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119827625 Helen Bianchin Proposta Indecente

119827625 Helen Bianchin Proposta Indecente

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02/14/2013

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Proposta indecente Helen BianchinProposta Indecente (Julia 1186)(Mistress by Contract)Helen Bianchin (2001)
Mikayla só podia pensar em uma solução para saldar a divida de seu pai com o rico empresário Rafael Velez-Aguilera: oferecer a si mesma em troca! Ela sabia que aquilo era loucura. Rafael era o tipo de homem que poderia ter todas as mulheres que quisesse, e Mikayla ainda era virgem... Rafael ficou intrigado com a proposta de Mikayla e imediatamente apresentou-lhe um contrato especificando seus deveres como amante durante um ano. E a primeira clausula era: dormir na mesma cama. Rafael era um homem charmoso, atraente, carismático... Não seria nada difícil para Mikayla entregar- se a ele. Mas e depois? Como ficaria seu coração quando o contrato terminasse? 
CAPÍTULO 1
Rafael Velez-Aguilera observou o sol brilhante através da janela da cozinha. Encheu a jarra de água e, commovimentos ágeis, fechou a torneira e pôs a jarra sob a cafeteira. Colocou grãos frescos de café no filtro e ligou oaparelho.Os ovos e as torradas estavam prontos. Arranjou tudo sobre uma bandeja e foi até o terraço.Voltou à cozinha, tomou o suco de laranja em grandes goles, serviu-se de café, apanhou o jornal e sentou-se aosraios de sol do começo da primavera.Permitir-se tomar o desjejum com calma se tornara um hábito. A melhor parte do dia, pensou satisfeito, aovisualizar as manchetes, lendo o que lhe interessava, saboreando o que preparara.Folheou a seção de negócios, e em seguida as colunas sociais. Observou as fotos e, um segundo antes de virar apágina, viu sua imagem embaixo, à direita.Hum... Sasha estava deslumbrante. O perfil perfeito, o sorriso ideal; não poderia estar mais atraente.Leu a legenda com atenção: "Comemorando o recente sucesso das empresas Aguilera, Rafael Velez-Aguilera,empresário multimilionário, desfruta a noite no restaurante Déjeuner com Sasha Despoja”.Um sorriso discreto surgiu em seus lábios.Era verdade, era um homem rico e bem-sucedido. Sorriu, contente.Morava em uma bela casa em um dos bairros elegantes de Sydney. Possuía um patrimônio invejável, espalhado pordiversas cidades.Rafael parecia ter tudo.O colunista só desconhecia sua origem.Fora criado e educado em um ambiente pobre e insalubre, onde os fortes sobreviviam e os humildes erameliminados.1
 
Proposta indecente Helen BianchinDesde muito novo desejara mais do que essas condições lhe proporcionariam, mais do que contar os centavosdurante toda a vida. Desde garoto quisera sair desse mundo sombrio onde sobreviver era a única ambição.Saber se safar de situações difíceis na cidade grande era uma de suas metas. Estudar era a outra.E Rafael lutou como pôde, ganhando bolsas, formando-se com mérito, não pelo prestígio ou para agradar aos pais.Por ele mesmo.Tivera muito sucesso. Aos trinta e seis anos, estava exatamente onde planejara. Podia ter qualquer mulher quedesejasse, e tinha, sempre que lhe aprazia.Sua última companhia desejava um compromisso, mas Rafael não queria uma relação duradoura, apesar de gostarde dormir com ela.Haveria uma só mulher para um homem? Duvidava.O telefone celular interrompeu-lhe o devaneio. - Velez-Aguilera.- Buenos dias, querido.A voz era melosa e felina. Tencionava acelerar seu coração e deixá-lo arrepiado, para que lembrasse o quedispensara na noite anterior.- Sasha...- Estou incomodando?- Não - respondeu com sinceridade. - Que tal jantarmos hoje à noite?Rafael admirava a avidez em uma mulher, mas preferia tomar a iniciativa.- Terei de estudar alguns papéis, Sasha. - Outro dia, então?Ela se recuperara rápido, mas Rafael podia perceber a necessidade de afirmação, que preferiu ignorar.- Quem sabe? - E desligou o aparelho.Rafael observou o gramado impecável, a água azul da piscina, a quadra de tênis, e voltou ao jornal.Serviu-se de mais uma xícara de café, consultou o relógio e passou geléia no último pedaço de torrada. Cincominutos depois entrou na cozinha, enxaguou e colocou os pratos na lava-louças, e subiu para se vestir.Possuía dezenas de ternos. Escolheu um Armani e acrescentou um colete. Vestiu o paletó, verificou a carteira,apanhou a pasta, o laptop e saiu.O sistema de segurança estava acionado. Na garagem, entrou no Mercedes último tipo e arrancou para a rua.Seu escritório ficava em um andar alto em um dos edifícios envidraçados do centro, uma obra-prima daarquitetura com uma vista espetacular do porto.O trânsito era intenso. Rafael abriu o laptop, checou a agenda, marcou duas ligações que a secretária deveriafazer. Quinze minutos depois, entrou no estacionamento e parou na vaga demarcada.Com movimentos ágeis, desligou o motor, pegou o laptop e a valise, e saiu do carro.- Rafael Velez-Aguilera.Ele estacou diante da voz feminina e virou-se devagar, o corpo em alerta apesar da aparência tranqüila, prontopara reagir a qualquer sinal de agressão.Loira, pequena, esbelta, olhos verdes, traços atraentes. Não parecia uma inimiga, mas isso não queria dizer nada.Rafael sabia o que um expert em artes marciais era capaz de fazer, a despeito do sexo ou tamanho.Teria ela uma arma? Rafael a estudou com cuidado, as mãos segurando a bolsa de couro. Se houvesse uma faca ouum revólver ali, poderia desarmá-la antes que desse um passo.Droga, havia seguranças no prédio inteiro. Como a garota entrara?- Sim.- Preciso falar com você.Rafael ergueu uma sobrancelha e a encarou, estudando seu próximo movimento.- Sou muito ocupado. - Puxou a manga do paletó e consultou o relógio.- Bastam cinco minutos. - Ela calculara o tempo, medira as palavras, poderia dizer tudo mais rápido se fossepreciso. - Marque um horário com minha secretária.- Eu tentei. - Balançou a cabeça. Nada na mídia poderia captar a essência daquele homem, ou transmitir suaconstrangedora aura de poder.2
 
Proposta indecente Helen Bianchin- Não adiantou. - A jovem forçou um sorriso. - Sua segurança é impenetrável.- Mas você chegou até aqui. - Pura astúcia.Um pedido desesperado e verdadeiro ao segurança. Ela só esperava que não custasse o emprego dele.A mocinha tinha garra, ele precisava reconhecer. - E agora quer fazer o mesmo comigo?- E perder mais tempo? Rafael estava intrigado.- Dois minutos - estipulou. - Seu nome é?- Mikayla. - Sabia que o resto teria um efeito desastroso. - Filha de Joshua Petersen.A expressão dele de súbito endureceu e, quando falou, sua entonação foi glacial:- Não.Era o que Mikayla esperava, mas insistiu. Precisava insistir. - Você me deu dois minutos.- Podia ter dado vinte, e a resposta seria a mesma. - Meu pai está morrendo.- Quer minha compaixão? - Tolerância.Os traços do rosto dele se tornaram ainda mais implacáveis, o olhar inflexível e perigoso.- Você ousa pedir tolerância para um homem que desvio centenas de milhares de dólares de mim?Mikayla tentou manter a calma.- Papai está hospitalizado, com um tumor cerebral inoperável. - Fez uma pausa. - Se você acioná-lo, ele passarásuas últimas semanas de vida dentro de uma prisão.- Não. - Rafael apertou o alarme do carro, pôs as chaves no bolso e começou a andar em direção ao elevador.- Eu faço qualquer coisa! - Era a última tentativa desesperada. Duas cartas tinham sido ignoradas, e as ligaçõesnão obtiveram retorno.Rafael parou, virou-se e a mediu em uma avaliação insultante.- Você precisaria fazer mais... - Coçou o queixo, pensativo. - Mais do que seria capaz.- Como pode saber?- Eu sei - disse com total segurança.Se Rafael entrasse no elevador, seria o fim. - Por favor...Ele ouviu o pedido, percebeu o leve tremor na voz e continuou andando. A porta do elevador se abriu e Rafaelfalou.- Você tem um minuto para sair deste estacionamento, ou será presa por invasão.Rafael esperou raiva, fúria, ou mesmo uma agressão. Ou uma cena de choro.Mas viu apenas orgulho no pequeno queixo empinado. A boca tremia enquanto ela procurava manter o controle, masos olhos ficaram úmidos de repente. Uma lágrima rolou por sua face.Rafael entrou no elevador e pressionou o botão. Sua expressão não mudara.- Trinta segundos.A porta se fechou e Rafael foi transportado para o conjunto de escritórios em um andar alto.Acenou de leve para a morena na moderna mesa de recepção, cumprimentou a secretária e entrou na sala.A magia da eletrônica lhe rendera uma fortuna. Desenvolver a tecnologia da informática e a internet eram suaespecialidade. Confirmou os compromissos com a secretária e se pôs a trabalhar.Duas horas depois, gravou o arquivo em que estivera trabalhando e puxou o de Petersen. Não para refrescar amemória. Tinha já muita experiência para se incomodar com qualquer coisa. Mas o rosto de certa garota loira o invadira,a imagem da lágrima em seu rosto não o deixava, e ele queria esquecer.Joshua Petersen, viúvo, uma filha, Mikayla, solteira, vinte e cinco anos, professora. Havia um endereço e umtelefone, a escola onde trabalhava. Hobbies.Rafael levantou uma sobrancelha.Imprimiu as informações, dobrou a folha e a guardou no bolso do paletó. Então fez uma ligação:- Descubra qual a situação de Joshua Petersen e seu estado de saúde.O homem se dizia falido por dívidas de jogo. Na época, Rafael não investigara a fundo.Recebeu a resposta uma hora depois. As informações sobre sua condição médica coincidiam com o que a filhaafirmara. Rafael imprimiu a folha com as informações e as releu. Havia provas de que Joshua usara o dinheiro parabancar os cuidados médicos da esposa acidentada durante meses, na luta contra o coma que precedeu sua morte.3

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