reproduzir todas as novas condições e variáveis para que houvesse os mesmosresultados, na “adoção de uma mesma política”. A Economia não é uma ciência exata! Aevolução da economia é baseada, muito mais, no acaso do que em regras matemáticas.Depende da forma que cada agente econômico interpreta e, portanto, reage diante dasituação. São milhões de possibilidades! O que torna impraticável a elaboração dealgoritmo adequado para sua projeção. Há grande possibilidade de que haverá resultadosmenos críticos se os principais agentes agirem com otimismo diante das decisões quetiverem de tomar. Aparentemente, até em função da mídia global, há uma tendência para “o quanto pior melhor, maior a venda de notícias geradas”. Mesmo porque os próprios jornais estão em crise diante das notícias virtuais. A grande crise que há, emminha opinião, é de otimismo além de avaliação mais próxima da realidade em cadacaso. Será desastrosa a decisão de restrição do crédito, especialmente àquele destinadoa produção agrícola, geradora natural de riquezas reais. É o Capitalismo dando “um tirona cabeça”, visando a normalização futura do mercado com base na escassez.É nessa esteira que o Brasil pode sofrer conseqüências com a crise. Mesmo em algunsestados, que como o Paraná, tenha sua produção agrícola baseada emCooperativas, fortalecidas e com recursos para financiar uma parte da produção de seuscooperados.Um dos grandes erros de avaliação da crise é a utilização de métricas exclusivamentefinanceiras. A economia é algo muito maior que apenas finanças. Infelizmente, ao que parece, a grande maioria das pessoas se esqueceu do que é, de fato, Economia. Umaciência que abrange o Homem, a Natureza e a Moeda, em especial. Analisar as situaçõesapenas pelo viés financeiro será a continuidade do desastre.Uma possível conseqüência futura ao Brasil, caso haja restrição exagerada do créditoagropastoril, será a inflação, gerada pela redução de bens disponíveis com conseqüenteaumento de preços e sem recursos ao consumo, visto que a massa dos salários tambémseria reduzida.Neste momento venho observando que as demissões em parte das indústrias vem se processando como uma higienização dos salários; ou seja: cortam-se os maiores saláriosque são substituídos por pessoas com salários de iniciantes. Pode ser um programaválido, caso não haja uma pressão sobre a produção.De qualquer forma, entendo que especular sobre o futuro é fazer um lance de dados,com alguma probabilidade de acerto (e muitas de erro).
3. Há um clima propício a acreditar, nos meios empresariais, que o impacto noBrasil não será tão forte. Por que este otimismo?
Leave a Comment