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KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas

KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas

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08/23/2013

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Títulodooriginalinglês:
TheStructlJre
of
ScíentificRevolutions
Copyright©
J
962,1970by
The
University
of
Chicago
Dados
Internacionais
de
CatalogaçãonaPublicação(CIP)_.(CârnaraBrasileiradoLivro,
SP,
Brasil)._Kuhn,
Thomas
S.,Aestruturadasrevolõescienficas
I
ThomasS.Kuhn;tradução
Beatriz
ViannaDoeiraeNelsonBoeira.-9.ed.-
São
Paulo:
Perspectiva,2006.-
(Debates;
115)Títulooriginal:
The
structurc
of
scientificrevolutions.Bibliografia.
ISBN
85-273-01
J
1-31.
Ciência
-
Filosofia
2.Ciência-História
I.
Título.
H.
Série.
sUfI.1Amo
OS·O(,9'J
CUIJSO'J
j'reliício.9
Índiccs
para
catálogosistemático:I.
Ciência:
História509
9'
ediçãoDireitosreservados
em)íngua
pOltuguesaàEDITORAPERSPECTIVAS.A.
Av.
BrigadeiroLnísAntônio,302501401-000-SãoPaulo-
SP
-BrasilTelefax:(0--11)3885-8388www.editoraperspectiva.com.br
2006
I
!
!
J.
I
I
.
.01;;
i
.
.·;
'
í
i ' ~ < '
Introdução:
Um
PopelporooHistória
19
\
0)
ARoto
pora
aCiênciaNormol...............................
29
2.
ANatureza
do
CiênciaNornlol..............................
43
3.
ACiênciaNormoJ
C01110
Resolução
de
Quebra-Cobeças57
4.
APrioridadedosParadigmas
67
( ~
A . A n ~ l l 1 a l i a
eaEmernciadasDescobertosCIentIfIcas
77
6.
As
CriseseaEmernciadasTeoriosCientíficos.
93
7.
ARespostaàCrise107
8.
ANaturezaeaNecessidadedasRevoluçõesCientíficas
125
9.
AsRevoluçõescomoMudançasdeConcepção
de
Mundo147
( ~ A
Invisibilidade
dos
Revoluções
175
7
 
INTRODUÇÃO:
UM
PAPEL
PARA
AHISTÓRIA
Seahistóriafossevistacomoumreposirioparaalgomaisdo
que
anedotasoucronologias,poderia
produzir
uma
transformaçãodecisivanaimagemdeciência
que
atualmentenos
domina.Mesmo
ospróprioscientistas
mhaurido
essa
imagem
principalmente
110
estudodasrealizaçõescientíficas
acabadas,
tal
como
esoregistradasnosclássicos
e,
mais
recentemente,
nosmanuaisquecada
nova
geração
utilizapara
aprenderseu
ofício.Contudo,oobjetivo
de
taislivrosé
inevitavelmente
persuasivoepedagógico;
um
conceitode
ciência
deleshauridotetantasprobabilidadesdeassemelhar-seaoempreendimentoqueosproduziu
como
aimagemde
uma
culturanacionalobtidaatrasdeumfolhetotusticoouum
manual
denguas.Esteensaiotenta
mostrar
queesseslivrosnostêmenganadoemaspectosfundamentais.
Seu
objetivoé
esboçar
umconceitode
ciência
bastantediverso
que
podeemergir
dosregistroshistóricosdaprópriaatividadedepesquisa.
19
 
Contudo,mesmosepartirmosdahistória,essenovo
COn
ceitoosurgirásecontinuarmosaprocurareperscrutar
os
dadoshistóricossobretudopararesponderaquesespostaspeloestereótipoa-históricoextrdodostextoscienficos.Porexemplo,essestextosfreqUentementeparecemimplicarqueoconteúdodaciênciaéexemplificadodemaneiraímparpelasobservões,leiseteoriasdeseritas
em
suaspáginas.Comquaseigualregularidade,osmesmoslivrostêmsido
I
interpretadoscomoseafirmassemque
os
métodoscientífi-cososimplesmenteaquelesilustradospelascnicas
de
manipulaçãoempregadas
na
coleta
de
dadosdemanuais,juntamentecom
as
operaçõeslógicasutilizadasaorelilcionar
es
ses.dados
às
generalizaçõesteóricasdessesmanuais.Oresultadotemsido
um
conceitodeciênciacomimplicaçõesprofundas
no
quedizrespeitoàsuanatnrezaedesenvolvimento.
Se
aciência
é
areunodefatos,teoriilsemétodosreunidosnostextosatuais,enooscientistasohomensque,comousemsucesso,empenharam-se
em
contribuircom
um
ou
outroelementoparaessaconstelaçãoespecífica.Odesenvolvimentotorna-seoprocessogradativoatras
do
qualessesitensforamadicionados,isoladamente
ou
em
combinoção,aoestoquesemprecrescentequeconstituioconhecimentoeocnicacienficos.Eahistória
da
ciência
tornZ1-se
ac1iscirlin,1
CJuc
rcgistrel
[cinto
cssesaumentossucessivoscomo
os
obst{\culosquc
iniiJiréllll
suaacumulação.Prcocupa
do
comodesenvolvimentocienfico,ohistoriodorparcceenoterduastarefasprincipais.
Deum
ladodevedeterminarquandoeporquemcadafato,teoria
oulei
científicacontemporânea
foi
descobertaouinventada.
De
outrolado,devedescrevereexplicarosamontoadosdeerros,mitosesuperstiçõesqueinibiramaacumulaçãomaispidadoselementosconstituintes
do
modernotextocientífico.Muitapesquisa
foi
dirigidaparaessesfinsealgumaainda
é.
Contudo,nosúltimosanos,algunshistoriadoresestãocncontrandomaisemaisdificuldadesparapreencher
as
fun
çõesquelhessãoprescritaspeloconceitodedesenvolvimentopor-acumulação.Cornocronistas
deum
processo
de
aumen
to,
descobremqueapesquisaadicionaltornamaisdifícil(enãomaisfácil)responderaperguntascomo:quando
foi
descobertoooxigênio?Quemfoioprimeiroaconcebera
20
conservação
da
energia?Cadavezmais,algunsdelessuspei
tam
dequeessessimplesmentenãoo
os
tiposdequesesa
serem
levantadas.Talvezaciêncianãosedesenvolvapelaacumulação
de
descobertaseinveõesindividuais.Simultaneamente,essesmesmoshistoriadoresconfrontam-secomdificuldadescrescentesparadistinguirocomponente"cienfico"dasobservõesecrençaspassadasdaquiloqueseuspredecessoresrotularamprontamentede"erro"e"superstição".Quantomaiscuidadosamenteestudam,digamos,adimicaaristotélica,aquímicaflogística
ou
atermodinâmicacarica,tantomaiscertostornam-se
de
que,como
um
todo,
as
conceõesdenaturezaoutroracorrentesnãoeramnem
menos
cienficas,nemmenosoprodutodaidiossincrasia
do
que
as
atualmente
em
voga.
Se
essascrençasobsoletasde
vem
serchamadasdemitos,eno
os
mitospodemserproduzidospelosmesmostiposdetodosemantidospelasmesmasraesquehojeconduzem
ao
conhecimentocientí
fico.Se,
poroutrolado,elasdevemserchamadasdeciências,enoaciênciaincluiconjuntos
de
crençastotalmenteincompatíveiscom
as
quehojemantemos.Dadasessasalternativas,ohistoriadordeveescolheraúltima.Teoriasobsole
tas
não
são
em
prinpioacientíficassimplesmenteporque
foram
dc.scartmlas.
Contudo,
est<]
escolhatornodifícil
C(ll1-
ccbcrodesenvolvimentocienficocomo
UJ11
processodeacscimo.Amcsmapesquisahistórica,quemostra
as
difículdadesparaisolarinvençõesedescobertasinciividuais,
d,í
margem
aprofundasvidasarespeito
do
processocumula
tivo
queseempregouparapensarcomoteriamseformadoessascontribuiçõesindividuais
fi
ciência.Oresultado
de
todasessasdúvidasedificuldades
foi
umarevoluçãohistoriográfica
no
estudo
da
ciência,emboraessarevoluçãoaindaesteja
em
seusprimeirosestágios.
Os
historiadoresdaciência,gradualmenteemuitasvezessem
se
aperceberemcompletamentedequeoestavamfazendo,começa
ram
asecolocarnovasespécies
de
queseseatrarlinhasdiferentes,freqUentementenão-cumulativas,
de
desenvolvimentopara
as
ciências.
Em
vezdeprocurar
as
contribuiçõespermanentes
de
umaciênciamaisantigaparanossaperspectivaprivilegiada,elesprocuramapresentaraintegridadehistóricadaquelaciência,apartirdesllaprópriaépoca.Por
21

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