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Efeitos no homem e ecossistema de alguns metais pesados: Aluminio, Mercurio, chumbo, Cádmio, Arsénio, Crómio, Cobalto, Cobre e Zinco

Efeitos no homem e ecossistema de alguns metais pesados: Aluminio, Mercurio, chumbo, Cádmio, Arsénio, Crómio, Cobalto, Cobre e Zinco

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O presente trabalho tem como objectivo entender de que modo o Alumínio(AL), Mercúrio (Mg),
Chumbo(Pb), Cádmio(Cd), Arsénio (As), Crómio (Cr), Cobalto (Co), Cobre (Cu) e Zinco (Zn) interferem com
o ecossistema e com o homem ao longo dos tempos.
O presente trabalho tem como objectivo entender de que modo o Alumínio(AL), Mercúrio (Mg),
Chumbo(Pb), Cádmio(Cd), Arsénio (As), Crómio (Cr), Cobalto (Co), Cobre (Cu) e Zinco (Zn) interferem com
o ecossistema e com o homem ao longo dos tempos.

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11/30/2013

 
Efeitos no Homem e no ecossistema dealguns Metais Pesados: Alumínio, Mercúrio,Chumbo, Cádmio, Arsénio, Crómio, Cobalto,Cobre e Zinco.
 
Bela Irina P. N. Castro
a
, Carlos Manuel D. Silva
b
, Ana Rita D. Vieira
c
 
Universidade de Trás – os – Montes e Alto Douro, Ecologia Aplicada
a
24625,
b
24627,
c
21832
 
10 de Dezembro de 2007
Abstract
Objectivos
: O presente trabalho tem como objectivo entender de que modo o Alumínio(AL), Mercúrio (Mg),Chumbo(Pb), Cádmio(Cd), Arsénio (As), Crómio (Cr), Cobalto (Co), Cobre (Cu) e Zinco (Zn) interferem como ecossistema e com o homem ao longo dos tempos.
Conclusão
: Pela análises individual dos metais pesados aqui apresentados podemos concluir que estes sãometais bioacumulativos, i.e., acumulam-se nos tecidos vivos ao longo da cadeia trófica. Os seres vivosnecessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre e zinco para arealização de funções vitais no organismo. Sendo que ao alumínio, mercúrio, chumbo, cádmio, arsénio ecrómio não são conhecidas funções biológicas. Níveis elevados destes compostos no ecossistemaapresentam um grau de toxicologia que aumenta ao longo do tempo de exposição. Grandes concentraçõesde metais pesados são raras nos ecossistemas sendo que a sua verdadeira ameaça é mesmo umaexposição crónico que leva ao aparecimento de problemas teratogênicos, cancerígenos, mutagénicos e emalguns casos leva directamente a morte por contaminação.
Alumínio
 
O
alumínio
é um metal leve, macioe resistente, de aspecto cinza prateadoabundante na crosta terrestre e quedevido à sua grande reactividade químicaé usado, como combustível sólido parafoguetes e para a produção de explosivos,indústria dos transportes (materialestrutural), embalagens (latas),construção civil (janelas, portas) e bens deuso (ferramentas) (Klöppel
et al 
. 1997).Entre 2001 – 2005 a produção mundial dealumínio aumentou 30%, o que demonstraconsequentemente que também um maior número de trabalhadores foi exposto aosseus efeitos (Meyer-Baron
et al.
2007).A probletica do alumínio temdécadas de idade mas só recentementese confirmou que as suas propriedades
 
neurotóxicas eso relacionadas comdoenças como a neurodegenerão,encefalopatia, (Meyer-Baron
et 
 
al.
2007),demência dialítica, doença de Alzheimer (Zatta
et al.
1998) e alterações neuro-comportamentais (Meyer-Baron
et al.
2007).Estudos comprovam que existeuma relação entre a exposição – respostaao alumínio e que: a diferença desolubilidade do alumínio em espécies defluidos biológicos, a duração da exposiçãoe as doses administradas o variáveisque numa metanálise estimam amagnitude do efeito. Uma maior duraçãoda exposição e um aumento da dose estáassociado a uma maior magnitude, éimportante referir que existe umadiferença entre exposição permanente eexposição limitada no que diz respeito amagnitude do efeito.Em 1976 Alfrey
et al.
provouconvictamente que a intoxicação poalumínio estava fortemente relacionadacom a demência dialítica, no mesmo anoMcLachlan
et a
. relatou que elevadasconcentrações de aluminio aparecem emcertas zonas do cérebro de pacientes comAlzheimer (Corain
et al.
1995).Isto acontece porque o alumíniomultiplica os mecanismos de toxicidade norebro, o que tem um impacto nosprocessos básicos e a sua acumulação oua acumulação das suas diferentes formaspodem afectar em particular o hipocampoe o córtex cerebral (Meyer-Baron
et al.
2007).Nos ossos o alumínio pode interferir com a captão do cálcio pelo ossoconduzindo a osteomalacia, sendo que asua presença bloqueia a captão doCa
2+
, o que promove perdas de cálcio por excreção (Klein 2005).Existem evidências provenientes dediferentes estudos que dizem queconcentrações de alumínio abaixo dos135 μg/l têm um impacto na performancecognitiva. Meyer-Baron
et al.
no seutrabalho comprovou que funçõescognitivas foram afectadas quando adia da concentração de alumínio naurina se encontrava entre 30 61 μg/l(Meyer-Baron
et al.
2007).Em 1998 Zatta
et al.
num dos seusestudos comprova o efeito de variantes doalumínio na modificação da estrutura doseritrócitos sendo que estas modificaçõesestão relacionadas com o pH do meio.No ambiente estudos demonstramque compostos de alumínio tal como AlCl
3
são extremamente tóxicos para os ovosdos peixes e produtores primários (algas)e tóxico para peixes e consumidores deprimeira ordem (Klöppel
et al.
1997).
Mercúrio
O
mercúrio
é o único metalencontrado na forma líquida em condiçõesde temperatura e pressão normais,formando vapores incolores e inodoros.Na sua forma natural surge dadegradação da crosta terrestre a partir devulcões e, provavelmente, pelaevaporação dos oceanos. É consideradoum poluente de alto riscos e de gravesefeitos para a saúde decorrentes daexposição do metilmercúrio encontrado naágua e alimentos aqticos. É muitousado nas indústrias de cloro-soda,equipamento electrónico, bricas detintas, agricultura, pilhas, odontologia emedicina.A biotransformão do mercúrioinorgânico em metilmercúrio representaum sério risco ambiental pois aumenta amedida que sobe nos níveis tróficos dosecossistemas (Fant
et al.
2001), fenómenochamado bioamplificação.Os estuários providenciam um eloessencial na biogeoquimica do mercúrioentre o ambiente terrestre e marinho.Pequenas partículas de mercúrio otransportadas pelos rios para os oceanose este leva a que eles se reacumulem nosestuários devido a um processo desedimentação. A re-sedimentação é umfactor de re-introdução do mercúrio nasfileiras de água (Kim
et al.
2004).O merrio quando laado no
 
ecossistema aqtico, proveniente deactividades minerais e lixiviação dos solosapós o desmatamento, são consideradosos principais factores para acontaminação dos ecossistemas. Numambiente anaeróbio o mercúriotransforma-se em metilmercúrio por acçãomicrobiana. Este ao difundir-se nas fileirasde água é absorvido pelos peixes que oacumulam nos tecidos musculares. Abiometilação em sedimentos e abioacumulão de metilmercúrio nacadeia alimentar aqtica resulta desíndromes neurológicos em adultos quese alimentam de peixe exposto aometilmercúrio (Gilbertson & Carpente2004).Por exemplo na região Tapas,onde o peixe é a principal fonte dealimento diária, os níveis de exposição aometilmercúrio, medidas em raiz de cabelo,variam de alguns μg/g ate mais de 150μg/g. O metilmercúrio é facilmenteabsorvido pelos intestinos e acumula-seno corpo neurológico. Dentro doscompostos de mercúrio orgânico ometilmercúrio é o mais tóxico atacandoprincipalmente o sistema nervoso centralprovocando ataxia, disartria, parestesia,visão túnel e perda de audição. Apesar dos distúrbios neurológicos estarem maisrelacionados com a contaminão demercúrio orgânico, alguns estudosdemonstram em relação do merrioinorgânico com sintomas como a insónia.Estudos em focas provam que adistribuição do mercúrio nos tecidos variacom a idade. Focas mais velhasapresentaram maiores acumulações demercúrio no fígado e nos rins do que asfocas mais novas (Fant
et al.
2001).O mercúrio quando inalado, podefacilmente atravessar a membranaalveolar ate atingir a circulaçãosanguínea.Este tipo de contaminação é frequente emlaboratório industriais e de pesquisa talcomo da boca de pacientes que possuamamálgamas dentárias preparados commercúrio. Uma vez no organismo omercúrio leva a vários efeitosimunotóxicos (Wolfvinge & Bruun 1999) normalmente dentistas ou ajudantes deodontologia apresentam bronquiolitequímica aguda e pneumonite quandoexpostos a curtos períodos, mas se estaexposição for contínua podem apresentar efeitos teratogênicos, tais como abortosespontâneos, distúrbios do ciclo mestruale malformações congénitas. Asconcentrações de mercúrio nas mulherespodem ser aumentadas com o consumode vinho tinto ao passo que nos homens atestosterona aumenta a capacidade deeliminão do mercúrio (Gundacker 
et al.
2006).Estudos comprovam que os olhosde esquilos macacos adultos expostos avapores de mercúrio a sua acumulaçãopermanece até 3 anos após a experiêncianos pigmentos dos epitélios, sendo que omercúrio se acumula com mais facilidadenos capilares da retina do que noscapilares do cérebro (Worfvinge & Bruun1999).Um caso clássico de intoxicaçãopor mercúrio ocorreu em 1953 no Japão,Minemata, onde 79 pessoas morreram por consumirem regularmente peixecontaminado com mercúrio por umaindústria local que utilizava compostos demercúrio. Comprovou-se que a existe umarelação concentrão efeito, i.e., aquantidade de mercúrio no sangue, estarelacionada com o consumo de peixe(Gundacker 
et al.
2006).
Chumbo
O
chumbo
é um metal pesado queentra no ambiente através da erosão oude actividade vulcânica tal como poacções humanas. O seu mais amplo usoremete a fabricação de acumuladores,forros para cabos, elementos deconstrução civil, munições, baterias deácido, protecção contra raio – X e aditivoda gasolina.O chumbo foi classificado como umpoluente multimédia o que significa que aexposição humana ocorre pela viarespiratória de partículas suspensas no ar,

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Grandes concentrações de metais pesados são raras nos ecossistemas sendo que a sua verdadeira ameaça é mesmo uma exposição cronica que leva ao aparecimento de problemas teratogênicos, cancerígenos, mutagénicos e em alguns casos leva diretamente à morte por contaminação
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