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Até Amanhã

Até Amanhã

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07/07/2014

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ATÉ AMANHÃ
 
by RafeDurk 
 
Malditos sejam Bingley e os seus garranchos, pensou Darcy amargamente. Se Bingleytomasse ao menos um pouco de cuidado com sua correspondência, ele estaria se aproximando deNetherfield naquele exato momento, e não sentado na carruagem esperando que seu cocheiroobtivesse a direção correta do estalajeiro. Mesmo quando se viaja com o tempo bom, umacarruagem parada logo fica abafada, e Darcy estava fazendo o seu melhor para permanecer calmoem frente ao seu crescente desconforto.Ele deveria ter viajado para Hertfordshire há um mês com Bingley, Miss Bingley, e osHursts, mas ele tinha desistido no último minuto. Georgiana, ainda se recuperando das implicaçõesde sua quase fuga, tinha precisado dele, então ele tinha permanecido com ela até que ela oassegurasse de que não precisava mais de tanta assistência e insistisse para que ele cumprisse suapromessa de ajudar Bingley em sua nova propriedade.Darcy tinha escrito a Bingley diretamente informando seu amigo de suas intenções erequerendo a direção correta. Em sua ansiedade
 – 
Darcy caridosamente assumiu que tivesse sidomais ansiedade que simples descuido
 – 
Bingley tinha conseguido borrar tanto a página ao ponto deobscurecer a direção final: qual estrada tomar depois de alcançarem Meryton. Então eles tinhamchegado a Meryton e sido forçados a parar na estalagem. Enquanto seu cocheiro perguntava adireção correta, Darcy ficou sentado em sua carruagem, ficando mais quente a cada minuto edesconfortavelmente consciente de toda a atenção que sua carruagem estava recebendo das pessoaslocais.Não ser nada mais que um objeto de especulação e fofoca era aborrecido, e ele abruptamentepuxou a cortina de um lado da carruagem para bloquear a visão daqueles corajosos o suficiente paratentar um olhar para dentro da carruagem.Darcy olhou distraidamente pela outra janela por alguns poucos minutos antes de seucérebro registrar o que ele estava vendo. Wickham estava em Meryton! O imprestável estava paradopróximo a um oficial da milícia e um clérigo e falando com várias jovens damas. Em Ramsgate,Darcy não tinha confrontado o canalha pessoalmente; ele tinha escrito para Wickham, que tinhafugido como o covarde que era. Se eles tivessem se encontrado, ambos estariam mortos agora:Wickham pelas mãos de Darcy, e Darcy por cometer um assassinato. O tempo supostamente curatodas as feridas, mas como essa era a primeira vez que ele via Wickham desde a frustrada fuga,Darcy poderia ser perdoado pela raiva que surgiu nele.Felizmente, o motorista de Darcy retornou naquele momento, e logo eles estavam em seucaminho. Se Wickham viu o símbolo dos Darcy na carruagem quando esta passou, não deu nenhumsinal exterior disso. A maior parte do resto da viagem a Netherfield foi ocupada em determinar oque deveria ser feito. Varias opções foram consideradas e descartadas em uma sucessão rápida.Rapidamente Darcy chegou à conclusão de que nada poderia ser feito. Não havia razão para suporque eles se veriam com frequência, mesmo em uma vizinhança pequena. Após alguns poucosconselhos, Bingley respeitaria a declaração de Darcy de que Wickham não era digno da companhiadele ou de sua irmã solteira, e Darcy simplesmente evitaria qualquer festa propensa a envolver osoficiais.Apenas brevemente a ideia de expor Wickham passou por sua mente, mas era impossível.Não era responsabilidade dele seguir Wickham, expondo seu caráter para o mundo. Nem era eleculpado por qualquer um descuidado o suficiente para ser conquistado por maneiras aceitáveis e umrosto bonito. A afronta a sua própria dignidade
 – 
ele não exporia seus problemas pessoais para aspessoas fofocarem na rua
 – 
e o potencial perigo da reputação de Georgiana eram insuportáveis.Resolvido a não perder a calma se eles se encontrassem, enquanto ao mesmo tempo fariatudo em seu poder para evitar socializar com o cretino, Darcy se recostou em seu assento pelo restoda viagem.
 
 ~*~ *~*~*~Apesar de suas melhores intenções, Darcy não dormiu bem em sua primeira noite emNetherfield e não era porque ele raramente dormia bem em ambientes desconhecidos. Não, seucérebro estava cheio de Wickham e do estrago que poderia ser feito a uma pequena cidadecomercial. Talvez ele pudesse deixar escapar uma palavra ao comerciante local, ou pedir a Bingleypara lhe fazer esse favor, desde que Bingley era um vizinho, embora novo, teria mais credibilidadeque Darcy teria como visitante. Insinuações de débitos deixados para trás provavelmente oscolocariam em guarda o suficiente para serem cautelosos quanto ao crédito que eles davam semprecisar de provas de pagamento.Uma noite de insônia graças à perturbação de sua mente, deixou-o cansado e comnecessidade de exercício. Felizmente, Bingley habitualmente acordava tarde, e Miss Bingley e osHursts mantinham seus horários da cidade onde quer que residissem, então Darcy foi capaz de pedirque seu cavalo fosse selado e cavalgar pela propriedade sem ter que perder tempo com conversassem sentido que teriam testado a pouca paciência que sobrara nele naquela manhã.Vinte minutos e um galope puxado depois, Darcy desmontou em uma pequena clareira pertode um córrego e permitiu que seu cavalo bebesse antes de amarrar as rédeas em uma árvore. Acorrida tinha sido exatamente o que ele precisava, e pela primeira vez desde que vira Wickham, elese sentiu completamente clamo.
“Você está
extremame
nte enganado!”
 Uma voz de mulher em um tom sério assustou Darcy de seu devaneio não intencional, masele não estava demasiadamente preocupado até reconhecer a voz que respondeu.
“Não deixe a pertinência ser um obstáculo para os seus desejos, minha querida,” a voz suave
de um sedutor experiente, de Wickham, respondeu.Darcy estava de pé em um instante e caminhou na direção do som. Ele chegou bem emtempo de ver a jovem dama tentar estapear Wickham, apenas para ter seu delicado pulso apanhadopela mão dele. Darcy não foi rápido o suficiente para evitar o que aconteceu a seguir. EnquantoWickham permanecia inclinado sobre a mão direita cativa da mulher, sua mão esquerda formou umpunho que acertou infalivelmente o rosto de Wickham. Houve um baque surdo e um estalo peloimpacto, e Wickham libertou a mão dela, cambaleando para trás antes de cair no chão, segurando onariz com uma mão.
“Acho que não,” disse Darcy, quando Wickham tentou levantar. Levantando o outro homem pelo uniforme, ele acrescentou, “Você não tem deveres a atender em algum lugar, Wickham?”
 
“Darcy,” Wickham disse com escárnio, tocando seu chapéu. “Isso não diz respeito a você.”
 
“A dama claramente não deseja a sua presença. Diz respeito a qualquer 
cavalheiro
,” eleenfatizou a palavra, “ter 
certeza de que você se afaste imediatamente. Vá embora, e seja grato quefoi atingido apenas pelo punho dela, e não pelo meu também, pois seria impossível para
mim
parar
em um único soco.”
 Intimidado, Wickham recuou, se esgueirando na direção da estrada. Darcy observou até queele estivesse fora de vista, então mudou sua atenção para a mulher que ainda estava parada atrásdele. Ela encarou-o francamente, analisando-o enquanto ele fazia o mesmo.Ela era da altura de Georgiana, talvez uma polegada ou duas mais baixa, com similarescabelos escuros encaracolados. Sua pele clara era um pouco mais bronzeada que o padrãoconsiderado elegante, mas combinava com ela, assim como o rubor de esforço que permanecia emseu rosto. O vestido e o casaco que ela vestia marcavam-na como a filha de um cavalheiro, emboranão um de recursos extraordinários, mas ela não tinha acompanhante. Era perigoso para uma jovemdama andar sozinha, como ela tinha evidentemente descoberto. Sua aparência era leve e agradável,mas foram seus olhos que o prenderam. Eles capturaram-no em seu olhar feroz, desafiando-o,avaliando-o, e recusando ceder qualquer terreno que fosse.
 
Beleza suficiente para tentar qualquer homem. Inteligência suficiente para ver através daspretensões de Wickham. Desenvoltura para revidar. E coragem para encarar um estranho após o queela tinha acabado de experimentar.Essa mulher era um tesouro do tipo que ele nunca tinha visto antes.Ele curvou-
se profundamente, “Fitzwilliam Darcy, ao seu serviço. Você está bem?”
Ela fez uma reverência graciosamente em resposta, mas foi incapaz de esconder uma leve
careta enquanto se erguia. “Elizabeth Bennet. Eu devo agradecê
-lo por sua assistência oportuna,
senhor. Como ocorreu que estivesse aqui?”
 
“Eu estou visitando meu amigo, Mr. Bingley, em Netherfield. Mas você está machucada.”
Ele deu um passo à frente, desejoso por ajudar, mas incerto de como fazê-lo.
“Isso não é nada. Apenas a cabeça do Mr. Wickham é significantemente mais dura que ostravesseiros que estou acostumada a acertar,”
ela levantou a mão, e Darcy não foi devagar emaceitar o convite, alcançando-a para examiná-la.A mão dela era tão pequena na dele, e a opinião dele sobre ela cresceu quando ele pensouem como uma coisa tão delicada poderia ter derrubado Wickham com um único soco. Tãogentilmente quanto possível, ele flexionou seus dedos, procurando por machucados. Esperando quepudesse distraí-
la da dor, ele acrescentou, “E o que os travesseiros fizeram para ofendê
-la tão
gravemente, para que eu possa evitar tal destino?”
 Seu riso era uma gargalhada, não o delicado risinho das damas da sociedade, e Darcy sentiu-se afundar em encantamento por ela. Um leve toque em seu pulso provocou um leve silvo de dor.
“Perdoe
-me. Você deveria ter isso tratado por um médico, pode estar que
 brado.”
 
Miss Bennet flexionou os dedos e estremeceu. “Eu temo que esteja certo, senhor.”
 
“Posso acompanhá
-
la até em casa?” Ela começou a objetar, mas ele insistiu, “Eu acredito
que Mr. Wickham já tenha deixado a área, mas eu me sentiria mais tranquilo se a visse a salvo em
casa.”
 O sentido disso ganhou o consentimento dela. Darcy recuperou sua montaria e ofereceu seubraço a Miss Bennet, o qual ela aceitou após uma leve hesitação.Agora Darcy se encontrava em uma situação que ele nunca tinha experimentado antes. Eledesejou conversar com Miss Bennet, mas estava perdido sobre o que dizer. Falar sobre o tempoparecia muito mundano, e ele não queria ser tão indelicado e perguntar como ela veio a estarandando com Mr. Wickham. Como ele poderia saber que tópicos seriam interessantes já que eleconhecia tão pouco dela?
“Você sempre caminha ao amanhecer?” ele perguntou, então mentalmente se chutou.
Aquela pergunta provavelmente levaria a mente dela de volta a Wickham, e ele não queria isso.Felizmente, ela era graciosa o suficiente para ignorar a incompetência dele e ao invés dissofalou sobre seu amor pela natureza e as vistas que poderiam ser encontradas na vizinhança. Aconversa fluiu bem dali, incluindo comparações de Darcy sobre Hertfordshire e Derbyshire, e livrosque eles tinham lido.Mas muito cedo eles alcançaram o portão de Longbourn.
“Provavelmente seria melhor se nos separássemos aqui, Mr. Darcy. Eu temo que o resto daminha família não esteja preparada para visitantes a essa hora.”
 
“É claro. Eu não
desejaria me impor. Posso vir visitá-la amanhã? Eu tenho certeza que seupai terá perguntas, e eu gostaria de assegurá-
lo do seu bem estar.”
 
Miss Bennet corou. “É muito gentil da sua parte, Mr. Darcy, mas não é necessário. A dor jáestá cedendo.”
 
“Você me
força a ser insistente, Miss Bennet. Muito bem, eu não peço porque você estámachucada, mas porque é meu desejo fazê-lo; Miss Bennet, posso vir visitá-
la amanhã?”
 
Por quê? Você mal me conhece
.” Ela franziu o cenho em confusão e Darcy sorriu. Que
outra mulher teria perguntado isso? O corte de suas roupas, ou a qualidade do seu cavalo teria sidosuficiente para assegurar à maioria das mulheres na situação de Miss Bennet a aceitar suas atenções.Ela não era uma caça-fortunas; isso estava claro.

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