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SCBD Dharma

SCBD Dharma

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Published by domingues4294

Antes que possamos entender a evolução, devemos encontrar sua fonte e motivo - uma vida que envolve a si mesma em matéria, antes de desenvolver organismos complexos de todos os tipos. Começamos com o princípio de que tudo vem de Deus e n'Ele está. Nada no universo está fora d'Ele. Não há vida alguma exceto a Sua vida, nenhuma força exceto a Sua, nenhuma energia exceto a Sua, nenhuma forma salvo a Sua forma - tudo isso como resultado de Seu pensamento. Esta é nossa premissa básica. Esta é a base onde devemos nos apoiar, tendo a coragem de aceitar tudo o que ela implica. Shri Krishna, falando como Ishvara Supremo, diz que "Eu sou a semente de todos os seres, oh Arjuna! Tampouco existe qualquer coisa, móvel ou imóvel, que possa existir fora de Mim" (Bhagavad-Gita, X, 39). Não tenhamos medo de assumir esta premissa central. Não fujamos de nenhuma conclusão a que esta verdade nos conduza só por causa da imperfeição das vidas em evolução.

Antes que possamos entender a evolução, devemos encontrar sua fonte e motivo - uma vida que envolve a si mesma em matéria, antes de desenvolver organismos complexos de todos os tipos. Começamos com o princípio de que tudo vem de Deus e n'Ele está. Nada no universo está fora d'Ele. Não há vida alguma exceto a Sua vida, nenhuma força exceto a Sua, nenhuma energia exceto a Sua, nenhuma forma salvo a Sua forma - tudo isso como resultado de Seu pensamento. Esta é nossa premissa básica. Esta é a base onde devemos nos apoiar, tendo a coragem de aceitar tudo o que ela implica. Shri Krishna, falando como Ishvara Supremo, diz que "Eu sou a semente de todos os seres, oh Arjuna! Tampouco existe qualquer coisa, móvel ou imóvel, que possa existir fora de Mim" (Bhagavad-Gita, X, 39). Não tenhamos medo de assumir esta premissa central. Não fujamos de nenhuma conclusão a que esta verdade nos conduza só por causa da imperfeição das vidas em evolução.

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09/17/2013

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 1
DHARMA
Annie Besant
Três palestras proferidas na 8ª Convenção Anual da Seção Indiana da Sociedade Teosófica,ocorrida em Varanasi (Benares), em 26, 27 e 28 de outubro de 1898The Theosophical Publishing Society, 161 New Bond Street, W. LondonReimpressão - 1913***
ÍndiceI - DIFERENÇASII - EVOLUÇÃOIII - O CERTO E O ERRADO
***
DIFERENÇAS
Quando as nações da Terra foram criadas, uma após a outra, Deus concedeu para cada umauma palavra especial, a palavra que cada uma delas deveria proclamar ao mundo, a palavraespecial do Eterno que cada uma deveria falar. Quando contemplamos a história das nações,podemos ouvir esta palavra da boca coletiva do povo, pronunciada como ação, como acontribuição daquela nação à humanidade perfeita e ideal. A palavra dada ao antigo Egito foiReligião; para a Pérsia a palavra foi Pureza; para a Caldéia a palavra foi Ciência; para aGrécia, Beleza; para Roma, Lei; e para a Índia, a primogênita dentre as Suas filhas, para elaDeus concedeu uma palavra que resumia todas em uma só: a palavra Dharma. Esta é apalavra da Índia para o mundo.Mas não podemos falar esta palavra, tão cheia de significado, tão vasta no alcance de suaforça, sem nos curvarmos diante daquele que foi a maior encarnação do Dharma que o mundo já conheceu: Bhîshma, o filho de Gangâ, a mais grandiosa encarnação do Dever. Venhamcomigo, viajemos para o passado, para cinco mil anos atrás, e veremos este herói estendidoem seu leito de flechas no campo de Kurukshetra, mantendo a Morte em suspenso até quesoasse a hora devida. Passamos por montes e montes de guerreiros mortos, sobre montanhasde elefantes e cavalos mortos, e passamos por muitas piras funerárias, por muitos montes dearmas e carruagens quebradas. E chegamos ao herói deitando em seu leito de flechas,atravessado por centenas de setas, com sua cabeça recostada sobre um travesseiro feitodelas. Ele jogara longe o travesseiro que lhe haviam trazido para que repousasse suavemente,e aceitou somente o encosto de flechas oferecido por Arjuna. Ele, perfeito no Dharma, havia,ainda jovem, em nome de seu pai, em nome do dever para com seu pai, em nome do amor quesentia por seu pai, feito aquele grande voto de renúncia da vida familiar, renunciando à coroa, afim de que a vontade do pai pudesse ser cumprida, e o coração do pai, satisfeito. E Shantanulhe deu sua bênção, aquele dom maravilhoso de que a Morte só poderia se aproximar dele porseu próprio comando, só quando ele mesmo desejasse morrer. Quando ele caiu, cravejado porcentenas de flechas, o sol estava se dirigindo para o sul, e por isso o momento não erafavorável à morte de um ser que não haveria de retornar jamais. Então ele usou o poder que
 
 2seu pai lhe dera, e fez a Morte esperar até que o sol abrisse caminho à paz e libertaçãoeternas. Enquanto lá ficou estendido por muitos dias miseráveis, atormentado pela agonia docorpo despedaçado que usara, chegaram até ele muitos Rishis
[
Santos
]
e os descendentesdos reis Arianos, e ali chegou também Shri Krishna, para ver seu fiel. Também chegaram oscinco príncipes, os filhos de Pându, vitoriosos na grande guerra, e rodearam-no a chorá-lo ehonrá-lo, e desejando ser ensinados por ele. E em meio àquela penosa agonia, Aquele cujaboca era a boca de Deus disse-lhe algumas palavras, e liberou-o da febre escaldante, econcedeu-lhe repouso corpóreo, e clareza mental, e tranqüilidade ao homem interno, e entãoinstou-o que ele ensinasse ao mundo o que é Dharma - ele cuja vida inteira o havia ensinado,que não havia se desviado da senda da retidão, aquele que como filho, como príncipe, comoestadista, como guerreiro, jamais se havia desviado do caminho estreito. Os que estavam aoseu redor pediram-lhe que ensinasse, e Vâsudeva lhe solicitou que falasse do Dharma, porqueele era capacitado para ensinar (
Mâhâbharata 
, Shanti Parva, § LIV).E então se aproximaram os filhos de Pându, liderados pelo primogênito Yudhishthira, queliderara o exército que havia conduzido Bîshma à morte; e aquele hesitou em aproximar-se efazer-lhe perguntas, pensando que aquelas flechas eram de fato suas, que ele havia sidoatingido por sua causa, e era culpado do sangue de seu parente mais velho, e por isso nãodevia pedir para ser ensinado. Percebendo sua hesitação, Bhîshma, cuja mente sempre foraequilibrada, que havia trilhado a difícil senda do dever sem se desviar seja para a direita sejapara a esquerda, falou as memoráveis palavras: "Assim como o dever dos Brâhmanes consistena prática da caridade, do estudo e da penitência, da mesma forma o dever dos Kshattriyas éoferecer seus corpos no campo de batalha. Um Kshattriya deve matar senhores e potentados eirmãos e preceptores e parentes e familiares que possam estar engajados com ele em uma lutainjusta. Este é o seu dever declarado. Diz-se que cumpre o seu dever aquele Kshattriya, ohKesava, que mata em batalha seus próprios preceptores, se ocorre de serem pecadores eambiciosos e desconsiderarem seus deveres e votos... Pergunta, pois, meu filho, sem receio".Então, assim como Vâsudeva, falando de Bhîshma, havia explicitado o direito de Bîshma defalar como professor, da mesma forma o próprio Bîshma, por sua vez, dirigindo-se aospríncipes, descreveu as qualidades que eram necessárias para aqueles que fariam perguntassobre o problema do Dharma:"Que o filho de Pându, em quem há inteligência, autocontrole, brahmacharya
[
castidade
]
,perdão, retidão, vigor e energia mentais, faça-me as perguntas. Que o filho de Pându, que porseus bons serviços sempre honra seus parentes e hóspedes e servos e outros que dependemdele, faça a mim as perguntas. Que o filho de Pându, em quem existem caridade e penitência,heroísmo, ânimo pacífico, sagacidade e destemor, faça-me as perguntas" (
Ibid 
.
§ 
LIV).Estas são algumas das características do homem que pode procurar entender os mistérios doDharma. Tais são as qualidades que vocês e eu devemos tentar desenvolver, se havemos deentender os ensinamentos, se havemos de ser dignos de perguntar.Então começou aquele maravilhoso discurso, sem paralelo entre os discursos do mundo. Eletrata dos deveres dos Reis e dos súditos, dos deveres das quatro castas, dos quatro modos devida, dos deveres para todos os tipos de pessoas, deveres diferentes entre si e adequados acada estágio da evolução. Todos vocês deveriam conhecer este grande discurso, deveriamestudá-lo, não só por sua beleza literária, mas por sua grandeza moral. Se fôssemos seguir ocaminho traçado por Bishma nossa evolução se apressaria, então se aproximaria a aurora dodia da redenção da Índia.A respeito da moralidade - um assunto intimamente ligado ao Dharma, e que não pode serentendido sem um conhecimento do que significa Dharma - alguns pensam que ela é umacoisa simples. Assim é, em linhas gerais. Os limites do certo e errado nas ações comuns davida são claros, simples e definidos. Para uma pessoa de pouco desenvolvimento, para uma
 
 3pessoa de inteligência estreita, para uma pessoa de conhecimento limitado, a moralidadeparece bastante simples. Mas para aqueles que possuem profundo conhecimento e altainteligência, para aqueles que estão se desenvolvendo em direção aos graus mais altos dahumanidade, para aqueles que desejam entender seus mistérios, para estes a moralidade écoisa bem difícil: "A moralidade é coisa muito sutil", como disse o príncipe Yudhishthira quandoestava lidando com o problema do casamento de Draupadi com os cinco filhos de Pându. E ummaior que o príncipe havia falado também desta dificuldade; Shri Krishna, o Avâtar, em Seudiscurso proferido no campo de Kurukshetra, falou sobre esta mesma questão a respeito dadificuldade da ação. Ele disse:"O que é ação, o que é inação? Mesmo os sábios se confundem com isso. É preciso distinguira ação, distinguir a ação ilegal, distinguir a inação; misteriosa é a senda da ação" (
Bhagavad Gita 
, IV, 16-17)Misteriosa é a senda da ação; misteriosa porque a moralidade não é, como pensa o ingênuo, amesma para todos; porque ela varia com o Dharma do indivíduo. O que é certo para um, éerrado para outro. E o que é errado para um é certo para outro. A moralidade é uma coisaindividual, e depende do Dharma do homem que age, e não do que às vezes é chamado de"certo e errado absolutos". Não há nada de absoluto em um universo condicionado. E o certo eo errado são relativos, e devem ser julgados em relação ao indivíduo e aos seus deveres. Issofoi o que disse o maior dos Mestres a respeito do Dharma - e isso nos guiará neste complicadocaminho - "Melhor cumprir nosso próprio Dharma, ainda que destituído de mérito, do quecumprir o Dharma alheio com perfeição. É melhor morrer no desempenho do próprio Dharma,pois o Dharma alheio é repleto de perigos" (
Ibid 
. IV, 35).Ele repetiu a mesma coisa no fim daquele discurso imortal, e disse - mas desta vez alterada demodo a lançar uma luz renovada sobre o assunto: "Melhor cumprir o próprio Dharma, aindaque destituído de mérito, do que cumprir com perfeição o Dharma alheio. Aquele que cumpre oDharma estabelecido por sua própria natureza não incorre em pecado" (
Ibid 
. XVIII, 47). AquiEle expõe mais completamente este ensinamento, e delineia o Dharma das quatro grandescastas, e a própria terminologia que Ele emprega demonstra o significado desta palavra, queàs vezes é traduzida como Dever, às vezes como Lei, outras como Retidão, e outras comoReligião. Ela significa tudo isso, e mais do que tudo isso junto, pois seu significado é maisprofundo e vasto do que o que qualquer uma destas traduções expressa. Tomemos aspalavras de Shri Krishna quando Ele falou do Dharma das quatro castas: "Os Karmas dosBrâhmanes
[
sábios e religiosos
]
, dos Kshattriyas
[
realeza, guerreiros e militares
]
, dos Vaishyas
[
comerciantes, agricultores, artesãos, etc
]
e dos Shûdras
[
servos
]
, oh Paranpata, foramdistribuídos de acordo com os
gunas 
 
[
atributos
]
nascidos de suas próprias naturezas.Serenidade, autocontrole, austeridade, pureza, perdão e justiça; sabedoria, conhecimento, féem Deus, são o Karma do Brâhmane, nascido de sua própria natureza. Valor, esplendor,firmeza, destreza, e também não fugir do combate, generosidade, a natureza de umgovernante, são o Karma do Khsattriya, nascido de sua própria natureza. Lavrar a terra,proteger os rebanhos, e comércio, são o Karma do Vaishya, nascido de sua própria natureza. Aação de natureza servil é o Karma do Shûdra, nascido de sua própria natureza. O homematinge a perfeição quando cada ser cumpre o seu próprio Karma".E então Ele passa a dizer: "Melhor cumprir o próprio Dharma, ainda que destituído de mérito,do que cumprir com perfeição o Dharma alheio. Aquele que cumpre o Dharma estabelecido porsua própria natureza não incorre em pecado".Vejam como as duas palavras, Dharma e Karma, são permutadas. Elas nos dão a chave quedevemos usar para decifrar nosso problema. Deixem-me dar de início uma definição parcial deDharma. Não posso estabelecer uma definição completa de uma só vez. Não posso deixar játotalmente clara a definição. Eu lhes darei a primeira metade, tratando da segunda quando

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