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GEOGRAFIA E MATEMÁTICA – UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES ENTRE AS DUAS DISCIPLINAS NO CONTEXTO NACIONAL

GEOGRAFIA E MATEMÁTICA – UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES ENTRE AS DUAS DISCIPLINAS NO CONTEXTO NACIONAL

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O principal objectivo da presente comunicação centra-se na análise da relação entre duas disciplinas: a Geografia e a Matemática. Assim, podemos definir três objectivos principais para a nossa comunicação:
- Analisar o modo como a Matemática contribui para o desenvolvimento da Geografia enquanto disciplina académica;
- Apresentar e discutir o modo como o ensino universitário de Geografia incluiu/excluiu a Matemática dos programas ministrados nas diversas faculdades;
- Propor algumas medidas concretas que permitam reforçar as ligações científicas entre estas duas disciplinas, no quadro da vida académica portuguesa.

Tendo em consideração os principais objectivos da presente Conferência, tentaremos demonstrar que existem benefícios mútuos para a Geografia e Matemática, decorrentes de uma maior aproximação entre estas duas disciplinas no contexto do Ensino Universitário.
O principal objectivo da presente comunicação centra-se na análise da relação entre duas disciplinas: a Geografia e a Matemática. Assim, podemos definir três objectivos principais para a nossa comunicação:
- Analisar o modo como a Matemática contribui para o desenvolvimento da Geografia enquanto disciplina académica;
- Apresentar e discutir o modo como o ensino universitário de Geografia incluiu/excluiu a Matemática dos programas ministrados nas diversas faculdades;
- Propor algumas medidas concretas que permitam reforçar as ligações científicas entre estas duas disciplinas, no quadro da vida académica portuguesa.

Tendo em consideração os principais objectivos da presente Conferência, tentaremos demonstrar que existem benefícios mútuos para a Geografia e Matemática, decorrentes de uma maior aproximação entre estas duas disciplinas no contexto do Ensino Universitário.

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Published by: Unicidade do Conhecimento on Feb 13, 2009
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estamos a tratar. Sem dúvida que a contra argumentação é conhecida: osformandos em Ciências Geográficas estudam Estatística, descritiva e inferencial, eaplicam no quadro das matérias associadas aos Sistemas de Informação Geográficae Teledetecção Remota instrumentos que poderíamos classificar de
numéricos
. Nãocontesto esta afirmação. E não contesto porque ela é verdadeira. No entanto, algode mais profundo se move no meio desta discussão. A ausência de um domínioeficaz de técnicas fundamentais de cálculo por parte dos estudantes e licenciadosem Geografia limita, como iremos ver em parte posterior, a compreensão e aexploração de modelos sofisticados de base espacial.Por outro lado, o domínio de uma determinada
linguagem
possibilita umaabertura quer metodológica, quer teórica a outros campos das Ciências Sociais. Averdade é que a Matemática constitui, entre outras coisas, uma “linguagem franca”entre as diferentes ciências. Deste modo, o próprio poder de diálogo comespecialistas de outras matérias, é ampliado pelo simples domínio de umalinguagem baseada na lógica.Veja‐se o caso da Economia: em diferentes áreas, a Ciência Económica e aCiência Geográfica têm inúmeras possibilidades de cooperação. ODesenvolvimento, as teorias da localização, os
Clusters
, representam outros tantoscasos de domínios científicos que interessam a ambas as disciplinas.Para aprofundar o diálogo e a compreensão mútua, a Matemática surge comoum poderoso instrumento facilitador da junção de interesses. Não por acaso,alguns dos mais importantes economistas deste princípio de século (Paul Krugmane Michael Porter) analisam extensivamente problemas de natureza espacial. Defacto, Paul Krugman refere numa das suas obras que “durante uma parte da suacarreira abordou problemas numa perspectiva geográfica sem no entanto o saber”(Krugman, 1991).A outro nível poderíamos destacar o caso da denominada “Nova GeografiaEconómica”, que constitui um dos domínios mais em expansão no final do séculopassado, e que tem sido alvo de interesse crescente por parte dos estudiosos daCiência Económica
2
.Assim, abrem‐se portas para um debate que consideramos de todo necessário eurgente. Até que ponto deveremos ignorar os desafios que nos são colocados poroutras ciências sociais, no momento em que estas se interessam, de um modocrescente, por domínios que suponhamos, até há pouco tempo, serem do exclusivoestudo dos Geógrafos.A nossa resposta pode ser pautada por duas atitudes distintas: um aceitar doactual
status
 
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que, no meu entender é penalizante e limita a nossa participaçãono debate de determinadas matérias; um empenho renovado na ampliação dasnossas capacidades de domínio da linguagem da lógica, que nos poderá conduzir a
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Ver por exemplo Porter, 1990.
 
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um reforço da nossa presença no debate científico em áreas que são,indiscutivelmente, do nosso interesse quer temático, quer metodológico, quer,ainda, conceptual.Sem dúvida que é a segunda atitude que deve balizar e orientar a nossa possívelresposta aos desafios da interdisciplinaridade. O espaço, realidade geográfica porexcelência (quanto mais não seja, porque é nele que se inscreve a variável crucialrepresentada pela
distância
) é, nos dias de hoje, um campo aberto ao diálogo, quese pretende profícuo, entre diferentes Ciências: Geografia, Economia, Sociologia,Antropologia, entre outras.Do ponto de vista histórico, a Geografia construí o seu corpo fundamental de leise modelos, num intervalo temporal relativamente reduzido. Entre 1930 e 1970,assistiu‐se, sobretudo na corrente a que poderíamos designar de
 Anglo
-
saxónica
,um esforço continuado e consistente de institucionalização de um corpo teóricopara a Ciência Geográfica, baseado em Modelos, suportados nos princípios dométodo lógico‐dedutivo.Não surpreende, portanto, que, nos dias de hoje, nos países onde aquelacorrente de pensamento mais se afirmou e popularizou, se encontre umapreocupação concreta com a quantificação e modelização. Estas preocupações sãobem expressas nos currículos de diversos planos de estudo de Geografia. Dealguma forma trata‐se de continuar uma tradição de pensamento e análise queencontra as suas raízes na Escola Alemã de Localização, iniciada por Von Thunen econtinuada por cientistas sociais como Weber ou Christaler.É para esta linha de pensamento que o livro aponta. Assim, iremos apresentar ediscutir, recorrendo a exercícios, algumas ferramentas essenciais da Matemáticapara as Ciências Sociais, onde se inclui a Geografia.A presente comunicação encontra‐se dividida em três partes fundamentais: nasduas primeiras, apresentaremos as causas desta separação entre a Matemática a eGeografia e discutiremos algumas limitações decorrentes deste distanciamento. Naterceira eúltima parte, procederemos à apresentação algumas técnicas básicas que,no nosso entender, poderiam constituir a base para a elaboração de uma disciplinaou curso livre de Matemática destinado a alunos do 1º Ciclo de Geografia. Assim, anossa comunicação encerra uma componente de aplicação muito visível dadosermos partidários de um ensino que recorra, sempre que possível, ao caso prático,que ilustre e demonstre o porquê de determinada regra, princípio, modelo outeoria.
C
AUSAS DO DIVÓRCIO
 
Para melhor se entender o porquê desta realidade, importa proceder a umrecuo no tempo, nomeadamente, constitui tarefa relevante atentar na evolução pós

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