti a uma excelente aula do Prof. Dr. Antônio Cantizani Filho, onde o assunto era “Ciência, Tecnologia e oprocesso de inovação tecnológica”. Em dado momento, assistimos a um trecho do filme “2001 – Uma Odisséia noEspaço”, no trecho chamado “A Aurora do Homem”, mostrado como exemplo e ilustração para a definição de“Ciência” e “Tecnologia”, e gostaria de discorrer não apenas o que absorvi desta aula, mas como posso verificarestes conceitos nas indústrias de um modo geral.
A
definição
de
Ciência
e
Tecnologia.
A Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leisgerais especialmente obtidas e testadas através do método científico. O conhecimento científico depende muitoda lógica.Tecnologia (do grego τεχνη — "ofício" e λογια — "estudo") é um termo que envolve o conhecimento técnicoe científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento.A ciência e a tecnologia sempre estiveram muito próximas uma da outra. Geralmente, a ciência é o estudo danatureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de talconhecimento científico para conseguir um resultado prático.Portanto, “tecnologia é o estudo sistemático das técnicas para fabricar e fazer coisas; ciência é a tentativasistemática de entender e interpretar o mundo”.
Do
Know
-
How
para
o
Know
-
Why
A área de pesquisa e desenvolvimento (P&D ou Research and Development) ocupa relevado destaque no cenárioatual das empresas que pensam e agem de forma estratégica, não apenas em sua sobrevivência, mas também emobter posição de destaque no mercado internacional. São empresas inovadoras. Atualmente, não basta apenas tero know‐how ou saber fazer as coisas, é preciso ter o know‐why, ou entender o porquê das coisas para assumir umaposição de destaque neste novo paradigma.Com a crise atual, muitas empresas têm apostado no “continuísmo”, ou seja, fazer as coisas como já estavam sendofeitas anteriormente: “para que mudar agora, este é um momento de centrarmos esforços apenas em darresultados. Se podemos melhorar, vamos deixar isso para quando a crise passar”. Poderá ser tarde demais paravencer este paradigma. Para aqueles que não gostam de novos conhecimentos, de sessões exaustivas detreinamento, de mudanças ou de “sair da zona de conforto”, realmente manter a tática do “deixarmos como está”parece ser convidativa. Porém é necessário refletir sobre o quanto empregamos de mão‐de‐obra, tempo e dinheiropara fazermos as coisas que, se tivéssemos total domínio sobre ela, poderíamos fazer economizando pessoas,tempo, equipamentos e dinheiro. É aqui que o know‐why passa a ser um diferencial. Karin Parodi, sócia da CareerCenter, afirmou em recente reportagem da revista Época (26/01/2009) que “nenhuma mudança é fácil. Em geral,lutamos para atingir uma zona de conforto e, quando a atingimos, queremos ficar nela. Em tempos mais tranqüilos,quando a demanda é alta, a exigência é menor. E o natural é fazer mais do mesmo, acreditar que o que fazemos ésuficiente”.Alguns profissionais são capacitados e preparados em suas competências para desenvolver este papel de pesquisae desenvolvimento – e não falo apenas em desenvolver novos produtos; falo de inovações gerenciais, gestãoadequada de recursos, redução de perdas e melhoria de produtividade pelo fato de conhecer o porquê dos
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