2 – Os arranjos “democráticos” post-eleitorais
Terminada a contagem dos votos até o simulacro de democracia desaparecepara tudo se cingir aos jogos de poder dentro do gang dominante o que sepode tornar ainda mais complexo se houver necessidade de coligação entrevários gangs. Isso processa-se a vários níveis. Primeiro, porque a hierarquia nas listas eleitorais é completamentesubvertida uma vez que quem preenche de facto os lugares de deputado sãofiguras extraidas dos lugares secundários dessas listas uma vez que oselementos mais mediáticos, colocados nos lugares cimeiros apenas aí figuram como isco para iludir eleitores menos atentos. Depois, porque os chefes de gang obrigam os futuros deputados, antes datomada de posse, a assinar uma carta de renúncia ao mandato, sem data,que fica na posse da direcção do gang. Resta assim garantida a“independência” do deputado… a sua intransigente defesa dos interesses dopovo… Os deputados saberão que só falam quando autorizados pelos seuschefes, sobre os assuntos põe eles determinados e nos termos pelosmesmos definidos. Finalmente, ao nível da constituição do governo muitas atribuições sãodadas a não eleitos (ao contrário, por exemplo da Grã-Bretanha),demasiadas vezes figuras obscuras, simples incompetentes, traficantes deinfluências saídos de empresas de advogados ou indicados pelo poderfinanceiro e ainda pelos cooptados aos níveis secundários do ganggovernamental. E ninguém poderá, seriamente, argumentar que o governo está legitimadopelas eleições porquanto entre as promessas eleitorais e a política reallevada a cabo pela máfia governamental vai uma grande distância. Quemvotou neles decerto se sente vigarizado e para o demonstrar aí está oresultado do PS através do seu candidato Mário Soares e da votação obtidapelo Alegre. Recorde-se que o mandarinato para justificar as diferençasentre o prometido e a prescrição a aplicar à multidão, encenou aquelaparódia da consulta ao sumo-sacerdote Constâncio sobre o estado daeconomia. Se só depois das eleições de inteiraram do estado da economia éporque são ignorantes e levianos; logo, não servem.
3 – Legitimidade ?
Neste contexto de sobrerepresentação dos partidos presentes na AR, umdeles, o PS com o robot Sócrates à frente afirma-se com maioria absolutacom base em 28,8% do eleitorado ! Assente na ausência de qualquerescrutínio durante 4 anos, a mafia socratóide age, como possuidora de umpoder absoluto, em verdadeira ditadura: e, nesse âmbito sente-se legitimada
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