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APOSTILA DE HISTÓRIA - IMPACTO

APOSTILA DE HISTÓRIA - IMPACTO

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   F   i  c   h  a    1
 
   F   i  c   h  a    2
 
   F   i  c   h  a    3    F   i  c   h  a    4
 
   F   i  c   h  a    5
 
Frente 4Frente 3Frente 2Frente 1
GréciaCidade-Estado
 2
História dos povosindígenais I
18
RevoluçãoInglesa
30
A históriado Brasil
 42
GrécaEsparta
 4
História dos povosindígenais II
 20
O Iluminismo e o SéculoDas Luzes
34
Abolicionismo
 44
GrécaAtenas I
8
A conquista daamérica I
 22
Independência dasTreze Colônias
36
Belle époque
50
GrécaAtenas II
12
A conquista daamérica - II
 24
RevoluçãoIndustrial
38
Proclamação darepública
 46
GrécaReligiosidade, mentalidadee imaginário
16
Economia e sociedadeaçucareira
 28
Movimentos decontestação
54
A RevoluçãoFrancesa I.
 40
 
2
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n
HISTÓRIA
Grécia
ce-E
F  r  t  
 
F  i   0  
 
0  
i - NoçõEs PrElimiNarEs1.1 a idEia dE “muNdo GrEGo”
Abaixo, o Partenon, templo localizado na Acrópole de Atenas e de-dicado a deusa Atena.Ao longo da sua história, os gregos antigos Jamais conheceram acentralização política, sua forma de organização eram as Cidades-Esta-dos, caracterizadas pela manutenção da autonomia administrativa e le-gislativa. Cada uma dessas cidades possuía o seu próprio sistema de go-verno regido por leis que só teriam valor nas áreas dominadas pela polis.Embora não existisse unidade política, o Mundo Grego apresentavauma outra forma de identidade, percebida na vida cotidiana: a língua, aspraticas religiosas, as características étnicas e inúmeros de seus elemen-tos culturais poderiam aparecer, com algumas variações, em todas ascidades que compunham esta admirável civilização.
1.2 o BErço da civilização ocidENtal
É praticamente um consenso entre os helenistas que a sociedadegrega representa, em verdade, o berço da civilização ocidental, tama-
nha a sua inuência nos diversos níveis percebidos da vida materialdo homem contemporâneo. No campo das ideias, a produção lo
-
sóca dos gregos constitui a fonte onde beberam todas as principais
ciências de hoje (Matemática, Física, Anatomia, História, Arquitetura,Química e etc.), as artes formaram uma escola denominada de classi-cismo que com uma produção teatral, arquitetônica e literária vastíssi-ma seria o inspiração primeira dos autores renascentistas, praticamen-te dois mil anos mais tarde.
1.3 o ProBlEma com a tErra
Uma das questões que mais dicultaram a vida dos habitantes da
Grécia Antiga foi certamente o problema com a terra. Cerca de 80% doterritório é composto por cadeias de montanhas, sendo a menor partecomposta por planícies de solo pedregoso e, portanto pouco fértil. Talsituação fará com que os gregos muito cedo partam em busca de ou-tras terras fora do seu espaço de origem, colonizando diversos pontosdo mar Egeu e do Mediterrâneo, mantendo deste modo, um contatocom diversos dos povos da antiguidade (fator que contribuiria subs-tancialmente para seu desenvolvimento cultural). A questão da terra
também resultaria na eclosão de vários conitos de ordem interna eexterna pelo uso da mesma, observação que vericaremos com maior
detalhes ao longo desta apostila
ii – oriGENs da civilização GrEGa2.1 a civilização crEto-micêNica
As origens do Mundo Grego remontam os tempos da Civili-zação Cretense, uma fascinante sociedade desenvolvida a partirda Ilha de Creta - a maior ilha do Mar Egeu - por volta do ano2000 a.C. Os cretenses possuíam uma grande habilidade para anavegação e para o comércio, tendo estabelecido contatos com aMesopotâmia e o Egito, dentre outras sociedades da antiguidade
oriental, tal experiência inuenciou bastante no aprimoramento
das artes em geral na Ilha, outra de suas grandes características.Até o século XV a.C., os cretenses exerceram uma completahegemonia na região do Mar Egeu, construindo um sistema de sa-neamento complexo e um património cultural bastante apreciável,contudo, no que diz respeito a defesa ou a capacidade bélica de
Creta, estas seria insucientes, tornando-se vulnerável a invasão de
inimigos exteriores, como ocorreria nos séculos seguintes.
2.2 as miGraçõEs dos iNdo-EuroPEus
Grupos nómades oriundos das regiões centrais da Europa ini-ciaram sucessivas levas migratórias rumo à Península Balcânica,contribuindo para a colonização da área e fundando algumas dasmais importantes cidades do que mais tarde seria chamado deGrécia. Vejamos os principais grupos indo-europeus:
A Grécia se localiza no continente Europeu, sendo aum só tempo continental, peninsular(Peloponeso)e insular(Ilhas diversas).
a Formação da sociEdadE GrEGa.
 
3
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n
HISTÓRIA
• AQUEUS: Estes são reconhecidamente considerados o pri
-meiro dos grupos indo-europeus a chegar na região balcâni-co, em algumas obras chegamos a ver a utilização deste nomecomo sinónimo de gregos, foram os responsáveis pela fundaçãoda cidade de Micenas, de onde estabeleceram um intercâmbiocom os cretenses e assimilaram boa parte de suas característicase valores. Era o apogeu da Civilização Creto-Micênica.
• JÔNIOS E EÓLIOS: Estes dois grupos chegaram por volta de
1700 a.C., foram responsáveis pela colonização de grande partedo litoral do Mar Egeu chegando até a Ásia Menor. Dentre os fei-tos atribuídos a eles, merecem destaque à fundação de Atenaspelos primeiros e a fundação de Tebas pêlos últimos.
• DÓRIOS: Estes foram os migrantes que causaram as mais
expressivas transformações para o período. De natureza guerrei-ra e dominando perfeitamente as técnicas de metalurgia, o quelhes permitia possuir armas de ferro, os dórios impuseram suavontade aos cretenses provocando a 1a Diaspora.1° DIASPORA: Diante da inquestionável superioridade militardos dórios, ocorreu uma fuga em massa dos
habitantes das regi-ões dominadas, partindo para os mais diversos pontos da regiãodo Mar Egeu. A diaspora ou dispersão causaria uma regressão naprodução intelectual dos cretenses.
iii – o PEríodo Homérico
Os quatrocentos anos que seseguiram à chegada dos dórios (de1200 a 800 a.C. aproximadamente) per-manecem bastante obscuros para nós,devido à escassez de fontes escritas. Oque existe sobre a época são os poemasépicos a "Ilíada" e a "Odisseia" escritospor Homero, provavelmente no séculoVIII a.C., baseado em poesias e cantostransmitidos oralmente pêlos "aedos"(poetas e declamadores ambulantes),entremeando lendas e ocorrênciashistóricas relacionadas com as guerrasentre os dórios e os aqueus.Os poemas homéricos referem-seaos acontecimentos relacionados à destruição da sociedade micê-nica, como as guerras de Tebas e de Tróia. Relatam as açoes dosheróis gregos, com a ajuda de seus deuses. De sua leitura, percebe--se que a sociedade da época era formada por reis (basileus) e no-bres, senhores de terras e rebanhos. Os nobres organizavam-se emfamílias extensas - os genói - em que os membros eram unidos porlaços de parentesco consanguíneo e/ou religioso.O "genos" era o núcleo humano em torno do qual se es-truturava o "oikos", unidade económica que compreendia terras,casas, ferramentas, armas e gado, dos quais dependia a sobrevivên-cia do grupo. O trabalho no "oikos" - pastoreio, agricultura de cereais,
legumes e frutas, produção de óleo e vinho, ação e tecelagem – era
realizado pêlos membros do "genos" e pêlos escravos, obtidos atravésde pilhagens e saques; tanto quanto possível, o "oikos" procurava ser
auto-suciente.
A principal ocupação dos nobres, chefes dos "oikos", era a guerrapraticada contra os vizinhos ou inimigos externos. As lutas se restrin-giam ao combate individual entre os guerreiros, pesadamente arma-dos. O objetivo das guerras era essencialmente a aquisição de escra-vos e de metais que o "oikos" não produzia.Além dos reis e dos nobres, existiam trabalhadores livres - de-miurgos - ferreiros, carpinteiros, videntes e médicos, que pres-tavam serviços aos nobres e ocasionalmente participavam de suasassembleias, como ouvintes, sem direito a tomar decisões. Abaixo dosdemiurgos, havia os tethas, homens sem posses e sem especialização,que vagavam de um lado para outro em troca de algum alimento ouroupa.Na imagem acima,desenho da Acrópole
(do grego ἀκρόπολις,composto de ἄκρος, "ex
-
tremo, alto", e πόλις, "cidade") é a
parte da pólis construída nas partesmais altas do relevo da região. A posiçãotem tanto valor simbólico, elevar e enobrecer os valores humanos,como estratégico, pois dali podia ser melhor defendida.
Por volta do século VIII a.C., em algumas regiões do território gregodos Balcãs, da Ásia Menor e das ilhas do Mar Egeu, já havia um grandenúmero de comunidades dominadas por grupos de famílias aristocrá-
ticas proprietárias das melhores terras, que justicavam seu poder pela
autoridade que lhes provinha dos antepassados, muitas vezes um "herói"
famoso do passado, ou mesmo até um deus. A gura do rei desaparece
-ra, substituída por magistrados eleitos e por conselhos de nobres.Aos poucos o pequeno povoado tornou-se regra, com a popula-
ção reunindo-se em volta das antigas forticações micênicas, onde logo
surgiam uma praça para o mercado e um ou dois templos. Esboçava--se assim a forma de vida tradicional dos gregos - a "polis" - que iria seexpandir de forma original durante os séculos seguintes. Cada Pólis ouCidade-Estado Clássica tinha sua própria forma de governo, seus instru-mentos de de peso e medida, calendários e moedas particulares. Porémmantinha certos laços culturais, como o idioma, a religião e a prática decertas modaidades esportivas, com as demais.O advento do Estado na Grécia representou o surgimento da fasemais esplendorosa do mundo clássico, pois a polis representaria o es-
paço de armação do cidadão grego, onde a produção losóca e li
-terária ganharia sua maior expressão, onde as tragédias e as comédiasseriam encenadas nos teatros monumentais construídos ao ar livre porarquitetos de um brilhantismo invejável e, ainda, um espaço de discus-sões políticas em que a retórica seria um instrumento fundamental para
a persuasão nos embates inamados. Entretanto, esta visão corresponde
aos interesses de uma minoria da população, que constituía um governode poucos, para a maioria a polis representou a exclusão social e a mar-ginalizaçâo política.
iv – a Formação da Pólis oua cidadE Estado GrEGa

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