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50 Tons de Rosa

50 Tons de Rosa

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06/27/2013

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Copyright © 2012 Martinha Fagundes 
 
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Quando Jujubastácia Spirro entrevista o jovem empresário Tristian Gaylor, descobre neleum homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Jujuba sesurpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Gaylord, estádesesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espíritoatrapalhado de Jujuba, Gaylor admite que também a deseja — mas em seus próprios termos.Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências do bofe, Jujuba sequer hesita. Ela parte para dentro do relacionamento conturbado e cheio de nuances de tons rosé.Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família—, Gaylor é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidadede controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Jujuba não sódescobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que elamesma curte intensamente, mas tenta manter escondidos…
 
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Eu sempre soube que a Tinikate me deixaria na mão. Apesar de sermos amigas íntimas edividirmos o apartamento com mais algumas amigas, nossa relação era como irmãs. Mas isso nãovalia o abuso de eu ter que fazer uma entrevista com um empresário super charmoso e solteiro,sendo que eu estou à deriva e na seca e ainda carrego o selo de controle de qualidade blindadonas minhas partes.Como essa merda de Polinucleose foi se instalar em Tinikate, era um mistério. Muitoprovavelmente ela tenha adquirido esta doença quando esteve cuidando da campanha devacinação dos Hamsters da faculdade. Sempre disse para ela deixar de lado esses trabalhossociais.Mas ali estava eu, com a minha delicada calcinha rosa literalmente me comendo, enfiada nomeu traseiro, sem poder tranquilamente fazer uma retirada sutil, e com um belíssimo exemplar depar de pizzas nas axilas, devido ao calor infernal de Seattle. Só na saga Crepúsculo essa cidademostrava graus de chuva, porque na prática, o calor era quase do Rio de Janeiro. Não que eu játivesse ido lá. Puta merda. Odeio calcinhas fio dental. Da próxima vez que Tinikate me desse umpresente, eu com certeza trocaria com alguém.Acelerei meus passos trôpegos pelas calçadas andrajosas do prédio. Meus saltos estavamdevidamente barulhentos e um pedaço da fita crepe colada no calcanhar para evitar uma bolha,estava saltando fora, criando um visual nada sexy. Minha saia pregueada estava mais amarrotadaque guardanapo de lanchonete e minha meia de seda mostrava a leve descida do desfiado. Eratotalmente balela a onda de que esmalte evita o resto do rasgo.Meus cabelos estavam suando na nuca, em um penteado fashion imitado da Sandra Bullockem entrega de Oscar e meu rimel do cílio superior esquerdo estava grudando no inferior.Peguei um chiclete Ping Pong da bolsa e soquei na boca. Se eu deveria entrevistar o homem,pelo menos bafo eu não queria mostrar. Não que eu fosse beijá-lo. Ou sequer chegar perto osuficiente. Mas nunca se sabe.A recepcionista do escritório era uma mulher alta, magra, cheia de laquê no cabeloplatinado. O vestido rodado branco fez um leve sobrevoo e eu jurava que estava em algum estúdiode cinema assistindo um remake de Marilyn Monroe.— A senhorita tem horário, honey? – ela disse em uma voz de veludo.— S... Sim...— gaguejei não sei por quê. – Com o Senhor Gaylor.— Sua alcunha?— ela perguntou.— WTF? O que?— perguntei assombrada.— Seu nome, sua graça, sua alcunha, honey. — falou com tom de enfado.— Ah... Jujubastácia Spirro. Vim entrevistá—lo no lugar da Tinikate Kavanhack.— Certo, honey... aguarde um instante que o Sr. Gaylor está no toillet.Eu me sentei na poltrona que estava à vista e paguei um mico assombroso quando a mesmapoltrona, super fofa, me engoliu e praticamente me deixou de pernas para o ar. Senti que mostreiminha calcinha para a Marilyn Monroe, mas tudo bem. Era fio dental, mas era rosa.
 
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Quando ouvi o ruído da descarga, me levantei de maneira completamente tosca e ajeiteiminhas roupas da melhor forma possível.A secretária do futuro me chamou para a sala do senhor Gaylor e quando o vi, ele já estavasentado em um sofá confortável em forma de G, com um braço apoiado no encosto, em uma posesexy e descontraída.Acabei enfiando meu salto no orifício da tomada instalado no chão do recinto e me viflutuando e caindo de joelhos e completamente de cara no meio do colo do empresário.
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Fiquei estática porque senti que muito provavelmente minha queda intempestiva teria lhecausado algum estrago nas partes baixas, já que um gemido audível foi ouvido.Senti meu rosto ficando vermelho como um tomate passado do ponto, e me erguitorpemente da posição em que eu me encontrava. Ou ao menos tentei. Puta merda. Ele estavasegurando minha cabeça no lugar. Quem entrasse na sala naquele momento pensaria que o caraestava com a estagiária lhe fazendo um favor totalmente sexual. Em hipótese alguma eu poderiaalegar estar em busca das minhas lentes de contato.Senti um leve cheiro de excitação associado a mijo masculino e tentei novamente levantarminha cabeça. Como não consegui, falei da posição em que estava mesmo.— hummm..Sr. Gaylor...me desculpe...eu ...poderia me levantar? – senti que minha voz saiaabafada pelos tecidos da calça e pelo monstro volumoso que agora fazia cócegas no meu nariz.— O que? O que você disse? — ele perguntou.— Eu gostaria de me levantar...— Hã...? Não consigo entender... — falou dissimuladamente.Senti uma fúria se acumulando nos meus territórios secretos. Se era para eu estar fazendoum bola gato no cara, que pelo menos a gente tivesse se conhecido primeiro, não?Me ergui de supetão e ele que estava com a cabeça abaixada, acabou tomando umverdadeiro golpe no meio da fuça.— Porra! Olha o que você fez! Tirou sangue do meu nariz!— gritou enfurecido.— Puxa... me desculpe...mas eu estava ficando sem ar ali embaixo, Sr...— falei e quando eleolhou para mim, mesmo com o nariz escorrendo um fio de sangue, foi como se ondas de umtsunami varressem minha mente. Perdi completamente a fala e senti meus joelhos tremerem eficarem bambos.Ele era o homem mais lindo da face da terra. Vestido com um terno bem cortado de trêspeças, na cor grafite, usava uma gravata estilizada cinza que me lembrou muito de uma cena lidarecentemente em um livro. A camisa branca por baixo do colete tinha uns babadinhos em estilorococó que muito lembrava os heróis de romance da era vitoriana que eu tanto amava.Os olhos eram ardentemente azuis, e a boca era esculpida à perfeição. Seus bastos cabelostinham um toque avermelhado e alguns fios loiros como se ele fizesse balaiagem. Ele olhou para

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