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Discurso sobre votação do orçamento e lucro da Petrobras

Discurso sobre votação do orçamento e lucro da Petrobras

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Plenário do Senado - fevereiro de 2013

Plenário do Senado - fevereiro de 2013

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Published by: Aloysio Nunes Ferreira on Feb 06, 2013
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09/17/2013

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SENADO FEDERAL
 
SF
- 201
SECRETARIA-GERAL DA MESA
 
SECRETARIA DE TAQUIGRAFIA
05/02/2013
C:\Users\LucianaMoherdaui\Downloads\05-02 Votação Orçamento e Petrobras Pasadena.doc06/02/13 12:06
 
O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB – SP. Como Líder.) – Sr. Presidente, ilustre representante amazônico são os do Norte que vêm –,Sras. e Srs. Senadores, começo tratando de tema que foi objeto de reunião delíderes, hoje, convocada pelo Presidente Renan Calheiros, cujo resultado estásendo objeto de certa celeuma, de tal modo que me parece que algunsparlamentares situacionistas querem trazer a Oposição para uma má polêmica arespeito da votação do Orçamento.A posição do PSDB em relação à votação do Orçamento, - enquantohá, hoje, uma quantidade enorme de vetos pendentes de deliberação-, é umaposição que se assenta na Constituição Federal.Esqueçamos a medida liminar concedida pelo Ministro Fux a respeitoda ordem cronológica dos vetos. Essa decisão judicial teve o condão de colocar emevidência um artigo da Constituição brasileira que vinha sendo descumprido hámuitos anos a respeito dessa questão, ou seja, das consequências decorrentes danão apreciação dos vetos pelo Congresso Nacional.Há muito tempo, meu caro Senador Jayme Campos – V. Exª foi Líderda Minoria no Congresso –, nós todos estamos descumprindo a Constituição. Estaé a realidade dos fatos, e isso tem de parar um dia.Essa questão foi suscitada, veio à baila a partir de uma decisãoliminar do Ministro Fux, que é uma liminar e que não aborda diretamente oproblema, mas o texto constitucional está aí, é claro.O que diz a Constituição? A Constituição, no art. 66, §6º, diz oseguinte:
Art. 66 § 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º [ou seja, o prazo de 30 dias a partir do recebimento do veto], o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata,sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.
“Sobrestadas”, para quem não entende o “juridiquês” em que nós,frequentemente, nos exprimimos, é o mesmo que “paralisadas”, todas asproposições, até que se votem os vetos pendentes. É isso.Ora, o Orçamento é uma lei, um projeto de lei. O Orçamento se tornaOrçamento mediante aprovação do projeto de lei orçamentária. Projeto de lei é umaproposição, e uma proposição que é aprovada, aliás, por maioria simples – leiordinária.O que a Oposição, hoje, disse na reunião dos Líderes, é que nósficamos com a Constituição. Não queremos votar por acordo de lideres o quesignificaria sem verificação de quorum, na sessão do Congresso Nacional quedeverá apreciar o projeto de lei orçamentária. Nós temos um problema que precisaser resolvido, sob pena de votarmos o Orçamento que, em nossa opinião, seriamuito vulnerável sob o ponto de vista jurídico: poderia ser derrubado por petiçãosimples, subscrita por um estagiário de curso de Direito. E o entendimento daOposição é que não é prudente proceder dessa forma.
 
 
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SECRETARIA DE TAQUIGRAFIA
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C:\Users\LucianaMoherdaui\Downloads\05-02 Votação Orçamento e Petrobras Pasadena.doc06/02/13 12:06
 O Governo tem outro entendimento. Se o Governo tem outroentendimento, se o Governo considera que é possível votar o Orçamento passandopor cima dessa disposição constitucional, o que deve fazer o Governo? Deve fazercomo dizia o Governador Brizola, vaquejar, ou seja, trazer seus Deputados eSenadores para votar. Fazer quorum!Os senhores têm maioria, uma ampla maioria, uma maioria oceânica,uma maioria que dispõe de ministérios, de cargos, de emendas. O que tem quefazer o Governo? Pegar o telefone, telefonar para cada um dos Deputados eSenadores e dizer: “Olha, meu amigo, preciso de você, vamos votar o Orçamento”.Vocês têm maioria para isso. O Governo tem maioria para isso.O problema da Oposição é um problema constitucional, uma questãolegal. O problema do Governo é um problema de quórum, melhor dizendo, de faltade confiança política do Governo na sua base parlamentar, especialmente emrelação a algumas matérias sensíveis, como
royalties 
do petróleo, como fatorprevidenciário, como Emenda 29, e assim por diante.Então, não queiram empurrar para o PSDB um problema que é doGoverno. Toma que o filho é teu! Vocês é que têm esse problema. Os senhoresgovernistas é que precisam resolver esse problema, não nós. Se puserem paravotar, nós vamos seguramente pedir verificação. Mas os senhores têm maioriaampla para aprovar.Essa é a primeira parte do discurso, que diz respeito a uma questãoconjuntural que eu gostaria que ficasse muito clara.Ouço o Senador Cyro Miranda.
O Sr. Cyro Miranda
(Bloco/PSDB – GO) – Senador Aloysio, emprimeiro lugar, quero parabenizá-lo e dizer do meu contentamento em tê-lo comoLíder do nosso partido aqui no Senado.
O SR. ALOYSIO FERREIRA NUNES
(Bloco/PSDB – SP) – Obrigado,Senador. Obrigado.
O Sr. Cyro Miranda
(Bloco/PSDB – GO) – E parabenizá-lo pelapostura de coerência. Precisamos voltar à prática de não passar por cima daConstituição. A inconstitucionalidade virou regra nesta Casa. V. Exª tem sido duroquando vêm as medidas provisórias, os penduricalhos. Agora mesmo, estamosenfrentando um problema de mais de três mil vetos, quando a Constituição diz:após 30 dias, ele tem que ser votado. Então, vamos acabar com isso. Vamos serhonestos com nós mesmos. Vamos respeitar a Constituição. Parabéns por essapostura e pé firme mesmo.
O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB – SP) – Obrigado,Senador. Eu agradeço muito o aparte e o estímulo que sempre recebi de V. Exª.Agora...
O Sr. Roberto Requião
(Bloco/PMDB – PR) – Senador Aloysio.
O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB – SP) – Apenas umminuto, Senador.Eu diria que é muito importante para o País ter um Orçamentoaprovado, e aprovado de modo válido. Não sei se é tão importante para o Governo.Por quê? Porque se nós examinarmos a execução orçamentária dos últimos anos,
 
 
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 do Governo do PT, o que nós verificamos é um acúmulo de dotações que sãoautorizadas pelo Congresso e que não são executadas, não são gastas.O Governo vem acumulando os chamados restos a pagar, quepassam de um ano para o outro e que somam hoje R$170 bilhões.Ora, Orçamento não executado é estrada que não é consertada, éhospital que não é construído, é aeroporto que não é modernizado, é investimentoem energia que não é feito. Isto tem sido a regra: restos a pagar que se acumulam.Por outro lado, o Governo, a Presidente Dilma editou uma medidaprovisória que no nosso entender é inconstitucional, mas editou, está em vigor, queabre um crédito extraordinário de R$42 bilhões que serão para suprir asnecessidades orçamentárias; de outra forma, por outro lado, serão supridasautomaticamente pela liberação de 1/12 a cada mês, das dotações constantes naproposta orçamentária.De modo que, embora seja uma coisa importante para o Governo, hátempo sim para o Governo mobilizar a sua base de apoio e aprovar o Orçamento,uma vez que, do ponto de vista da elaboração orçamentária, o Senador RomeroJucá, que foi o Relator geral, fez um trabalho muito bem feito, ouviu a Oposição,acatou as emendas. Desse modo, do ponto de vista parlamentar, não há maiorpolêmica em torno dessa questão.Ouço o aparte do Senador Roberto Requião.
O Sr. Roberto Requião
(Bloco/PMDB – PR) – Senador Aloysio, numPlenário de advogados ilustres, ex-Ministro da Justiça, Procurador da República,advogado de banca importantíssima, Senador Cyro, Lobão, eu não quero ensaiarum aparte de estagiário de Direito. Reduzo-me ao raciocínio de um rábula. OMinistro Fux, quando disse que não poderíamos votar nada sem que os vetosfossem votados, estava absolutamente certo. Não foi nenhuma interpretação daConstituição, foi a aplicação literal do Texto Constitucional. Então, seguramentenão podemos votar também o Orçamento da União, mas o Ministro abriu apossibilidade, em uma conversa paralela, que não consta dos autos. É aquelahistória, o que não consta dos autos, o que não está na sentença não existe noDireito. No entanto, eu acredito que o único erro nesse processo, uma vez que aConstituição proíbe que o Congresso Nacional se reúna para votar qualquer projetonovo, o que se pode discutir, e talvez aí esteja o erro, é a obrigatoriedade deseguirmos a ordem cronológica. Eu acho que nós não podemos votar mais nada denovo, mas poderíamos discutir a ordem cronológica. Eu acho que o Supremo, oMinistro exagerou na sua sentença, e, logo depois, abre uma exceção,provavelmente porque havia interesse do Judiciário também na votação dosorçamentos, porque há o nosso e o deles. A ordem cronológica, o seu respeitodessa forma não me parece uma decisão acertada. Agora, que nós não podemosvotar rigorosamente nada sem que os vetos sejam votados... E não são 3.300. Nãovamos entrar na conversa da Mesa. São 223 projetos, alguns com pequenos vetos.Isso não é uma tarefa tão difícil assim. Os 3.300 foram uma conversa da
Folha de S.Paulo 
, do
Estadão 
. É o espetáculo midiático. Eu acho que nós podemos resolverisso. E o Senador Renan e a Mesa deviam resolver isso rapidamente. Vamos votarlogo esses vetos, mas é rigorosamente inconstitucional a votação de qualquer coisa

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