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DN Modelo de Parecer

DN Modelo de Parecer

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05/21/2013

 
01
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Curso de Direito – Comissão de Qualificação e Apoio Didático - Pedagógico
Professora Ártele Hermes
P A R E C E R*
(Aluno: Heckel Garcez Ribeiro)Ementa 
RELATÓRIO
Aos 26 (vinte e seis dias) do mês de abril de 2001, quinta-feira, aproximadamente às18h., Marcelo Melo Gonçalves dos Santos, 32, ex-presidiário (condenado por roubo), juntamente com Alan Marques da Costa, 18, pedreiro, e Cláudio Márcio Baptista Matos,35, foram acusados de roubar, matar e estuprar Márcia Maria Coelho Lopes de Castro Lyra,43, fonoaudióloga, secretária do deputado estadual Carlos Minc (PT), e de também detentar assassinar, Ana Paula Lyra, 13, estudante, sua filha.Dito ilícito penal ocorrera na residência da família Lyra, que se situa no bairro deSanta Teresa, Rua Laurinda Santos Lobo, 44 (sobrado), nesta cidade.Os mesmos são também acusados de manter amarrado num dos cômodos daresidência Marcelo Lyra, 15, estudante, filho de Márcia Lyra e irmão de Ana Paula. LuizPaulo Sá de Castro Lyra, 53, arquiteto, ex-marido da vítima e pai dos adolescentes citados, possuía a intenção de levar os seus filhos para passear, mas ao adentrar no domicílio foraabordado pelos ora acusados, que o encapuzaram e o colocaram no mesmo local que seencontrava Marcelo, seu filho. (quarto de Ana Paula).L
ATROCÍNIO
,
ESTUPRO
 
E
 
TENTATIVA
 
DE
 
HOMICÍDIO
. Família enlutada.Morte obscura de um dos suspeitos.Parecer favorável ao indiciamento por latrocínio, estupro e tentativa dehomicídio. Cumprimento de pena comtratamento psicológico..*Parecer elaborado com base em uma compilação de reportagens realizadas peloJornal do Brasil a partir de 26 de abril a 15 de maio de 2001.
 
02
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Curso de Direito – Comissão de Qualificação e Apoio Didático - PedagógicoDurante o delito Cláudio M. B. Matos roubara a chave do carro (Santana, placa LAL7938) de Luiz P. S. de Castro Lyra e seu cartão de crédito. Por volta das 22h05min, oreferido fora filmado por uma câmera sacando o valor de R$ 500, 00 no Banerj da Avenida Nilo Peçanha. Marcelo M. G. dos Santos e Alan M. da Costa permaneceram na casa bebendo uísque e vodca, estuprando Ana Paula e sua mãe, enquanto Marcelo e o paiestavam amarrados.Consoante o comandante do 1ª Batalhão, tenente-coronel Marcos Fázio, MárciaLyra chegara em casa por volta das 19h. Só às 20h, porém, começara a desconfiança dosvizinhos. Maria Luíza Almeida Lopes Coelho, 44, professora, irmã de Márcia Lyra, quemora no térreo, ligara para a casa da irmã e um homem atendera ao telefone. Preocupada, pediu ao marido, Evandro Queiroz, 45, engenheiro, que fosse à casa de Márcia saber o queestava acontecendo. ''Quando ele tocou a campainha, percebeu um vulto atrás da Márcia.Insistiu e os bandidos atiraram”.Ao perceberem que a vizinhança tinha noção do que estava acontecendo no interior da casa os acusados ficaram tensos, começaram a esfaquear Márcia Lyra e sua filha.Deixaram os objetos de valor, que já estavam separados, para trás.Segundo moradores do local, ao saírem da residência, os bandidos atiraram emdireção aos policiais, mas os tiros acertaram o carro de Evandro Queiroz.Após a chegada da polícia, Márcia Lyra e sua filha foram socorridas e encaminhadas para o hospital Souza Aguiar. Ana Paula ficara internada e sua mãe viera a falecer, pois nãosuportara os ferimentos causados pelas múltiplas facadas. No dia posterior (27/04/2001) ao ato ilícito a polícia estava à procura dos suspeitose, através de um telefonema da esposa de um dos acusados, chegaram até Marcelo Melo G.dos Santos. Ao ingressar na Vila Kennedy, por volta das 19h., os policiais da Delegacia deHomicídios acabaram salvando dito acusado, porque o mesmo estava sendo linchado por 30 (trinta) moradores do bairro. Marcelo fora conduzido até a sede da Polícia Civil. Elenegara ter participado do assassinato e contara que só soube da morte de Márcia pelatelevisão. Marcelo, que já cumprira pena de 4 (quatro) anos por roubo, contara que sua participação foi apenas a de amarrar as pessoas e sair com o carro da família, um Santana.
 
03
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Curso de Direito – Comissão de Qualificação e Apoio Didático - PedagógicoE denunciara Alan Marques da Costa informando que o mesmo trabalhava há quatro mesescomo pedreiro na casa. Segundo ele, foi Alan quem o convidara para cometer o assalto.Marcelo atribuiu a culpa do estupro de Márcia e sua filha a Alan e também a de assassinato.Chegado o dia 30 de abril de 2001, na Polinter, pela manhã, Marcelo M. G. dosSantos fora encontrado morto na sala de interrogatório. Os policiais de plantão alegaramque o mesmo cometera suicídio, mas a morte de Marcelo ainda está sendo investigada peloInstituto de Criminalística Carlos Éboli e também pela Alerj de forma paralela.A família de Alan Marques dos Santos, principal suspeito do crime de Santa Teresa,negociara com a polícia sua rendição. A mãe e a mulher do pedreiro estiveram em uma salado prédio da Polinter, sem nenhum contato com a imprensa. Segundo o detetive GilsonCosta, da 25ª DP (Engenho Novo), no começo da manhã a família de Alan fizera o primeirocontato, negociando sua rendição. Os termos na negociação foram a garantia de que nãohaveria "esculacho" (sic), ou seja, de que o pedreiro não seria espancado ou torturadodurante o interrogatório. Alan chegara à 25ª DP às 11h30m. e, logo em seguida, foraencaminhado à Delegacia de Homicídios, que havia conseguido um mandado de prisãotemporário. Ao prestar depoimento Alan Marques dos Santos alegara que fora forçado por Marcelo a esfaquear Ana Paula, mas que não dera facadas na fonoaudióloga. Marceloestava com uma arma apontada para a fronte do mesmo. Alan contara que antes de cometer o ilícito penal estava sendo coagido a todo instante por Marcelo, mas confessara ter esfaqueado Ana Paula Lyra. Edna Barbosa Mery da Silva, 20 anos, esposa de Alan Marquesdos Santos disse o seguinte: ''Eu tenho certeza que o Marcelo disse que ia matar meus trêsfilhos caso o Alan não participasse do assalto'', tese também sustentada pela mãe de Alan.Os vizinhos de Alan afirmam que o mesmo sempre teve boa conduta. O mestre-de-obrasCarlos Alberto de Oliveira Souza, 33, prestou depoimento no dia 27 de abril deste ano naDelegacia de Homicídios. De acordo com Carlos A. O. Souza, Alan já está em sua equipehá um ano. ''Conheço o Alan desde de criança. Nunca teve problemas. Espero que tudo sejaesclarecido''. No dia 05 de maio de 2001, Marcelo Lyra, filho de Márcia, fora chamado paradepor pelo Delegado, chefe das investigações, Paulo Passos, na sede da polícia civil.

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