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A UNIVERSIDADE BRASILEIRA NO MUNDO GLOBALIZADO: EM BUSCA DA TOTALIDADE DO CONHECIMENTO

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA NO MUNDO GLOBALIZADO: EM BUSCA DA TOTALIDADE DO CONHECIMENTO

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O paradigma da universidade emergente é ser produtora de conhecimento científico, pois esse é o solo epistemológico em que se estruturam as funções de ensino e extensão na universidade brasileira para o século XXI. Na questão dos novos paradigmas e da totalidade do conhecimento, a possibilidade que se delineia como um caminho é a pesquisa interdisciplinar, e até transdisciplinar, pois permite estabelecer pontes entre os pesquisadores de diversas áreas do saber. A produção científica deve gerar a difusão e o intercâmbio de conhecimento. Dessa óptica, busca-se aproveitar a experiência de nações que possuem uma longa tradição de universidades como centros produtores de saber. Nesse sentido, a Europa é privilegiada, pois historicamente estabeleceu as primeiras universidades da modernidade, que derivam das universidades surgidas no final da Idade Média.
O paradigma da universidade emergente é ser produtora de conhecimento científico, pois esse é o solo epistemológico em que se estruturam as funções de ensino e extensão na universidade brasileira para o século XXI. Na questão dos novos paradigmas e da totalidade do conhecimento, a possibilidade que se delineia como um caminho é a pesquisa interdisciplinar, e até transdisciplinar, pois permite estabelecer pontes entre os pesquisadores de diversas áreas do saber. A produção científica deve gerar a difusão e o intercâmbio de conhecimento. Dessa óptica, busca-se aproveitar a experiência de nações que possuem uma longa tradição de universidades como centros produtores de saber. Nesse sentido, a Europa é privilegiada, pois historicamente estabeleceu as primeiras universidades da modernidade, que derivam das universidades surgidas no final da Idade Média.

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Published by: Unicidade do Conhecimento on Feb 13, 2009
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06/26/2012

 
 
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problema novo à luz de teorias já aceitas pela comunidade científica (Lakatos,Marconi, 2004).O objetivo desta pesquisa é buscar potencialidades para a transformação doparadigma vigente na universidade brasileira, por meio da investigação sobre apesquisa na universidade européia.Sendo a produção do conhecimento o elemento primeiro do paradigma da novauniversidade, cabe, primeiramente, refletir sobre o conceito de paradigma. ParaMorin, o paradigma é aquilo que precede e conduz nossa percepção e nossoraciocínio. Ele não resulta da observação, precede‐a. “De alguma forma, oparadigma é aquilo que está no princípio da construção das teorias, é o núcleoobscuro que orienta os discursos teóricos (...)”. A história das ciências sofre ainfluencia de seu tempo, ela coexiste com a história das sociedades, e, como estas,também passa por revoluções (...). Assim, para Morin “é preciso ter uma visãomultidimensional da evolução científica” (Morin, 1996, p. 45‐46).Nessa complexa relação com a sociedade, o paradigma está relacionado com osolo epistemológico, conceito de Foucault, que abordaremos no trabalho.
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O conhecimento poderia ser representado por um poliedro multifacetado, noqual cada face assumiria um caráter sem perder a unicidade, desde que se busqueessa “unidade de pluralidades”. Para que isso se concretize, verificamos que apossibilidade que se delineia como um caminho é a pesquisa interdisciplinar, e atétransdisciplinar, pois permite estabelecer pontes entre os pesquisadores dediversas áreas do saber, buscando a totalidade do conhecimento, sem desconstruiros conhecimentos específicos de cada disciplina. Morin ressalta sempre que atransdisciplinaridade não pretende abolir as disciplinas, mas se construir a partirdelas.Questões sobre a unicidade ou pluralidade de fontes do conhecimento, sobreseu possível fracionamento em vários tipos encontram uma resposta natransdisciplinaridade, que permite a integração da diversidade. Ela tambémoferece um caminho de reflexão sobre a relação entre os vários tipos deconhecimento, que a transdisciplinaridade chama de níveis de realidade.
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Parte‐sedo pressuposto que, se o real é tudo que existe, os níveis de realidade resultam de
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“Transdisciplinaridade é um novo conhecimento ‘in vivo’, fundamentado nos três postulados seguintes:1) existem, na natureza e no nosso conhecimento da natureza, diferentes níveis de realidade e, quecorrespondem a diferentes níveis de percepção;2) a passagem de um nível de realidade para outro é assegurada pela lógica do terceiro incluído;3) a estrutura da totalidade dos níveis de realidade e percepção é uma estrutura complexa: cada nível é o queé, porque todos os níveis existem ao mesmo tempo” (Nicolescu, 1999).
 
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nossos paradigmas para perceber e organizar o real, uma vez que é impossívelapreendê‐lo em sua totalidade.Ainda no que se refere à relação entre os diversos conhecimentos, o princípio doterceiro incluído, essencial na transdisciplinaridade, traz uma contribuição, poissupera a exclusão binária, permitindo a contradição dentro do pensamentocientífico.A transdisciplinaridade, além de outras áreas de estudo do conhecimento,reconhece que a emoção tem papel relevante na constituição do conhecimento.Não se aprende sem desejo de conhecer, não se produz conhecimento sem paixãopelo objeto de estudo, e, sobretudo, não existe universidade sem paixão milenar esempre renovada pela missão de ensinar, de pesquisar e de conhecer. Em uma denossas primeiras pesquisas sobre a relação entre as instituições de ensino e aprodução do conhecimento, pudemos perceber que embora o conhecimentocientífico seja entendido como um campo distinto e até antagônico ao dosentimento pessoal, no caso da educação, essa separação não se sustenta, pois, se apaixão não complementar a atividade cognitiva, “o educador não realiza sua tarefa,por melhores que sejam as condições de que disponha” (Lucchesi, 1999, p.1). Issoporque, conforme diz Hegel, “nada de grande se faz sem paixão” (Hegel, apudLucchesi, 1999, p.2). Nisso entendemos que sua concepção é mais atual eintegradora, ao contrário das posturas clássicas, como os estóicos que viam apaixão como um mal a ser extirpado, ou o logos, a razão, de Aristóteles, que pareceo tribunal que julga e reprime as paixões. Ou, ainda, segundo Nietzsche, para quema paixão é uma tendência a ser domada. A paixão dá estilo à personalidade,unidade às suas condutas, sem qualquer caracterização moral.Para nós, paixão e razão são inseparáveis, sobretudo no que se refere àprodução e difusão do conhecimento, por meio da pesquisa e do ensino,respectivamente. Paixão é algo refletido que conduz à ação. O “pathos” (paixão) éexclusividade das ações humanas, preenche e penetra a alma inteira. É ela que dáestilo à personalidade, unidade às suas condutas, sem qualquer caracterizaçãomoral (Lucchesi, 1999, p.2).Ainda a respeito da emoção como componente do conhecimento, Espósito(2006, p. 63) afirma que a interdisciplinaridade se refere aos “existenciaishumanos básicos”, de acordo com a visão da fenomenologia, como a afetividade e acompreensão, que se manifestariam em um projeto que tem por objetivo apromoção humana e a produção do conhecimento.No nosso entender, pode‐se perceber que a relação entre a interdisciplinaridadee a inserção internacional da nova universidade passa obrigatoriamente pelapesquisa interdisciplinar. E, se considerarmos que cada nação tende a ter apossibilidade de maior desenvolvimento da pesquisa em determinadas áreas, emvista de suas características geográficas, econômicas e culturais, pensamos que acolaboração internacional em pesquisas interdisciplinares pode ser enriquecedora.

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