• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • 1
    CommentGo Back
 
Capitalismo e autoritarismo. O papel de Estado no apoio aambos
A forma como se encaram as questões em epígrafe determina asdifereas essenciais entre a esquerda e as esquerdinhas, arevolução e a aceitação da (des)ordem estabelecida. Porque a suaclarificação é necessária, entendemos escrever estas linhas.Índice1 – Aspectos a clarificar para uma actuação política mais profícua2 – O carácter desastroso do capitalismo3 – O autoritarismo na empresa e em casa4 – O Estado, a base de todo o autoritarismo4.1 – O surgimento e configuração do moderno Estado-nação4.2 – O Estado como produtor. O capitalismo de Estado4.3 – O intervencionismo keynesiano4.4 - O Estado no contexto do neoliberalismoA actuação neoliberalA estratégia das esquerdas institucionais e as alternativasanti-capitalistas1 – Aspectos a clarificar para uma actuação política mais profícuaA situação que o capitalismo, particularmente na sua actual versãoneoliberal provoca, vem agudizando os graves desmandos a váriosníveis:
a vel económico, com a subalternização da actividadeprodutiva face à especulação e à financiarização da economiaglobal;
a nível social, com o aumento da insegurança no trabalho, arepressão e o desinteresse pela sobrevivência de enormesfaixas de seres humanos;
a nível político, com a dicotomia entre governantes corruptos eincapazes e os governados, apesar das loas hipócritas que sevão tecendo sobre a democracia de mercado, cujo conteúdo sevem revelando mais e mais restritivo;
a nível ambiental, com os problemas do aumento datemperatura, da desflorestação, da poluição e da redução dabiodiversidade.O pensamento progressista, anti-capitalista e anti-autoritário, apesardos esforços analíticos de muitos pensadores devotados à libertaçãoda multidão de trabalhadores está hoje, longe de ter conduzido a umenraizamento organizado nas camadas populares, sobretudo, quandocomparado com a proliferação de organizações que trabalham para oapuro da gestão capitalista à escala planetária.
 
Um aspecto em que o capitalismo tem sido particularmente hábil é odo aproveitamento de ideias revolucionárias e progressistas para,através do seu desvirtuamento, gerar a ideia de que se preocupahonestamente com o bem-estar dos trabalhadores e da humanidadeem geral. Para esse desvirtuamento contribuem decisivamente osaparelhos ideológicos, com relevo para os media; e a cooptação aosseus objectivos estratégicos ou a domesticação de forças políticas esociais de origem popular ou revolucionária, destacando-se nestecontexto, partidos socialistas e comunistas, bem como a maioria dossindicatos.O processo histórico tem, no entanto, mantido intacta - ainda quecom uma influência minoritária junto da multidão de trabalhadores,sobretudo no capítulo organizativo - as virtualidades profundas dopensamento libertário. Vamos aqui cingirmo-nos a dois aspectosessenciais:
A recusa frontal e radical do capitalismo como sistema globalde gestão da Humanidade, nomeadamente a apropriaçãoprivada dos meios de produção, do produto do trabalho, daprópria vida humana;
A não aceitação do autoritarismo sob as suas várias formas,mormente atras do aparelho do Estado, nos locais detrabalho e no âmbito familiar (patriarcalismo);Há ainda um aspecto, o da afirmação da democracia directa e daresponsabilização a todo o momento dos representantes para com osrepresentados que trataremos oportunamente.2 – O carácter desastroso do capitalismoO capitalismo é, do ponto de vista da geso económica umverdadeiro desastre. Apesar dos meios técnicos e tecnológicos dehoje permitirem a vida condigna a 12 mil milhões de seres humanos,o capitalismo está longe de assegurar o bem-estar à grande maioriados actuais 6 mil milhões. A cupidez inerente aos capitalistas gera umsubinvestimento em áreas tão importantes para a vida humana comoa saúde, a habitação ou o ambiente; e a acumulação de rendimentose riqueza nas mãos dos capitalistas trava o consumo da multidão econdena o sistema a baixas taxas de crescimento económico. Essacupidez do capitalismo vem, irresponsavelmente, reduzindo abiodiversidade e degradando o ambiente tornando o Homem como oúnico ser vivo que destrói o seu próprio habitat.A acumulação capitalista causa profundas desigualdades regionais esociais irracionalizando a distribuição do Homem pelo planeta,tornando improdutivas enormes extensões de recursos sob o primadoda competitividade e do mercado, tornando o comércio (e não a
 
produção) como o elemento virtuoso da actividade económica, apesardos enormes custos de transporte.Dessas desigualdades resultam conflitos e guerras um pouco por todaa parte, para além da insegurança e do banditismo de vários matizes.Esses elementos alimentam, o a economia do crime mas,também as multinacionais e o sistema financeiro que constituem atríade de elementos essenciais da acumulação capitalista.A cega procura do lucro constitui um entrave ao desenvolvimentotecnológico com o adiamento da entrada em produção dedescobertas essenciais para a melhoria das condições de vida daspessoas, ou um real acesso a medicamentos, por exemplo.Inversamente, a introdução de alimentos geneticamente modificadosé objecto de uma enorme pressão sem que se conheçam os seusefeitos a longo prazo, quer sobre os organismos humanos e animais,quer da contaminão da flora natural. Lembramos que a BSEresultou da espantosa tentativa de tornar os bovinos animaiscarnívoros, para aumentar o ritmo de crescimento da produção decarne ou leite. A recente tentativa do governo sul-coreano deintroduzir carne suspeita proveniente dos EUA tem provocado fortesreacções populares e revela a íntima relação entre Estados eempresas.O mal-estar social, o desemprego, os pros da habitão, aprecariedade, a pobreza produzem um consumo enorme de anti-depressivos, ansiolíticos e afins, formas de obstar, de modo lucrativopara as multinacionais, ao mal-estar psicológico de milhões depessoas.A pressão desapiedada sobre as condições de vida da grande maioriados seres humanos configura, cada vez de modo mais evidente, ocarácter de genocídio levado a cabo pelo capitalismo.Posto isto, a luta anti-capitalista o é apenas uma questão deaumentos salariais acima da taxa de inflação, ou da idade da reforma,ou das leis que configuram os despedimentos ou o funcionamento da justiça. Tudo isso está marcado pela existência do capitalismo comosistema dominante de gestão da humanidade e, portanto todas aslutas são parciais e necessariamente integráveis no combate peladestruição do capitalismo. É uma questão de sobrevivência para aHumanidade.Sendo a luta pela melhoria das condições económicas a realidademais imediatamente percepvel ela deve ser enquadrada numaperspectiva mais alargada e, sobretudo, enquadrá-la num quadro nãosomente de defensiva mas de ofensiva, com iniciativas constantes eaté audaciosas que afectem o funcionamento do sistema globalcapitalista. Quer com o refoo das acções conjuntas entre
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...

oi. Como faço para baixar em pdf esse texto?? Se puder, envie-me por thiagomangia@gmail.com obrigado!

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...