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PROCESSOS ARTÍSTICOS EM INTERFACES COMPUTACIONAIS

PROCESSOS ARTÍSTICOS EM INTERFACES COMPUTACIONAIS

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1Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes PlásticasTransversalidades nas Artes Visuais – 21 a 26/09/2009 - Salvador, Bahia
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PROCESSOS ARTÍSTICOS EM INTERFACES COMPUTACIONAIS
 Alexandra Cristina Moreira CaetanoUniversidade de Brasília
RESUMO
Neste trabalho, partimos do conceito de interface computacional, para estabelecermosas relações entre as interfaces gráficas e hápticas no processo de criação artística. Analisamos trabalhos de Suzete Venturelli, Tania Fraga, Gilbertto Prado e DianaDomingues, fazendo um recorte entre os artistas que são referências nacionais e quedesenvolvem trabalhos artísticos com interfaces computacionais. Em nossos estudostambém nos deparamos com uma nova geração de artistas que exploramartisticamente as interfaces gráficas e sensório-motoras. Em meio às estéticastecnológicas são estabelecidas interfaces interativas em processos poéticos decriação de arte computacional.
PALAVRAS-CHAVE
: interfaces computacionais, interatividade
ABSTRACT 
This work uses the concept computer interface in order to establish the relationships between graphical and haptics interfaces in the process of artistic creation. The paper analyses works made by Suzete Venturelli, Tania Fraga, Gilbertto Prado and Diana Domingues, which are national references and that develop artistic projects with computer interface. There is also a new generation of artists that artistically explore graphic and haptic interfaces. Through technological aesthetic, is possible to establish interactive interfaces in poetical processes of computer art creation.
KEY-WORDS: 
computer interfaces, interactivity 
 
I. Introdução
Nos anos 1980, a intervenção das novas tecnologias impulsiona osartistas ao desenvolvimento de uma arte fundada em estéticas tecnológicas.Inaugura-se a era das interfaces, em que novos paradigmas são evidenciadosa partir da interação homem-máquina. A desmistificação das tecnologiascomputacionais tanto quanto a proliferação dos computadores pessoaiscolocaram os artistas diante de possibilidades estéticas interativas.Foi neste período que os artistas, segundo Suzete Venturelli (2004),passaram a se interessar pela utilização de computadores como meio para aprodução de obras que se destacavam pela possibilidade de uma maior participação do espectador. Desde então interação e interatividade integram ovocabulário dos artistas, em função de propostas da arte computacional.
 
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O artista passa a anunciar o potencial estético dos métodos avançados decriação de imagens, assim como passa a formular opções de percepção e deposições artísticas, e a pesquisar formas de interação e interfaces. Assistimos à transformação dos espectadores passivos em produtoresde mensagens e conteúdos, em sujeitos reflexivos, participativos, segundoMarco Silva (2006). A passagem de espectador a interator não se dá apenaspela introdução do computador na produção artística, mas pelodesenvolvimento das interfaces que abriram possibilidades para propostas deinteração.
2. Interface e Interatividade
Embora encontremos inúmeras definições e interpretações para o termointerface, adotamos neste trabalho a abordagem de Diana Domingues (2002),segundo a qual, as interfaces, bem como os programas computacionais, sãoresponsáveis por registrar, traduzir e transmitir a ação do homem com amáquina e da máquina com o homem ou de uma máquina para a outra. Logoas interfaces serão usadas num sentido mais restrito em que se pressupõe umvínculo a sistemas computacionais e um tratamento lógico de informações, emum processo de tradução/conversão de dados (ROCHA, 2008).Integram a proposta artística, segundo Venturelli (2004), desde asinterfaces gráficas, até os dispositivos mais comuns, como teclados, mouse,até as mais sofisticadas interfaces sensório-motoras, tais como os capacetesde visão, óculos para estereoscopia
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, luvas sensoriais, entre outros. ParaDomingues (2002), ao se pensar em arte interativa e público, deve-se verificar os tipos de interfaces e dispositivos para as conexões com o computador,sejam as opções citadas por Venturelli, ou outro dispositivo que coloca acriação com sistemas interativos em parâmetros que modificam nossa relaçãocom a arte.Se a interface, segundo Venturelli (2004), permite que as informaçõesdeixem de ser estáticas e respondam aos gestos, às palavras e a qualquer 
 
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meio de entrada de dados, podemos afirmar, em concordância com StevenJohnson (2001, p.33) que “a interface é uma maneira de mapear esse territórionovo e estranho, um meio de nos orientarmos num ambiente desnorteante”.Talvez, mais que mapear, as interfaces homem-máquina possibilitem outrasconfigurações que, segundo Venturelli, relacionam a visão, a ação, apercepção e o conhecimento. Relacionando os diferentes sentidos, asinterfaces assumem papel importante na dinâmica de interação entre homem emáquina.São as interfaces que realizam a ponte entre zilhões de zeros e uns e asimagens, sons e impulsos visíveis ao interator. Como diria Bairon (1995, p.66),“se na modernidade tudo que é sólido desmancha no ar, o ar passará a estar repleto de informações desmanchadas à busca de sua interface”.Transformadas em códigos binários, as informações necessitam de umainterface na qual seja feita a transcodificação dos dados garantindo sualegibilidade pelo homem.O trabalho do artista, segundo Domingues (2002), consiste em fazer com que os sinais movam-se para dentro do sistema através de dispositivos ouinterfaces que garantam os contatos do homem com programas. É na criaçãodas interfaces, segundo Santaella (2002), que os artistas exploram o limite daconjugação da obra proposta com os softwares, constrói-se o diálogo entre obiológico e os sistemas artificiais em ambientes virtuais em que dispositivosmaquínicos, câmeras e sensores, capturam sinais emitidos pelo corpo paraprocessá-los e devolvê-los transmutados.Uma obra estaria em contínua construção a partir da interação quepermite ao público constituir-se um co-autor do trabalho. A interatividade com aobra, de acordo com Domingues (2002), ocorre por meio de dispositivos ouinterfaces de contato do público numa relação de mudanças internas eexternas ao sistema e em tempo real. Rompe-se com o distanciamento quehavia até então entre o expectador e a obra de arte.Domingues (2002) afirma que a interatividade ocorre nocompartilhamento do corpo com a linguagem abstrata dos softwares, em que

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