Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
2Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
11 Aula a Sexualidade

11 Aula a Sexualidade

Ratings:

5.0

(1)
|Views: 951 |Likes:
Published by Luiz Paulo Lima

More info:

Published by: Luiz Paulo Lima on Feb 13, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC or read online from Scribd
See more
See less

09/29/2012

 
Curso Antropologia CulturalSeminário Presbiteriano Brasil CentralGoiânia- Go.
Aula 11:
A sexualidade.
Introdução:
O modo de pensar dos hebreus era notavelmente teocentrico. Não pensava em causassecundarias, mas que Deus é o causador direto de todas as coisas. Para os hebreus, oconceito de justiça é de Deus. (
hesed).
Diferente do pensamento grego que tem basefilosófica.d)- Criado como um ser sexuado – Este tema deve ser abordado em três diferentesmomentos:I. A raiz do problema:O povo cristão vive em geral, um conflito imenso para estabelecer o papel do corpo.Ivone Gebara, teóloga católica define bem esta questão afirmando que a pstria dateologia é o espírito, ou simplesmente o espiritualismo. Por isto a teologia tende a ver o homem sem corpo, ou seja, Imago Dei sem corpo. Exilamos assim a reflexão sobre ocorpo na teologia cristão tradicional, exilamos assim a carne humana com reflexão positiva, como valor a ser considerado e defendido, apesar da teologia crisser marcada pela imagem de um Deus "começando" no corpo humano, com a suaencarnação no corpo de Maria e assumindo a humanidade por inteiro. Na verdade, as Escrituras iniciam com um Deus que cria, isto é, estabelece asacralidade das coisas e admite sua importancia, afirmando seu sentido ético: "Tudoera muito bom" (Gn.1:31) e seu sentido estético "Fêz o Senhor brotar toda sorte deárvores agradável à vista" Gn. 2:9. Fazendo isto, verbaliza e afirma o valor do criado.Criação é projeto de Deus, engravidada e concebida na sua mente criadora,fecundada pela sua grande mente criativa, saída do seu "ventre", sendo extensão de simesmo e por esta razão tendo seu caráter sacral, tanto na visão hebraica quanto nacristã:"Tudo que Deus criou é bom e, recebido com ações de graça, nada é recusável" (1Tm 4.4).Mesmo sob a influência do dualismo, vários textos neo testamentários referem-se aocorpo como lugar de expressão de Deus:"Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós" (ICo. 3:16). Noutro texto, Paulo fala do corpo como meio litúrgico, glorificação do nome de Jesus, eque só existe coerência cúltica (Logikein latrein). quando corpo e mente, juntos, seentregam a Deus:"Apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agrad2vel a Deus, que éo vosso culto racional" Rom. 12:1
 
Onde está o conflito ?
A raiz do problema encontra-se na origem da visão dicotômica do ser humano que já seencontra presente na Índia e na Pérsia antigos, mas que recebe vigorosa reformulaçãoteórica em Platão. Apesar de ter vivido ã séculos antes de Cristo, temos quecompreender que sua análise tornou-se difundida e aceita por todo mundo daquele período.Platão estabelece a distinção entre Idéias e Coisas, afirmando que as coisas pertencem aomundo sensível, palpável e temporal, descambando para o ilusório. As idéias pertencemao campo da realidade divina e imutável, a verdadeira realidade. O mundo concreto écópia imperfeita deste mundo real, embora os dois mundos esteóam presentes no homem. No espírito/alma/mente/idéias, isto é, neste mundo superior, o homem participa dosagrado, do mundo incorruptível e imortal. No corpo/coisa/imperfeito/mutável, aalma se sente aprisionada. O corpo é a limitação da alma.Rubio traz significativa contribuição sobre esta questão quando afirma que "A acentuaçãodo valor da alma leva a diminuir ou a negar a importância do corpo. Ora uma relaçãosurge uma estrutura mental no qual predomina também a oposição/exclusão". Quandoa igreja assumiu tal idéia, ainda que de forma não elaborada, embaraçando-se com asrealidades concretas, rejeitando subliminarmente a criação, e deixando que o corpo setorne o bode expiatório imediato.Rubio vai além, afirmando que "A fé cristã...soube evitar as consequências maisnegativas da visão dualista do homem, mas não pôde impedir a sua infiltração nateologia, na espiritualidade e no conjunto da vida cristã, embora na forma de umdualismo moderado. A matéria e o corpo não são desprezados como intrinsecamentemaus, mas são desvalorizados, na mesma medida em que valoriza a alma, ou o esp8rito,ou a consciência".O deslocamento do espírito para o corpo torna a pessoa contrária à si própria, voltando-secontra a sua natureza. Torna-se vítima de seus próprios desejos impulsivos por nãoquerer tratar de sua própria angústia. O homem quer exercer auto-controle mas nega amonstruosidade de seus próprios desejos. Se for pastor, desloca suas crises para acomunidade, fazendo proibições estapafúrdias e excêntricas. Torna-se juiz dequalquer atitude "suspeita" nos irmãos porque ao lidar com o sintoma corporal que é aexpressão concreta do seu próprio conflito, sente-se ameaçado."Quanto mais rígido o papel externo, tanto maior será a pressão para umaindulgência dissimuladora"O perigo da repressão é que ela nega ao invés de confrontar com amor e seriedade, buscando a cura camufla os conflitos. Como a moralidade e o legalismo não lidam com o problema e suas causas, os sintomas surgem num comportamento farisaico que diz oque o outro deve fazer mas não é capaz de lidar com as mesmas realidades, e cria-seuma comunidade neurótica pela hipocrisia, e culpada por não penetrar com maturidade a
 
sexualidade e a afetividade e descobrir o significado grandioso do eros.II. Por uma saudável relação entre espiritualidade e sexualidade
Introdução:
É muito difícil falar de sexualidade às nossas comunidades sem que se viva dois dilemas:O da repetição (mesmice), e o da incosequência (na tentativa de dizer algo novo, falar daquilo que nunca foi o pensamento das Escrituras).Tenho a impressão de que a grande luta nossa é retraduzir a mensagem do Evangelho para os nossos dias, como estamos falando da espiritualidade, desejamosretraduzi-la na dimensão sadia da sexualidade. O que pensam as Escrituras sobreeste assunto para os nossos dias?1. Sexo é para plenificação da humanidade - Sexo é apontado na Bíblia como meio dematuridade do ser humano. No pensamento hebraico, o homem não é completo semeste encontro, mesmo porque o ser humano é um ser de relação, caracterizado pelaabertura ao outro.Em Gn 2:18, Deus percebe a necessidade de Ação da troca, do encontro com alguémcom quem ele experimente alteridade. A figura da mulher surge que alguémcomplementar, não no sentido da subordinação, mas da plenificação: o homem vaiexperimentar outra vivência a partir deste encontro. Esta necessidade é descrita no textocomo ser "percebida" por Deus. para se tornar realmente íntegro, falta a Açãoexperimentar este encontro/relação neste encontro/reciprocidade, homem-mulher.Para que a plenificação se dê, contudo, três compreensões devem surgir na relação:1.1 Superação da visão meramente funcional é A sexualidade está ordenada àtotalidade da pessoa.1.2.Percepção do outro como ser integral, ele não é meramente genitália. O encontrosó se torna possível numa comunicação maior.1.3.é A descoberta do outro como ser relacional Homem e mulher tem apelo sexual, saolevados pela atração que envolve interesses comuns, linguagem compreensível eatração/sedução. Se descobrem no eros. São levados também pela aceitação, na suatotalidade, à outra pessoa. Se encontrem no phileo. Amadurecem na superaçãonarcisística e na entrega sacrificial, emergência do ágape. No sexo experimenta-se a ambiguidade que surge entre: A riqueza da doação e a própriainsuficiência e do acolhimento dependência do outro. A sexualidade é configurada, nasEscrituras, como elemento da plenificação, assim como, a sexualidade não integrada,independente da relação de entrega, desumaniza o ser humano: desprezo do parceiro,exploração, manipulação, levando o outro a viver a dimensão de objeto/ exploração.A falta de integração bloqueia o indivíduo no seu amadurecimento pessoal. Adesumanização é percebida em Óuds (prostituição) Gn. 38ê Em Sodoma e Gomorra(Sodomia) Gn.18 e 19ê Em Onf (medo da entrega) Gn 38:9 e é percebida também em

Activity (2)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->